Olhos
Antes de me definir, lembre-se: suas conclusões são apenas o reflexo dos seus próprios olhos. Você não me vê como eu sou, Você me vê como você é.
Kokushibo
Autor: James Richard Ferreira Pantoja
Pseudônimo: KANGAL
Seis olhos alcançam a noite sem piedade,
Um samurai perdido entre honra e ambição;
Carrega séculos gravados na própria lâmina,
Enquanto a lua testemunha sua maldição,
E o medo se curva diante de sua presença.
Abandonou a luz para vencer o próprio destino,
Trocou a mortalidade por um poder sem fim;
Mas, quanto mais buscava superar o impossível,
Mais distante ficava do homem que existia dentro de si,
Pois nenhuma vitória silencia o vazio de uma decisão errada.
Kokushibo caminha onde a esperança perece,
Sua espada dança como a Respiração da Lua em um eclipse sombrio;
É força, orgulho, tragédia e eternidade,
Um guerreiro que venceu a morte, mas perdeu a paz,
Condenado a lutar contra aquilo que um dia foi,
Condenado a enfrentar aquilo que um dia mais odiou...
© 2026 James Richard Ferreira Pantoja. Todos os direitos autorais reservados.
É necessário enxergar, além, do que os olhos podem ver para conseguir transcender a sua realidade. Não tem nada haver com visão, tornar o espaço em câmera lenta é treinamento. Estudar é treinamento!
_KANGAL
Sorrisos de Vidro
Menina de cabelos cacheados,
carregava nos olhos
a luz que toda infância merece.
Mas quem deveria protegê-la
foi quem lhe roubou os dias,
transformando abraços em medo
e o silêncio em prisão.
Dos primeiros anos
até os doze,
ela aprendeu a sobreviver,
não a viver.
Cresceu.
Vestiu sorrisos,
escondeu cicatrizes
e fez do próprio coração
uma fortaleza sem janelas.
Agora seduz,
abandona
e parte corações,
como se cada homem ferido
pudesse pagar
pela dor de um único monstro.
Mas nenhuma lágrima alheia
devolve uma infância roubada.
E quando a noite cala o mundo,
ela encara o espelho
e encontra a mesma menina
de cabelos cacheados,
ainda esperando
que alguém a salve
do passado que nunca foi embora.
Seus sorrisos são de vidro:
brilham para quem olha,
mas por dentro
estão quebrados,
e cada pedaço
ainda sangra,
Sangra na sua
Própria Loucura.
Amor Latente
Houve um amor tão imenso
que fez do meu peito um santuário
e dos meus olhos, devotos cegos da tua luz.
Amei-te com a força que antecede a criação,
com a fé insensata de quem acredita
que um único abraço pode ressuscitar a alma.
Entreguei-te tudo.
Até aquilo que eu jamais soube nomear.
Mas a verdade não anuncia sua chegada.
Ela rompe o silêncio como uma lâmina,
e o primeiro golpe sempre é nos olhos.
Quando enfim despertei,
o paraíso que eu jurava habitar
não passava de um templo erguido sobre ilusões.
Toquei tuas lembranças
e elas se desfizeram como cinzas entre meus dedos.
Então compreendi:
o amor e o ódio jamais foram inimigos.
São a mesma chama
condenada a mudar de cor.
O amor que um dia me deu fôlego,
que devolveu vida ao que havia morrido em mim,
foi o mesmo que, ao revelar seu verdadeiro rosto,
ensinou meu coração a sangrar sem morrer.
Hoje carrego apenas o silêncio.
Porque não existe escuridão mais cruel
do que a luz que revela
que todo o infinito vivido por dois
existiu apenas dentro de um.
Calíope, existe algo em você que vai além da beleza que os olhos conseguem enxergar. É como se a sua presença trouxesse calma para pensamentos que sempre estiveram perdidos e desse palavras para sentimentos que eu nunca soube explicar. Você tem esse jeito raro de transformar momentos simples em algo que permanece, como uma lembrança boa que a gente não sabe de onde veio, mas sente que sempre esteve ali. Talvez algumas pessoas não entrem em nossa vida apenas para passar, mas para deixar uma marca silenciosa que o tempo, por mais cruel que seja, não consegue apagar.
Talvez Caliope, seja você !
Alguém que eu ainda não encontrei ... Ou um devaneio dos meus pensamentos.
“Crer é divino. Ter fé é confiar no que os olhos ainda não podem ver. A fé nasce no coração, sustenta a alma e nos aproxima de Deus. Quem crê não caminha sozinho, porque entrega seus passos Àquele que conhece o caminho.”
Nada será como antes — nem mesmo os nossos pensamentos. A cada piscar de olhos, surge uma nova perspectiva, um novo cenário, uma nova emoção.
"Deus escreve a eternidade com as tintas do tempo; nada do que é pequeno aos nossos olhos é irrelevante no traço d'Ele."
