Olhos
Diante dos teus olhos que
são onde convergem o céu
e monumentos do tempo,
Mesmo que ventos contrários
soprem nas nossas faces,
Convicta ando insistindo
para que o nosso mundo
íntimo não tenha destino
igual ao da Linha Durand.
Pisoteei caleidoscópios,
rasguei todos calendários
e quebrei muitos relógios,
Por recusar viver a vida
toda a mercê do acordo
entre o cavaleiro e o emir,
Está para nascer quem irá
ditar os meus valores a seguir.
Por saber que a história
não começou a partir daí,
As minhas próprias regras
fui eu quem escrevi,
E uma delas é que impérios
sempre as próprias covas
por si mesmos cavarão.
Confio na predição forjada
por lágrimas, sangue e fogo,
e na sublime ambição
que converge na sua direção
levando o teu amor no coração
com a certeza da tua retribuição.
Teus olhos magníficos
iluminam infinitos,
com luares crescentes
nos dois contidos.
Fazendo-me Vitória-régia
nívea na Mata de Igapó,
Esperando na tua pele
e para a dança me leve.
Sob a tua seda das noites
tornar-me a rósea sutil
da satisfação e pendores,
para sermos senhores.
Não sentiremos nenhuma
receio, fome, sede ou frio,
Apenas seremos convictos
que o amor não traz desafio.
Os Bonecos do Berbigão do Boca
durante o sonho com os olhos abertos
quando estava a dançar contigo,
Pareciam que já estavam sabendo
que o amor era o nosso destino,
Então, até o Sol raiar fica comigo,
porque à partir de hoje não podemos
mais sair do nosso doce caminho.
Nos meus olhos fazem
um cortejo gentil a Sirius,
a Betelgeuse, a Rigel
a Canopus e as Pleiades,
não nasci para flertar
com terrenas inverdades.
O sublime sentimento
de ver a Lua Crescente
em noite de céu aberto,
visitando a sofrida Gaza,
transcende a fotografia.
Traz para mim a nostalgia
imersiva da casa destruída,
e as saudades da família
que nunca mais será vista,
e jamais será esquecida.
O coração por licença
humanista toma a liberdade
de se tornar a tenda
do palestino iluminada
em pleno Ramadão,
para evocar a pacificação,
e o futuro de reconstrução.
(Ninguém pode deter
o futuro de uma Nação).
A Noelia Castillo
Não sei se você está
mais viva entre os seus,
Não sei se os olhos
de outros pelos meus
irão ter tempo hábil
para te salvar,
Não sei se este poema
irá te alcançar.
Só sei que o que você
sente como problema,
é o fracasso alheio
de quem cooperou
para apagar a tua estrela,
que fizeram do problema
existencial deles o seu.
O mundo ao seu redor
falhou com você,
Se eu pudesse te falar,
te pediria para ficar;
mesmo que doa,
resista e fique nem
que seja para incomodar.
E se eu tiver a grande graça
de o milagre divino te alcançar,
quero ver você sã e salva
para a sua própria vida proclamar.
Olhos na vitrine psicodélica,
países do Oriente divididos,
Paredes coloridas sem sentido,
jamais desviarem do destino.
A felicidade floresce discreta,
entre o futuro e o encontro,
Ah, coração profundo e tolo!
Caminhamos pela mesma rua
como se fôssemos inimigos,
Tudo por causa dos impérios
e seus bombardeios cognitivos.
Com os olhos e o coração
voltados para Deus
e o Hemisfério Celestial Sul,
Sempre recebo borboletas
como as melhores companhias,
A minha voz empresto sempre
a quem precisa nesta vida.
Livros, papel, caneta e poesia,
forte ligação com a Natureza
e com a minha Pátria nativa,
A influência indígena sempre
mantenho viva desde pequenina:
Assim fui, sou e sempre serei,
mantenho inquebrável esta grei.
Há um romance sonâmbulo
sob os teus olhos de Lorca...
Palavras pretensiosas arremessadas,
e um arranque automático
entre algo épico
e o pesadelo lírico,
na alta madrugada.
Com o peso da alma
cheia de poesia intensa,
onde o mundo olha
para as personagens
que não podem corresponder
devido à profundidade,
à leveza e à liberdade
de ser o que sou — escolhi.
Diante da lua cigana,
num estado de êxtase,
sob os teus olhos de Lorca,
ainda talvez acordada
todavia desejo o real,
pois a essência segue intacta.
Firme vivendo o suspense
de um romance sonâmbulo:
"Ver-te que te quero ver-te",
nos teus braços que também
querem ver-me em meio ao verde.
Onde não sei como, quem dará
e qual será o passo primordial,
ao se se conseguirá alcançar o pleno final.
Não me interessa nunca
mais olhar para trás,
Desde que encontrei
com os meus olhos austrais
os teus olhos sensuais
mais supreendentes,
Outros caminhos
não conheço mais.
Reviver o que se foi,
é querer viver sem rumo.
Sem olhar para trás,
quero seguir em frente,
Agora tenho direção
e não quero conhecer
mais outros caminhos
porque qualquer
outro não me levarão
até o seu caminho.
Como chuva mansa,
o teu coração tomarei
de um jeito inusitado,
E quando você se der
conta estará capturado,
e nas tuas mãos te darei
o poder do meu coração
perdidamente apaixonado.
Não é a primeira vez que pedi
para você aprender a voltar
os teus olhos para o céu austral
de ponta a ponta no continente.
Eles querem que percamos
o interesse pela gente para sempre.
Com as mãos eu pego a conjunção
de Vênus, Júpiter e da aurora matutina.
Daqui a pouco vai ter jogo da Copa do Mundo,
enquanto a Bolívia marcha sozinha,
difamada, torturada e esquecida pela rua,
ultrapassando até memória bíblica,
mas vivendo o seu autêntico deserto.
Há um jogo imundo que ninguém
sairá ileso por covardia da tentativa
de fazer vista grossa,
Não perceberam que estamos
atravessando independente
da direção e da bandeira,
a fase mais perigosa da travessia
goste ou não, queira ou não queira.
Por causa da anomia alheia,
cheguei até a jurar que nunca mais
iria escrever poesia política,
Não por falta de empatia ou coisa parecida,
mas por cansaço de ver que o poder
vampiriza a última gota de sangue,
e por ser difícil buscar quem realmente
com a vida se envolve e de fato se alia.
Como calar sufoca, até represa transborda,
não retenho o que é de natureza reativa.
Durante a travessia encontrei
quem procurava com os olhos
atentos no meio da multidão,
para tornar parte do coração.
Mantenho com toda doçura
a beleza da preparação
para nutrir pensamentos belos
para os caminhos serem libertos,
e quem sabe unir universos?
Tenho sonhado o tempo inteiro
com os meus dois olhos
amáveis, convictos e abertos,
para dar passos concretos.
Desvende-me em teu olhar,
Eis-me aqui para te contar:
Nos teus olhos celestes
Resolvi uma estrela buscar.
Surpresa doce e íntima,
Com o tom de revolução,
Por ti vivo a sorrir...,
Viraste a minha doce canção.
Entregue-se ao meu tocar,
Eis-me aqui para te amar:
Os nossos corações solares
Um dia hão de se reencontrar!...
Talvez no alto da montanha,
Ou na beira do mar;
Talvez, talvez, talvez...,
Quando a gente não planejar.
Agarre-se a nossa glória,
De escrever entre os beijos
A nossa história...,
Indizivelmente nossa.
Em salto e altura,
Não haverá queda livre,
Porque sinto-me tua;
Contigo estou segura.
Não vim parar à toa,
Surpreendendo-te
No céu de (Bruges),
Em queda livre,
Libertando-te,
Pairando leve,
Envolvendo-te
Para que o teu coração
Nos faça (entregues).
Amar o amor faz parte
Da honra, da vida,
Da poesia e da arte;
Da nossa ida
Pensando na volta;
O amor abriu a porta...
Aprecio o encanto desses olhos sutis, Que despertam as travessuras mais juvenis, Não existe delícia de amor mais feliz...
O teu corpo tem o poder do transe perfeito, Lábios que me rendem, Olhos que me seduzem e mãos que me prendem.
Sem medo de olhar fundo nos olhos da sedução, Mergulho de braços abertos nesse amor que é mais do que entrega total, ele é a nossa sideração.
As mãos vão esticadas
na altura dos olhos,
há sombras e jogos;
Recordo o gesto da Lua,
quando decidi ser tua,
a potência dos desafios
e a audácia dos sonhos.
As nuvens insurgentes
encobrem o azul
profundo do Universo,
A brisa da noite
balançando o arvoredo
me faz sentir viva,
e esbanjo expectativa.
O silêncio companheiro
inseparável mima
a previsão com sabres
do Sol rompendo sutis
a escuridão no trajeto,
é para os teus braços
quentes que me projeto.
O barulho dos motores
dos carros na vizinhança
desconcentram o transe
e a luz ainda não voltou;
por você o meu peito agita,
és a minha história bonita
e desta orquestra a melodia.
"Acredito que sou o Sujeito que mais sonha neste Planeta. Tanto sonhos com olhos fechados (ao dormir) quanto com olhos abertos, até mesmo na recepção do consultorio da Minha Dentista (sim, também já sonhei com Minha Dentista. Não Minto)!"
TextoMeu 1340
' ESTRELA PRATEADA '
Quando o brilho dos olhos teus
Encontrou o brilho dos olhos meus,
Como uma estrela na noite a brilhar,
como faísca que arde meu coração ,
Farol que iluminou-me na escuridão ,
É Fogo ardente protetor do querer ,
É paixão que me domina sem ver.
Quando nossos olhos se encontraram ,
Foi um poema inspirando paz,
Como a estrela, no céu que brilha ,
E nada, nada ,nada se desfaz .
Você é uma estrela prateada ,
É amor que a vida embriaga ,
Que me mata de saudade
E meu coração invade ,
Com vontade de te ver ,
Por isso Eu busco...
Busco teus olhos brilhantes,
Que Brilham mais que diamantes
Para luzir nos meus !
Eu espero....
Quando a lua se for
Até quando o sol nascer,
Quando nossos olhos
Novamente se encontrarem
Numa paixão ardente
Num amor suavemente
No brilho de teus olhos
No calor de teus lábios quentes
Te amarei eternamente .
Maria Francisca Leite
Direitos Autorais Reservado Sob a Lei 9.610/98
O mundo lá fora pode ser barulhento e exaustivo, mas quando vejo o brilho nos teus olhos ao me receber, tudo se organiza. Você é o meu intervalo favorito, a poesia que aparece no meio da prosa de um dia comum.
Enzo Ruchell
