Olho
"Enquanto olho repetidamente pela janela do meu quarto, ainda me pergunto se há oportunidades para me tornar amigo de pessoas de todos os continentes. Mesmo estando longe de tudo, eu tento me aproximar das pessoas de alguma forma, seja através da poesia ou da arte. Todos os dias, preparo a mesa para alguém que ainda não conheci."
- Antenor Mario
Tenho fantasias abstratas e em alguns sonhos um amanhã abstrato também. A morte não fecha meus olhos ao adormecer, mas espreita o que minha vida pode oferecer. Liberto na dimensão dos sonhos é sempre alívio conseguir ser; ausente dessa condição minha própria posteridade vaga cemitérios de almas pêndulas diante uma realidade de pura ilusão. Meu coração não quer engasgar com nenhuma pobreza de sentido.
Eu não sei quem sou!
Não me vejo, e quando olho no espelho é uma imagem que não compreendo!
Não sinto nada, além de dor!
Sigo sem querer seguir!
Finjo ser algo para continuar!
E a cada dia eu vou definhando!
Sinto, que não ah o que fazer, as palavras que saem da minha boca são apenas palavras!
O que fiz comigo? Nem eu tenho a resposta!
"Quando olho para o mar e vejo as ondas, percebo como me sinto: alguns dias estou agitada, enquanto em outros me sinto calma. Mas, independentemente do meu estado, estou sempre em busca do meu verdadeiro caminho."
BATALHAS SILENCIOSAS
Quando olho para trás e vejo o tanto que já enfrentei, sinto vontade de me abraçar pela força que encontrei em mim mesma. A famosa batalha silenciosa, que ninguém vê, mas que queima no peito, segue firme. A Maternidade Atípica é um caminho de desafios, mas também de coragem. Cada passo é uma vitória, mesmo que pareça invisível. E assim eu sigo, pois nos momentos mais difíceis encontro no sorriso da minha Filha(o) Autista a prova do meu verdadeiro amor incondicional.
Quando eu penso que sou fraca, olho para trás e vejo quantas batalhas eu já enfrentei para chegar até aqui.
Na verdade eu não sou fraca - eu só estou fraca.
Buscando meios de expressar como vejo ou olho o mundo? A vida? Não vejo ou olho! Presto atenção, faz mais sentido.
Os galhos estão secos e é difícil imaginar de novo a copa da árvore em roupagens prósperas. Os olhos cansados e vacilantes só conseguem ver o que é fato. E de uma forma aumentada, a secura e a devastação. Mas no fundo sabe, não é destruição. É cíclico, eu sei. E também sei do viço do verde vital, e do sabor na língua do doce que me faz salivar da cria que vem dela. Volta. Os dias de queda e de renovação vão e vem. A flor que brota, a folha que cai. Vão e vem. O que sempre precisa permanecer é a espera e a certeza da esperança, que com força ou sem força, logo ou tardia, sempre chega. Uma hora chega. E permaneço esperando a minha chegar.
As vezes a vida pode ser injusta! Mas quando olho pro meu lado e vejo você deitada, agradeço a Deus, por ser tudo do jeitinho que eu sonhei.
Te Amo Vida!
Ainda há esperança?
Ahhh esperança!
Ainda estás aí?
Disseram: “é última que morre”
Agora olho pra esgoto e vejo que é pra lá que escorre.
Quase por fim de acabar, quase sem acreditar.
Cadê tu esperança?
Realmente tudo o que eu queria era ser inocente como uma criança,
ser adulto todo dia, como cansa!
Mas sim, conte-me,
ainda tens esperança?
Às vezes, eu olho pra esse universo, lindo, infinito e perfeito, de uma complexidade estarrecedora. O quão vasto ele é, e o quanto é bom traçar os passos da vida sobre ele.
Olho para trás e vejo um caminho percorrido com garra e determinação. A mente de um milionário me ensinou que o sucesso é um processo, e não um destino instantâneo. Embora os resultados não tenham sido os esperados, a jornada me moldou. Levanto a cabeça, pois sei que cada tentativa me aproxima do meu objetivo final. O sucesso é questão de tempo, e eu continuo semeando as sementes da prosperidade.
Entramos na idade da delicadeza quando não conta o que vê o olho, apenas o que a consciência grita.
Quando olho para um transeunte na rua,
enxergo que vivemos em um mundo repleto de outros mundos, onde integrantes desses mundo não capazes de imaginar a existência dos mesmos e muito menos como ela se dá.
