Olhar Vazio
O total é uma parte
De processos químicos
Surge uma poesia
De substâncias e carne,
Sem vida, sem afeto,
Cria-se o afeto
e dá-se a vida
Do amor como uma droga
Cria-se o amor como amor
E desse amor, surge a maldade
E da maldade, a violência, como tal
Da necessidade surge o vício
E desse vício, surgem os vícios
A injustiça pelo reducionismo
É fruto da química
É fruto da vida
Que por sua vez,
Se origina do inexplicável
Da matéria, surgem os sentimentos
Que dependem da psique
que depende da matéria
Tudo é matéria, nada é vida
A vida é matéria igual.
E dessa matéria enlouqueço
Por saber que não há vida
Por saber que não há amor
Mas substâncias e um metabolismo
Que produzem uma lamentação
Lamentação esta que é matéria
Mas também algo mais
É humano...
Transformo os meus momentos de solidão em poesia. O que mais além da literatura poderia preencher o meu vazio?
Uma vida de pierrô
Que coube tudo menos o céu
O tempo se ajoelhou
Mas o mundo não se bastou
Fortes foram os erros
Nas palavras e respirações
Noites infinitas de calor
Busca de sentido nas canções
A paixão era a fome da loucura
O prazer a sede do vício
O chão feito de nuvens
A alma lotada do vazio
E lá foi o destino
Dando conta desse amigo da dor
Que por exagero viveu
Aceitando o que lhe foi prometido.
Nas noites de solidão eu lembro da nossa paixão que móvel montanhas para acontecer e tempo para florescer mas o mesmo tempo que trouxe você pra mim foi o mesmo que te tirou de mim me deixando esse vazio sem fim.
Envelheci. Não ousei. Percebi que mais competi do que tentei viver. Mas não me arrependo de nada que me trouxe até aqui, porque tudo são incertezas. Sou muito teimosa e das minhas escolhas não abro mão. É uma vida boa e fácil. Mas não me encaixo em nenhum lugar.
Me sinto presa neste mundo 3D.
Aprendi muito com a solitude e a solidão. Lamento não ser diferente, meu cérebro toma conta de mim e me cansa.
Acredito que todos precisam de amor, atenção, carinho e respeito. Minha insegurança, carência e falta de fé me trouxeram até aqui: Exatamente aqui onde sinto que não tenho mais o que viver. Este mundo, estas pessoas, suas atitudes, sinto um vazio intenso em mim. Só isso: um vazio e a sensação de que não me encaixo em nenhum lugar.
Nos sentimos muito impotentes, quando não conseguimos ajudar, um irmão com depressão.
Me questiono como fazer, se ele não me permite aproximar…
E as vezes me sinto no abismo , num vácuo, num medo, num nada…
Queria tanto poder abraçar, fazer entender… que isso pode passar.
Apenas me deixe ajudar 😭
Tudo tão igual. Todas as ações tão ensaiadas e repetitivas... o tédio das promessas feitas em momentos de alegria... palavras... palavras... palavras vazias, sorrisos vazios. Lágrimas cansadas dos mesmos motivos não servem mais para lavar os olhos, que já viram como tudo isso acaba. Lágrimas cansadas não servem mais para lavar a alma. Nada surpreende, nem mesmo a gestação do canguru. Nada é mais feliz de fato. Agora são só tentativas de faíscas alegres, com fotos e vídeos para as redes sociais. Quando não poder falar, quando suas lágrimas sua alma não poder lavar, sorria e se cale.
Existe vida fora das redes sociais.
Existem viagens dentro dos livros.
Existe busca fora do Google.
Existem tantas coisas pra preencher o vazio.
É só querer...
Estar só não é o mesmo que se sentir só
Podemos querer ficar sozinhos mas não queremos nos sentir assim
Esse sentimento parece um vazio que cresce em nosso interior apertando nosso peito
Começamos a chorar sem nem mesmo perceber, abrace seus amigos e mostre que eles não estão sozinhos
Tudo nas mãos
Sangue
Poder
Dinheiro
Ódio
Pecado
O todo
Mas e agora?
Que sabor que tem
Quer cor que tem
O que querer depois de um tudo
Vazio
Aberto
Duvida
Vácuo
Exílio
Abismo
Depois do todo
Sempre vem o nada.
Talvez eu precisasse escrever, talvez não. A difícil façanha de descrever o nada, o tudo, o eu. Navegando neste emaranhado de palavras advindas de um lugar que não se pode ver, mas se pode sentir. Tornar o abstrato em algo concreto é uma tarefa que requer muita habilidade, diria que um pouco de maestria. A difícil arte do viver, do que é viver, de dar vida àquilo que apenas habita em seus pensamentos, em seus sentimentos. Outrora, tenho pensado sobre o que seria esse abstrato que tanto almejo tornar concreto. Não sei! Talvez não tenho uma resposta concreta para dizer. Não consigo nomear. E o fato de não conseguir nomear tal grandeza de sensações, de sentimentos, de vazios, de vácuos, de confusões... me faz uma pessoa capaz de ver a vida com os olhos que abarcam a utopia do que é viver. Mas, ainda não compreendo muito bem sobre a arte da vida, sou muito jovem ainda para ter essa tal de maturidade a ponto de compreendê-la! Talvez a maturidade nunca chegue. E se chegar, um sábio me tornarei, talvez já sou, mas não ouso arriscar em falar sobre essa sabedoria que jaz, creio que é uma responsabilidade a mais para se carregar e, eu não quero. Andei pensando, corri pensando, nadei pensando, viajei pensando, naveguei pensando... mergulhei! Mergulhei de cabeça! Fui à procura do tão utópico e sonhado abstrato; nessa parte, leia-se com expressão de estupefação, um neologismo, até! Será se viver não seria um neologismo a cada instante? A façanha caminhada à deriva no mundo do abstrato, à procura das tão temidas sensações que compõem os vácuos da vida, as lacunas impreenchíveis e, que, possivelmente, nunca serão! É preciso que o vácuo exista e se faça presente, para, só assim, você se reinventar e preenchê-lo sempre que desejar e da forma que achar plausível para sua breve existência de vivências e experiências. Nesta parte, é difícil falar do abstrato, pois o mesmo soa como algo indizível, e ressoa em você como algo intocável, pois as vivências são únicas e abstratas, ao seu modo. Aqui, cabe a mim dizer que o abstrato tem forma, tem vida, tem nome e sobrenome e, apesar de ter nome, não consigo nomeá-lo, por mais que eu queira. Será se esse nome não seria a junção de tudo aquilo que compõe o vazio? Aqui, você pode ler em tom de espanto com um misto de dúvida. Te dou a autorização para navegar no abstrato que paira em você. Continuo te autorizando a refletir sobre o quão imenso e vazio são os abstratos que te compõem. Ledo engano! Cá entre nós, da minha parte, você não precisa de autorização nenhuma. A única pessoa que, realmente, precisa te autorizar, é você mesma. Comecei escrevendo dizendo que precisava escrever. Escrevi, escrevi, escrevi... no final, ainda não consegui nomear o abstrato que habita em mim e que reflete em você. Talvez eu nunca conseguirei fazer tal descrição. Acho que a maior façanha é essa: tentar viver aquilo que não se pode prever.
Com o tempo percebi,
Que não só a droga entorpece,
Não só a bebida embriaga,
A fumaça do cigarro,
Não é a única à intoxicar,
O THC não é o único à fazer viajar,
Sentimentos são assim,
Tanto quanto ilusão pra mim,
Balão de gás hélio,
Em seu mais alto vôo,
Estourou,
Tornando-se em partículas,
Sopradas pelo vento,
Parte à parte,
Entre aprendizados e tormentos,
Sigo adquirindo conhecimentos,
Inebriantes,
Escaldantes ou congelantes?
Que seja.
Sabe porque não consegues ser feliz de verdade?
Porque um copo de cerveja acaba, e a ressaca no outro dia vem trazendo todos os pensamentos ruins novamente.
A noite na balada também passa, e quando o sol raiar, tudo se repete.
Os prazeres momentâneos não conseguem preencher esse vazio aí dentro do seu peito, porque esse vazio é do tamanho de Jesus.
Cada batida por padecer,
nos eleva a quietude da brisa ao amanhecer
Cada espaço com sua dor,
ramificam os anseios onipresente de um simples amor.
Me deparei com minha adega vazia, logo me doeu o coração atrofiado, sentei num banco sem sustento perto da porta sem maçaneta e pressionei com toda minha força sem vigor para mais um conto triste de meu gigantesco livro em branco de final já contado, que certamente não será feliz.
Alguns vazios derivam de atitudes passadas emocionalmente imaturas, mas a sensação de completude reflete em um longo processo de carência afetiva que se dissipou, e fomos finalmente preenchidos com o melhor e o pior em nós.
Ápice do ócio emocional,
As pessoas se acham à tal,
Anormal,
No aço do ócio,
O ácido que corrói,
Onde alguém,
Que não é ninguém,
Tem a certeza do ser,
Sem saber,
Que o ácido no aço do ócio corrói.
O QUE DISTANCIA VOCÊ DO FUTURO QUE VOCÊ DESEJA É ESSE HÁBITO DIÁRIO DE VIVER MOMENTOS VAZIOS ACHANDO QUE É FELICIDADE.
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