Olhar
Tem dias de sol no peito,
outros de chuva no olhar,
mas por trás de toda nuvem
o céu nunca deixa de estar.
— Olhar de Vidro: Uma Jornada de Descoberta no Jardim Botânico
Rafa é um menino que enxerga a natureza de forma técnica e distante, como algo a ser estudado e analisado. Durante um passeio escolar, ele conhece Raione, um menino indígena que o convida a olhar o mundo com mais sensibilidade. Ao observar pequenos detalhes da vida natural, Rafa aprende que a verdadeira riqueza da natureza não está em dominá-la, mas em respeitá-la e cuidar dela. Essa experiência transforma seu jeito de ver o mundo, despertando nele empatia e conexão com a vida ao seu redor.
Essência da história: aprender a sentir a natureza é tão importante quanto entendê-la. 🌿
Ao olhar para uma pessoa, seus olhos não apenas revelam a curiosidade, mas têm o desejo de saber mais do que não é falado.
O sol brilha lá fora e o vento vem me avisar,
que os pássaros cantam pro
nosso olhar se encontrar.
No meio das inspeções e de todoo pensamento,
meu coração te busca e acelera o movimento.
No campo a mesa posta, a
pimenta a decorar, a conversa corre solta e
faz o tempo parar.
Exploro A Natureza Com A Profundidade do Meu Olhar
Quero sempre poder sair para explorar a grandiosa natureza e descobrir novos lugares, observar atentamente paisagens belas e diferentes; atrativos peculiares — moldados pelas águas e pelo tempo.
Alguns dos muitos exemplares genuínos da arte de Deus — todos feitos com muito capricho entre terra e céus, rios e mares, fauna e flora, cavernas e grutas; distintas preciosidades que ainda perduram.
Que me trazem aquela sensação de aventura; renovam em mim aquele sentimento de liberdade; geram vitalidade de várias formas — não são apenas viagens e vão muito além do que os meus olhos exploram.
Passeia o teu olhar pelos meus recantos...
E se assim o desejas...
Dou-te a alma inteira...
Tudo fiz para ti...
E ingrato fostes...
Pagando-me com a ingratidão...
Sem fim...
Que importa?
Ninguém sabe...
Nem tu mesmo o sentes...
Entreguei-me em tuas mãos o que escondo dentro...
E foste indiferente...
Nada sentistes...
E ainda nada sentes...
Procuro-te por dentro da noite...
Ponho-me no silêncio nas horas duvidosas...
Morto é o contentamento...
O engasgo tão grande...
Que aperta-me o coração...
Não sei se fiz mal, se bem....
Mas fiz...
O dia e a noite são iguais por dentro...
E sigo com a ilusão...
Alimentando esse redemoinho de estranha situação...
Peço-te em pensamentos...
Não me atrevo a dizer-te...
Não me esqueças...
Embora ouça o eco do amor há muito soterrado...
Mas o que tem de acontecer que aconteça...
Triste escolha...
Triste fado...
Sandro Paschoal Nogueira
Saio sem mapa...
Sem promessa no bolso...
A noite aberta...
Um talvez no olhar...
Não espero milagres...
Só deixo o vento decidir onde vai dar...
Levo expectativas leves, quase nada...
Pra não pesar o passo...
Nem o coração...
Se vier riso, ótimo.
Se vier estrada, que seja canção...
Talvez um encontro...
Talvez o vento...
Um bar qualquer...
Conversa sem fim...
Ou talvez apenas um simples momento...
Vou assim: “vamos ver o que acontece”,
Sem cobrar do mundo...
Sem pedir um sinal...
Porque às vezes é quando a gente não espera...
Que a vida resolve surpreender no final.
Sandro Paschoal Nogueira
O LOBISOMEM DE TAMANDARÉ
Pé na areia, coração disparado,
Passo apressado, olhar assustado,
Dizem que o uivo corta a escuridão,
É o lobisomem solto na escuridão.
Trova antiga que o povo repete,
Entre um gole e outro de aguardente:
“Se ouviu uivar, não fique a olhar,
Corre pra casa, vai te pegar!”
Metade homem, metade fera,
Maldição antiga que nunca espera,
Quando a lua cheia vem clarear,
Em Tamandaré ele sai pra caçar.
Mas há quem diga, rindo baixinho,
Que o medo é maior que o próprio caminho,
Pois o monstro vive mais no falar
Do que nos passos que vão te pegar.
Ainda assim, se a noite chamar,
E o arrepio subir sem avisar,
Reza, corre e não olha pra trás…
Vai que o lobisomem corre mais!
Quando a lua sobe mansa no mar,
Tamandaré começa a se escutar.
Não é só uivo, não é só temor,
É a alma chamando quem se esqueceu do amor.
O lobisomem não corre na rua,
Ele desperta quando cresce a lua.
Mora no fundo do peito humano,
No instinto antigo, no medo arcano.
“Vai me pegar”, diz a mente em aflição,
Mas quem persegue é a própria emoção.
É a sombra pedindo para ser vista,
Não como fera, mas como conquista.
Metade luz, metade escuridão,
Somos todos essa divisão.
Homem e bicho num mesmo olhar,
Aprendendo quando é hora de uivar.
Se você foge, ele cresce em poder,
Se você encara, começa a se dissolver.
Pois o lobisomem, ao se revelar,
Quer apenas ensinar a integrar.
E quando a lua enfim se deitar,
Você entende sem precisar falar:
Não era ele que vinha te pegar,
Era você chamando pra se libertar
Sandro Paschoal Nogueira
Sou feito de contraste: intensidade e cuidado no mesmo gesto. Trago fogo no olhar, mas também calma nas palavras. Sei ser firme sem perder a ternura.
Não prometo perfeição, prometo presença. Minha força protege, minha doçura envolve. Quem chega perto sente segurança e também arrepio.
Entre instinto e carinho, escolho ser inteiro. Porque em mim, a intensidade não exclui o cuidado... ela o torna inesquecível.
Cuidar de você, não é olhar os obstáculos, mas sim enfrentá-los. Seja forte e corajoso e não baixe a sua guarda. Siga em frente.
Quando alguém penetrar em seu olhar, está entrando em seu ❤️, invadindo sua mente, sua vida, até que você perceba, já caiu com as quatro rodas no estacionamento da sua casa. Até que você acorde, já mudou sua rotina por completo. O que será isso? Kkk
Se um dia a vida lhe conceder o privilégio de encontrar um olhar tímido, mas profundamente sincero; um olhar que, sem dizer uma única palavra, sussurra "eu te amo" e promete cuidado, proteção e presença, sem esperar nada em troca; não o desperdice. Talvez você jamais encontre outro igual. Há olhares que passam; outros acontecem apenas uma vez na vida.
O peso da comparação
A comparação tem um jeito curioso de roubar a paz.
Ela faz você olhar para a felicidade dos outros e esquecer o caminho que percorreu para chegar até aqui.
Cada pessoa enfrenta batalhas que nem sempre aparecem nas fotografias, nas conquistas ou nos sorrisos.
Quem vive comparando capítulos diferentes acaba acreditando que a própria história nunca é suficiente.
Talvez a única comparação que realmente faça sentido seja entre quem você era e quem está se tornando.
Pepita de Oliveira
A coragem de olhar de novo
Há momentos em que acreditamos conhecer a nossa própria história.
Repetimos os mesmos acontecimentos tantas vezes que passamos a acreditar que existe apenas uma maneira de compreendê-los.
Construímos explicações. Criamos certezas. Defendemos conclusões que, durante anos, pareciam suficientes.
Mas a mente humana tem uma característica extraordinária: ela é capaz de atribuir novos significados às mesmas experiências.
O fato permanece.
O olhar pode mudar.
É por isso que duas pessoas podem viver situações semelhantes e guardar lembranças completamente diferentes. Não é porque uma delas esteja mentindo. É porque cada mente organiza a realidade de acordo com sua história, seus medos, suas perdas, suas expectativas e suas esperanças.
Elas começam quando muda a maneira de enxergá-la.
Quantas vezes sofremos por uma interpretação construída em um momento de dor?
Quantas vezes carregamos culpas que nunca nos pertenceram?
Quantas vezes deixamos de seguir em frente porque acreditávamos que o passado havia escrito, definitivamente, quem seríamos?
Talvez a liberdade não esteja em apagar a história.
Ela esteja em permitir que a história seja lida com outros olhos.
Olhar de novo exige coragem.
Coragem para reconhecer que algumas certezas nos protegeram por um tempo, mas já não nos ajudam a crescer.
Coragem para admitir que mudar de perspectiva não significa negar quem fomos, mas honrar quem estamos nos tornando.
É um exercício de humildade.
É aceitar que a vida pode ser mais ampla do que a versão que contamos a nós mesmos.
Se este texto despertar em você uma única pergunta, já terá cumprido seu propósito:
Existe alguma história da sua vida que talvez mereça ser olhada de novo?
Porque, às vezes, a mudança que tanto esperamos não começa quando o mundo se transforma.
Começa quando temos coragem de transformar o nosso olhar.
