Olhar
Provérbios 15:30 NTLH
Um olhar amigo alegra o coração; uma boa notícia faz a gente sentir-se bem.sss
Amanheceu, um sábado comum, sem compromissos.
Um dia qualquer, nublado em SP.
Na televisão, as mesmas notícias.
Na casa os mesmos móveis
No espelho a mesma imagem.
O cheiro bom de café quente na mesa.
Mas, no meio do cotidiano o telefone, aquele que trás notícias, vozes de amigos, as vezes nem amigos, imagens, ele o WhatsApp chama como de costume com mensagens de bom dia, correntes que eu sempre quebro, áudios que as vezes nunca ouço, mas naquele dia comum uma foto diferente, um bom dia e uma mensagem que transformou meu dia comum, em um dia memorável.
Uma boa notícia, uma pessoa amada, deslumbrante e feliz do outro lado conta que ganhou um anel.
E eu, chorei de alegria, com a alegria dela.
E estou agora aqui com um sorrisinho de canto da boca, olho para o meu café e me penso..."Quem diria que esse sábado comum e nublado, entraria para os dias memoráveis da minha vida.
Olhos dela refletia a intensidade
Olhar irradiante sentido em demasia
Singularidade do olhar
Virtude dos detalhes.
Concentramos tanto em ver apenas o que está em nossa frente que esquecemos de olhar a paisagem que deixamos para trás.
Se olharmos o mundo
como um planeta jardim
com flores de todas as cores
com aroma de todas as partes
Se olharmos o próximo
como espécie diferente
ainda assim flores do mesmo jardim
Se olharmos para Deus
como o jardineiro
que cuida das flores do jardim
Viveremos felizes e satisfeitos
com pouco
Apenas a nossa dose diária
de água, luz e calor
Eu quero sentir a vida, olhar para as entradas e saber que há saídas.
Quero sorrir, cantar e amar, sem sentir medo de ser quem sou.
Eu quero esquecer a dor, olhar a ferida e ver que sarou.
Nildinha Freita
PAPAGAIOS
Sempre admirei muito os papagaios. Amava as cores vivas, seus olhares profundos, e a sua fiel inteligência. Ao contrário dos outros, ele diferia, era especial, sabia falar. Por muito tempo admirei somente a forma em que se expressava. Ele sempre ME dizia o que EU queria ouvir, repetia as minhas palavras exaltando MEU ego, chamava por MIM a todo instante. Com o tempo fui deixando a infância, e como consequência comecei a questionar as falas e o comportamento raivoso do meu papagaio; toda vez que lhe dizia, "Por que você está me tratando dessa forma?", ele repetia a mesma fala, mas eu era criança demais para entender, e sempre me culpava. O papagaio que muito admirei quando criança, para mim já não fora mais o mesmo, mas ele era, ele sempre foi assim.
Um Olhar
Janela da alma
Estrelas gêmeas
Batem palmas
Ao te ver plena
Quase silenciosa
Em instante único se faz
Para mim obra valiosa
Seu ímpeto íntimo olhar.
É na tinta e na tela e no papel e na palavra que destruo a nostalgia e alargo os olhares. É essa mãe chamada Arte que me rouba o tempo de chorar.
Eu tenho uma dificuldade muito grande em ciúmes exagerados que me impedem de olhar para o lado .Eu tenho uma dificuldade muito grande em quem me oprime , sendo que gosto da verdade .Eu tenho uma dificuldade muito grande em entender ,quem te cobra e não gosta de ser cobrado. Eu tenho uma dificuldade muito grande em puxar assunto , em que não sabe desenvolver um diálogo. Eu tenho uma dificuldade muito grande em gostar de alguém.Porque as pessoas o tempo todo quer ser melhor que você, e esquecem que amar, não é uma disputa é uma divisão sem opressão.
A fé é o combustível da vida e somente a gratidão nos permite olhar o caminho e contemplar a beleza daquilo que já alcançamos.
Mente Longe, embora corpo presente, luta incessante sem trégua existente; olhar perdido em pensamentos escondidos, embora fixado num canto qualquer...
O SENTIDO DE EXISTIR.
"Existir não é apenas,
Olhar para o céu,
Ver um pássaro,
Sentir o cheiro das flores,
Talves seja,
Olhar para o céu e ver as estrelas,
Ver um pássaro e ouvir o seu canto,
Sentir o cheiro das flores e entender o amor,
O amor não é apenas,
Gestação, o início,
Fenecer, o fim,
Talvez seja o sentir de existir.".
Geraldo Magela Gonçalves
Moça do museu
Moça que eu vi no museu,
me apaixonei só ao te olhar.
Seu olhar me arrepiou.
Seu sorriso me conquistou.
Enquanto você observava as obras,
Eu fitava a obra de arte mais magnífica dali.
A qual eu desejei ter.
Você.
Sua voz ecoava pelo museu.
As ondas do seu cabelo me enfeitiçaram.
Sua voz soava como uma poesia,
uma poesia pura e bonita.
Desejei a todo minuto ser seu.
Queria ter seus lábios colados aos meus.
Depois deste dia, nunca mais te vi.
Mas desejo um dia,
Te reencontrar por aí.
Às vezes achamos que fingir é melhor, para todo o mundo olhar para nós e dizer "Que casar feliz!" enquanto no meio de tudo isso são mágoas atrás de mágoas, quando estámos a sós.
Lucius fitou o olhar em Princesa que, estava pensativa, e assim lhe disse:
Sinto uma energia que emana de ti, de preocupação que constantemente lhe tortura o pensamento e estrangula a alma. São crises existenciais não ou mal resolvidas. Conflitos mentais sem fim. Tais como: qual é o sentido real da vida, o porquê, no geral, todos nós estamos fazendo aqui? Existe realmente um Deus? Ele tem um plano para mim? Se é bom, por que não acaba com o mal, já que tem muito Poder? Princesa, diante desses e outros torturadores conflitos, segurava-se e prendia-se para não surtar!!! Contudo, mantinha uma postura de mulher muito madura, encarando o dia a dia da vida com firmeza, mesmo sendo muito nova!!!
Céu meu, meu Céu!
Céu meu , meu Céu interno e gigante!
Benze-me o olhar de homem impiedado.
Afaga-me o coração de menino crescido,
Incendiado pelo espírito inflamado.
Ou pelo senso revoltado e destemido.
Ante a sensibilidade do ser embramado.
Benze-me na brandura e braveza dos ventos,
Por não ser destro, ou não ser amaldiçoado.
Céu meu, meu céu interno e majestoso!
Vosso é o senso justo de minh'alma!
Os meus sonhos de menino generoso.
Ou a de-virtude da serenidade, o d'alma.
Pelos bons modos de um espírito renegado.
Pelas destrezas de um guerreiro em farpas,
Ou pelas façanhas de um "aluno" endiabrado.
Um de um valente alpinista de escarpas.
Céu meu, meu Céu de amor!
Esgota-me dos meus mundos mortais,
E, Oxalá que eu posso reflorestar-lhes,
E com as fragrâncias dos princípios vitais,
Que eu possa animá-los, ressignifica-los,
Pelo magnetismo das telas mentais,
E com a essência dos lírios, aromatiza-los,
Na brandura e na bravura dos ventos espirais.
Céu meu, meu céu infinito!
Re-orbita-me no meu Sol interior,
Faz-me ver o lírio do sagrado no cativeiro,
Pelo caminho ardente da chama interior.
Na promessa de um eterno caminheiro,
Nos mundos internos e desconhecidos,
Na canoa planando nos grandes mares
Em temporais infernais e desconhecidos.
Meu Céu, Céu meu, meu tambores!
Percussões profanas e sagradas,
Vibrações insanas e sanadas,
Relutantes ante a bruma do ser.
Ou do não ser ou pertencer,
Não ser Céu, não ser inferno,
Não ser verão, não ser inverno,
Ser apenas um ser, uma ação verbal.
Céu meu, meu Céu misterioso!
Da-me a benção de mim mesmo!
E que esta, seja bendita!
A comunhão da benção e do pecar.
Como um átomo da subjetividade,
As essências da substantividade,
O abstrato e o concreto do pensar
Na pluralidade da singularidade
Céu meu, meu céu impuro!
Refúgio da mansão dos meus,
Meu labirinto no quarto escuro,
Onde abençoo-me em meu Deus,
Em pai e filho e espírito do futuro
No mantra de reza do meu santo,
No altar onde eu sou meu, e seus.
Na multiplicação do som do pranto.
Céu meu, meu céu, dos meus hábitos!
Onde eu sou eu, assim, sem cardumes.
Evaporando-se in natura, como hálitos.
Resgatando-me de cativos costumes.
Dos hábitos dos mundos abençoados,
Dos hálitos dos mundos desconhecidos,
Dos hábitos dos infernos amaldiçoados,
Dos hálitos dos sonhos adormecidos.
Céu meu, meu céu de liberdade!
Onde sou o Deus e a fecundação.
Onde sou o companheiro e o adversário
Dentro da minha sagrada imperfeição.
Onde eu sou o insensível e o solidário.
Onde eu sou a morte e a vida.
Onde eu sou a reza e a praga.
Onde e ou a chegada e a partida.
Céu meu, meu Céu bondoso!
Que cabe-me com meus infernos,
Traz-me outros céus no futuro!
Tantos quantos sejam habitáveis,
Ou tantos infernos que eu procuro,
Desde que sejam transmutaveis
Não hesite em constelar-me,
No meu íntimo impiedoso.
Céu meu,meu Céu de tambores!
Quando eu estiver fora de órbita,
Traz-me na batida do eu tamboreiro.
Quando minh'alma estiver mórbida,
Joga-me nas poesias de um cancioneiro.
Quando o deus que sou, não ser,
Desperta-me o ser subjetivo em alma.
Quando o meu olhar divino, não ver
Transforma-me no objetivo que acalma.
Céu meu, meu céu!
Revigora-me em ânimo,
e eu serei teu âmago!
Transmuta-me em Nume
E eu te louvarei como Numen!
Me reza nas suas quatro direções,
E eu te honrarei nas sete dimensões!
E se o meu rezo estiver tácido,
Que o meu Céu, que esteja dácito!
Pedro Alexandre
15 de dezembro de 2022.
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