Oi tudo bem

Cerca de 154093 frases e pensamentos: Oi tudo bem

Em seu trajeto pelo espaço
O Universo revolve
Abstrato e concreto
Enquanto tudo se move
O tempo muda as coisas de lugar
Ou modifica as que permanecem
Outono, as folhas caem
Primavera, outras crescem
Os raios de Sol e a água e outro ar
Renovando promessas
Os pássaros retornam de verões distantes
Percebem no primeiro instante
O viço da folhagem nova
Tudo até parece igual
Mas as flores recém-chegadas
Se postas à prova
e lhes fosse permitido algo dizer
descreveriam essa euforia de reencontro
Como sendo-lhes algo estranho e sem sentido
Pois, a olhar para os mesmos pássaros
À elas, não significa nada
Simplesmente não os reconhecem.
Pois é na sutileza inconteste
do jeito que as coisas são
Que se esconde
a pureza do conhecimento
Ter vivido a vida
momento a momento
No mais, tudo é sofisma
É luz enganosa
Que se decompõe
Sob o prisma do menor confronto
Universo em documento
Eternamente pronto e aberto
Peneirando eternamente
Não se dobra a nenhuma vaidade
Consolidando a verdade
O resto é coisa que voa ao vento
Bastaria pra nós
O gesto de simples pensamento
Mas a mera simplicidade
É coisa que há muito tempo
Foi relegada à espera,
Perdida
em meio a tantos outros compromissos
Na esfera do esquecimento ela aguarda
Enquanto bem poucos aprendem
Que precisamos de menos disso
Mas ao mesmo tempo
Um pouco mais que isso.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Vai
Vai-te igual a tudo nesta vida
Vai
Vai-te pra sempre
Vai
E desaparece na escuridão da noite
Vai
Vai-te criatura das trevas
de anjo travestida
Mas vai
Vai-te pra sempre e me esquece
Vai
Desaparece de vez da minha vida.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Podia ter sido fácil
Mas nem tudo depende
da nossa vontade
Até que seja tarde em nossas vidas
Aliás
O Sol já por demais se pôs
E a cada dia mais mudo
Hoje mesmo o olhei
Até que sumisse de vista
Pensei no passado
Em cada conquista
Que podia ter sido tão fácil
Mas não dá pra eternizar
O momento ou lembrança
de cada abraço que se desfez
Agora cada passo
É sempre dado em direção oposta
Teria sido fácil
Mas tornou-se aposta
Insanidade insensata
Resta a ingrata missão
de saber e reconhecer
Que nem tudo depende
da nossa vontade
Há liberdade de escolha
E ao cair da última folha
Um grito lancinante de tristeza
de longe será ouvido
Diante da certeza
Que podia ter sido fácil
Mas aquilo que tanto queria
E podia ter sido fácil
Longe se vai
Deixando pra sempre o vazio
Que essa ausência traz
A felicidade já terá partido
Dessa vez pra nunca mais..

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Mar
Nada mais
Que deserto
Apesar
de tudo que a gente pensa
A única diferença
Entre Mar e deserto
é a água e a sua ausência
Tudo mais
é Sol por cima
há vida por sob ambos
e dispersos caminhantes
Tudo mais
Assim como era antes
Compara-se a isso
A única diferença
É estarmos atentos
ou não
No momento certo
A própria vida
Ilusão concreta
Algo errado
Que deu certo
ou não
Tudo mais é atravessar
O Mar
Deserto
Solidão!

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

De vez em quando
Ainda dá tempo
Escreva mais uma página
Que seja diferente
De tudo que se imagina
Pois vai ser
Você pensa saber viver
Mas ainda não é capaz
De fazer melhor do que a vida
Pode lançar
Um último olhar de gratidão
À página arrancada
Na voz interior
O destino presente
Semana passada
Está feito
E tem sido assim
O pretérito imperfeito
Te desaconselha
A gente não precisa crer
Mas é tão bom acreditar!
Cedo entardece nas nossas vidas
Enquanto se avermelha esse horizonte
À luz do final do dia
Tem sido bem diferente
E de tão diferente
Tem parecido ser
Tão igual, de repente
E é assim que será pra sempre.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Não se pode segurar o tempo
É difícil saber
A maneira certa
de prender a vida
Assim como a tudo
Que nela houver
Mas, numa tarde qualquer
Acontece de olhar
O vento e a chuva na janela
E guardar no coração
Que nem magia
A chuva que caiu naquele dia
Mesmo sem perceber
A gente vai vivendo
E não enxerga o quanto é triste
O olhar insistente
A buscar somente
O brilhar da prata
Um tosco brilhar que ofusca
A arte da luz do Sol
Que parte e que se reparte
Numa humilde bolha de sabão
E flutua leve, ao sabor da brisa
Mas a pressa de viver
Não deixa ver
Que é dessa simplicidade
Que a vida precisa
E vai ficar eternamente
Se a mão da gente
Pesar feito pluma
Só então se aprende
A repartir a vida
Igual o brilho da espuma
Parte a luz
Com força suficiente
Pra dividi-la e deixá-la ir
Muito tempo se perde
Até que se perceba
Em quanto poder existe
Quando a força da mão é leve
Então
O dom de prender a vida
E vivê-la feliz
Grato a tudo que nela houver
Veja que não importa
O quão breve ela seja.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Depois de tudo
Após, talvez, à própria vida
Há que vir a vez de se mostrar
O que esconde
Esse imenso mar de ilusão
Que chega mesmo a ser sombrio
Pois quando amanhece o dia
Resta ainda sobre ele
Um denso nevoeiro, que se formou
Durante a longa madrugada fria
Pode ser que um dia saiba
O que é que havia
Atrás daquele muro alto
Que eu via na infância
E que ficava
Debaixo da lava do vulcão
da ilha de Java
Só que esse
Escondido
do outro lado da lua
Num lugar onde morrem os medos
e que ao mesmo tempo
É a nascente
de todos os sonhos
Que de tão sonhados foram
Desgastaram
Um lugar onde o grito jamais alcança
Por mais que apertasse os olhos
E lançasse no breu do meu quarto
Um gemido baixo e lancinante
Tristemente guardado
E que só quem o ouvia era eu.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Nada
Nesta vida ou neste mundo
Nos pertence
Apesar de tudo que fazes
Ou que sabes
O sapato apertado
A alegria que não te cabe
Cada dia ... cada segundo
Os olhos inchados de tristeza
A promessa vazia
A gula engolida
A ira, orgulho, a vingança
Voz desafinada
Os passos errados
Na dança do dia-a-dia
Melodia do tempo
A travessa de salada
Cada passo apressado
A cara amassada de tanto descanso
Nem mesmo o descaso
Que usam pra te afligir.
Eu, quando em criança
Vencia a corrida
E pensava que os pés eram meus
Cada ordenado recebido
Por cada trabalho malfeito
Eu fazia de conta que era meu
Assim como tudo na vida
Cada elogio, sincero ou fingido
Que eu hoje em dia não mais eu espero
Por cada poema mal escrito
Seja ele feio ou bonito
Eu pensava ou fazia de conta
Que eram meus ou pra mim
Assim como cada coisa errada
E cada coisa na qual eu não quero pensar
Cada marca de pés sujos
deixados ao longe na estrada
A comida que ficou salgada
Cada culpa atribuida
A palavra que não foi escrita
As contas que não davam certo
Nas lousas da infância
Nas coisas da vida
A pedra que não alcançou a vidraça
Na verdade não passou nem perto
E agora eu não sei
Se foi erro
ou se errar
foi o certo
Cada mentira mal contada, que a mãe descobria
E a dor das chineladas que levei da vida
Agora eu sei
Somente as dores e as risadas são da gente
Não se leva culpa
Nem talento
A vida é uma mera ilusão
Arrastada no vento
Um dia você olha tudo isso
E fica feliz ou se arrepende
O mundo ensina coisas
Lições que jamais se aprende
Mas um dia ouve tocar
O sinal de saida
E percebe, no apagar das luzes
Que da vida
Não se leva nada.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

"Arrependimento é um male que só aflige aos que outrora foram portadores da certeza. Tudo mais é fatalidade"

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

"O preço de tudo isso
É o quanto isso vale pra gente
E não o que o mundo lhes dá
De má vontade
Pois a bem da verdade
O mundo mente."

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Depois de tudo
Há sempre alguma coisa a mais
E depois de tudo a mais que veio
Ainda tem algo esquecido lá, depois que acaba
O mundo desaba, mas ainda não é o fim
A gente é que chama assim
Pra poder dar nome às coisas
Cuja palavra não criou-se ainda
A febre insana da semana passada
O desejo que virá
Lá pelo meio do ano que vem
Um beijo na estrela que está distante
Se nem o beijo e nem a estrela, muito menos a distancia
Nunca foram de verdade
É só uma vontade boba e sem importância que a gente tem
É só uma sombra que os olhos fazem
Uma espécie de arroubo, nada importante
Um querer de quem nem quer de verdade
Mas que vem, quando se vive
E eu os tive todos
Pois a vida é feita de sentir vontades
E não de fazê-las
Só lá pelas tantas é que vê
Quanta gente vive sem saber viver
Vive a vida de querer, mas acaba louca e infeliz
Pois a vontade de saber querer
É uma das poucas que nunca quis ter.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Fica tudo num bornal
É uma questão de perceber
A sutileza constante
O quintal é a vida da gente
E, ao que tudo indica
Pode até parecer diferente
Mas, semente semelhante
Gera sempre
Coisa igual a todo instante
Pois a vida nunca foi
Um lugar que fica ali na frente
Não lhe importa
O quanto a gente corra
Pois o tempo não descansa
Entre um sonho e uma lembrança
É tudo imagem somente
Onde a verdade
Está sempre dentro da gente
Num lugar que nada esconde
Porque sempre
Há de chover e fazer Sol
Só o presente interessa
Fica tudo em um alforge
É uma questão de olhar
Onde a vida da gente é o quintal
Não importa nunca a nossa pressa
Coisa que o tempo não tem
Nem precisa
Que, por ser portador da verdade
Sempre há pedras no caminho
O tempo nunca tropeça
E também não pisa em espinhos.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Me espanto
Muito
pois tudo que é muito
É um monte de nada junto
Juntando de tudo um pouco
É o todo
Só que oco
Assunto de outro dia
O conto e o espanto
Inverdade
Com prazo de validade
E os pés fora do chão
Quando esqueço do preço
O desconto
Acalanto esquecido
Num canto da vida
Noite estrelada
Aborrecida
Guardada no inconsciente
Nada inteligente
Quando um monte de nada é muito
Tanto faz
Olhar pra trás ou pra frente
Se olhando pro lado há muito
Mas muito
É um monte de nada junto.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Agora
Eu te pergunto
O que quer dizer agora
É o exato momento
Em que tudo que é passado
Parece estar quase que junto
Com tudo aquilo que ainda não veio
O agora é o que fica no meio
E em nenhum dos dois lados
Muito menos sobreposto
Há uma fresta
Por onde sopra o vento
Meio quilo, meio quilômetro, meia verdade
Meio que um norte, meio rosto
Meio fora do contexto e do conjunto
Fora isso
Tudo junto...é resto
Um lugar que situa
A todos que estão perdidos
Por que é que viemos
Por que é que nós vamos
Agora
Que ainda navegamos juntos
Nesta vasta vida
Conjunto de horas contadas
Contá-las não basta
Agora
É o momento exato
Pra não se falar
Sobre as coisas
Sobre as quais
Se cala a boca
Sobre quase tudo
Que o coração
Quase sempre
Quase fala
Num silêncio mudo
Que nada muda
Esperando para dizer
Um dia antes do final da vida
Que talvez tenha sido ontem
Mas, igual a sempre
Nunca soubemos
Nunca nos coube
E sempre não é agora.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

"É fácil saber o fácil
É tudo que nem todo mundo
É capaz de fazer
Outro igual, nem parecido"

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Apesar de tudo, estamos sós.

Tem horas que a luz da verdade
Sem a ajuda de ninguém
Ela vem, ela invade, ultrapassa
A velha linha imaginária
Que, em algum momento
Nós nos impusemos
De maneira tão despercebida
Permitimos que fizesse parte
Parte integrante de toda uma vida
Vida inteira, delirante
Palavras e palavras
Que, sem conta e sem sentido
Tanto açoitam meus ouvidos
Tem horas, raras horas
Que a verdade vem
Sim, tem momentos assim
Que imploramos que se vá no vento
E nos deixe em paz
Porque depois de algum tempo
Simplesmente nos acostumamos
Estamos velhos e cansados
Tanto faz e pouco importa
Sim, nós somos loucos o bastante
A permitir que esses poucos momentos
Se vão, que nos deixem aqui
Do lado de cá da linha
Tristes e sozinhos
Apesar da luz e tudo que ela faz
Na verdade estamos sós
Nós, as nossas lembranças
e o medo do desconhecido.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Brumas.

Desde que eu estou aqui
Tenho aceitado
A tudo que o destino impõe
Desde menino, assim tem sido
As coisas que tentei mudar e consegui
Só deram certo porque
Meu destino era tentar
Eis aqui todo sentido
Desde o primeiro colo
À derradeira queda ao solo
Desde a primeira hora
Mesmo não concordando
Pois de vez em quando
Todo mundo se revolta
Porém, cada volta que o mundo dá
Cada prece escrita
Cada coisa que achei bonita
Estava lá para eu vê-la
Alguma coisa as põe no caminho
Assim como estrelas no céu
Que todos veem
Porém, tê-las não se podem
Aparecem sempre as brumas
Que vem do nada e as escondem
O destino nos quer assim
Assim como quer que não queiramos
Isso nos molda
Como as peças de um quebra cabeças
Onde tudo se encaixa
Quando a gente acha
Uma ou outra parte
Destarte nunca acharmos outras
Pois pra isso existe o tempo
Que parece curto, que parece longo
Porém, jamais outra peça
Apesar de ser
Ele faz parte do engano
E da arte de viver
Desde a primeira vez
Que nossos pés tropeçam
E aprendemos nos reeguer
Sem que o mundo estenda a mão
Minh'alma, que um dia foi tola
Se molda, se encontra, se encaixa
Em meio à uma imensa engrenagem
Entre o pássaro e a semente
Entre a folha e o vento
Entre o homem e Deus
E a revolta e a escolha
Entre a estrela e a paisagem
Entre a vida e o momento
Cada volta do mundo sem conta
Faz parte do engano do tempo
Que parece curto, que aparenta andar mais lento
e faz parte do jogo...e está contando
desde que eu estou aqui.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

⁠É tudo ilusão.

Tristeza
Seja ela qual for
É como as nuvens do céu
Pássaros em revoada
As estações
Uma alegria que se foi
Quando ela vai
Manhãs, felizes por amanhecer
Entardeceres lilases
Chegando ao ponto de esquecer
Num mero instante eles se dissiparam
A despertar de um sonho
A vida segue adiante
No tropel da cavalgada
Existência, uma quimera
Camada por camada
Ela foi sendo desfolhada
De cinzel na mão
Seguimos sós, pungindo a vida
Éramos nós, sem tomar tento
Vazando pela tangente
Não há cuidado e nem talento
Ferro quente em fogo brando
Lá se vão no vento os dias
Eu fico me dizendo
Creio que não foi perdida
A vida, o bom da vida
Vejo que, em contrapartida
Pode ser, ter sido a vida a ter perdido
O que havia de melhor em mim
Não existem grandezas
Tudo é fantasia
Tristeza
Seja ela qual for
É como as águas de um rio
A canção perdida nos ares
Melodia esquecida, que tanto sentido fazia
Noutros dias
O vento por entre as folhas
Tudo se vai na ilusão
Como cada um que vai
Moldando a própria vida
Cada forma escolhida
Tristeza, seja ela qual for
É somente uma grande alegria
Que foi tomando forma
A cada investida
Nada fica
O que existe em nossas mãos
Martelo e cinzel
É só o tempo presente
Nunca ouvi da voz da vida
Que havia urgência ou precisão
E, mesmo ela sendo ilusão
Eu procuro estar atento à direção.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Caros amigos gostaria de propor a todos um ato, uma ação, ofertando ao próximo de coração que tudo possa na vida do mesmo ser um aprendizado constante e que o mêsmo desejo se multiplique nos alcançado também, pois se colhe o que se planta, e nesta iniciativa estaremos evoluindo para um plano superior.
Em momento de fragilidade física, lembremos que a solidariedade esperada será alcançada, pela reação da nossa ação outrora aplicada ao próximo, que a seu tempo estará nos ajudando na fase difícil que nos encontremos, pois confiantes da ação dívida que sempre nos socorre, ela se priorisa em nossas vidas a partir do que edificamos.
Tenhamos fé e esperança em momentos de paz, saúde, e evolução constante.

Fiquem em paz
Que Deus abençoe a todos.

Inserida por Sergio-dos-Santos

Quando tudo nos parece difícil.
Lembre-se, de que você é um escolhido.
E quando entender que somos um só.
Tudo chegará no seu tempo, porque nunca se estará só!

André Luiz.

Inserida por Sergio-dos-Santos