Oi tudo bem

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E quando percebemos que tudo pode acabar tão rápido, não queremos desistir de nada.

“nada ainda foi degustado, mas tudo já foi bebido na experiência do beber”.


Antes do ato, já existe a memória do ato. Antes do primeiro gole, o corpo já atravessou outros cafés, outras tardes, outras versões de si. O tempo deixa de ser linha reta ou escada a ser vencida, e se torna uma rede cheia de nós, lembranças e retornos. Afinal, o relógio mede o instante, mas não mede o impacto silencioso daquilo que nos transforma por dentro.

Rugi alto, mas em silêncio me destruí.
Porque depois de tudo isso, o verbo nunca toma a mesma conjugação.

Tudo é uma crença, e eu estou sempre acreditando em algo — até quando penso que não acredito em nada, estou, na verdade, acreditando que não acredito. Não há como escapar das crenças, porque até na tentativa de fugir delas, estou acreditando que estou fugindo. Mesmo quando digo que não acredito em nada, estou, na verdade, acreditando que não acredito em nada.

A única coisa que eu posso fazer é mudar minhas crenças. E, no fundo, isso também é uma crença: a crença de que eu tenho o poder de transformar aquilo em que acredito. Cada crença que tenho, seja consciente ou inconsciente, muda a minha realidade. Ao alterar essas crenças, mudo não só o que penso, mas também o que sou e como vejo o mundo. E isso, por si só, é um ato de transformação.

Assim, percebo que a liberdade não está na ausência de crenças, mas no poder de escolher quais crenças adotar. O simples fato de acreditar que posso mudar minhas crenças já é uma crença poderosa, capaz de transformar minha perspectiva de vida.

perdoe-me por tudo o que fiz,
eu já me perdoei pelo o que eu não fiz...

OUTONOS


Às vezes o amor parece belo
Às vezes é um elo com a dor
Às vezes tudo perece
E fica só uma flor
Marcando juras de um amor eterno
Presa entre as páginas
De um caderno perdendo a cor

Às vezes nada disso acontece
E a noite fica vazia

Às frases bonitas se calam
Se perdem na monotonia


Então os poemas não acontecem
As canções se perdem na nostalgia

As flores murcham entre espinhos

Nos outonos das nossas utopias

Desde que me conheço, os olhos me chamam antes de tudo. Eu os desenho, os observo — e por vezes juro que os escuto, porque falam mais que a boca e carregam histórias que um cérebro inteiro talvez não caiba.
Fascinam-me como galáxias: cada olhar é um mundo distinto, às vezes repleto, às vezes vazio.
Acho que a maior dádiva é poder observar. Observar me dá vontade de viver: detectar minúcias, e desvendar outros olhares, torcendo para que alguém queira desvendar os meus também.

A cada fim, penso realmente em dar fim a tudo, por medo do que virá, porque pode ser pior, mas pode melhorar — mas nunca sabemos pelo que esperar, e isso assusta. Duvidamos da nossa capacidade de ser melhor e de dar o nosso melhor, e às vezes estivemos tanto tempo sujos de lama que recusamos a acreditar que a chuva irá nos limpar. O medo de não saber o que será de nós, o medo de descobrir, o medo de viver e de saber.


Hoje é o último dia do ano mais turbulento, hoje é o final, hoje acaba, mas hoje também é só mais um dia, e amanhã será outro. Para alguns, um começo, uma oportunidade; para outros, só mais um dia em que a data alterou alguns números; para alguns, nada muda. A verdade, apesar de não ser absoluta, é que todos os dias surgem oportunidades em nossas vidas, esperando para serem agarradas, porque estão ali para isso. Mas nós as ignoramos, porque hoje não é segunda, ou porque agora não é sete da manhã, ou porque não é dia primeiro, e até mesmo porque não é o primeiro dia de um ano que acabou de nascer.


Por alguma razão, esperamos o começo de algo para começarmos a fazer o que deve ser feito. Esperamos muito para agarrar as oportunidades que nos surgem. Mas elas não esperam o começo do dia, da semana, do mês ou do ano para vir; elas só vêm. Porque o tempo, o início, está na nossa cabeça, e quando entendemos que o início não é quando o tempo determina que algo iniciou, e sim quando tomamos a iniciativa de começar.

⁠Como casal, nada a ver. Nossa relação sempre teve tudo e mais um pouco para não dar certo. Nossas diferenças, em todos os aspectos, eram gritantes, berrantes, alarmantes, problemáticas, dilemáticas, tragicamente antagônicas.

Quando tudo que você sabe é falar sem pensar, então tudo o que você vai fazer é ofender sem querer.

Por vezes, temos de caminhar a olhar para o solo, porque a dor de encarar o céurevela tudo o que já não alcançamos.

Em frente ao mar
tudo o que pesa
aprende a flutuar.

A bondade é ficar
quando tudo em nós
quer partir.

Sentir o mundo com as mãos abertas é aceitar que nada nos pertence e tudo nos toca.

Acróstico
ALEXANDRA


A mor é a respiração indizível do universo, a que tudo sustém.
L uz é o idioma íntimo dos anjos. Tu pressentes o murmúrio da sua respiração.
E m cada asa nasce um sopro de paz escondida.
X amã do vento observa o horizonte vasto e sereno.
A romas de flores silvestres elevam-se como preces suaves.
N a clareira, a natureza respira com um ritmo quase sagrado.
D eixa que o mistério te encontre sem medo. É nesse impacto, é aí que começas.
R enova-te como quem regressa a casa depois de uma longa travessia.
A li, onde tudo floresce, o nome Alexandra ecoa como bênção.

⁠Existem pessoas que fazem de tudo para arrancar um leve sorriso seu quando seu dia vai mal, que te estimulam, te levantam, te acalmam e fazem você se sentir importante. São essas pessoas que devemos levar para vida toda.

Que tudo que você planejou… não passe de ilusão.”
“Que tudo que você planejou… um dia vire realidade.”
“Que tudo que você planejou… não destrua quem tá do seu lado.”
“Que tudo que você planejou… não te afaste do que é de verdade.

Que nunca te falte um sorriso nesse rostinho lindo que ilumina tudo.

Mudei — foi preciso.
Tirei o que era falso da minha vida…
e foi aí que tudo começou a dar certo.

Sim, eu mudei — e foi necessário.
Cortei tudo que era falso: amizades, esperanças, expectativas…
E sabe de uma coisa? Nunca estive tão bem.