Ofensa
A ofensa magoa e dói demais! Palavras ditas sem pensar tem muita chance de problemas cujos motivos não valem a pena.
Por maior que seja a vontade de responder uma ofensa não responda. Fatalmente ao responder você se iguala senão no verbo, mas certamente na moral.
ARGUMENTO
O argumento ilumina o caminho, só a ofensa o apaga! O argumento não ofende se não desce ao âmbito pessoal; neste sim, torna-se lixo! Seria problemático se para se desenvolver a sociedade e resolver seus problemas se recorresse apenas à construção e distribuição de contentores de lixo!
Não trabalhe aborrecido por causa de uma ofensa; pense no quanto seu trabalho lhe permite sentir seguro e valorizado.
Se sua reação é imitar aquele que torra seus nervos com palavras de ofensa, então são duas pessoas de mesma carga negativa e inimigas da reconciliação.
Experimente liberar o perdão, ignorando a ofensa e o veneno será removido do coração, proporcionado júbilo, saúde e paz.
Se pela boca vem a ofensa, pela boca o ofensor será repreendido, para que arrependido, pare de ofender.
Qualquer engenharia científica, criatividade ou evento moderno que se aplique à ofensa e ao sofrimento moral, físico ou espiritual, nada mais é do que uma engenhoca do inferno, que tira a vida do próximo.
A TEOLOGIA DA ESCASSEZ
Chega a ser uma ofensa afirmar que Jesus não tem correlação com a prosperidade. Afinal, um homem que abandonou a mais alta posição de todas, se colocou na condição de servo e pagou o mais alto preço por pessoas tão indignas como nós, com o objetivo principal de nos reconciliar com o Pai Celestial. Como algumas pessoas não conseguem ver generosidade em Suas ações e caráter?
Ele, que agiu de forma diferente da parábola do filho pródigo, na qual o irmão mais velho teve ciúmes da reconciliação do Pai, Jesus, por Sua vez, não teve ciúmes quando o Pai adotou pecadores como nós por amor. Pelo contrário, Ele nos concedeu a posição de co-herdeiros, mesmo que não tenhamos trabalhado por isso e, quando o fazemos, é tão pouco.
Como podemos afirmar que Jesus não tem nenhuma correlação com prosperidade? Tenho percebido várias críticas sobre a teologia da prosperidade, e eu sei que isso existe de forma negativa, mas também existe a “teologia da escassez”. Essa última afirma que Jesus é um empregador injusto, que não está preocupado com os homens que O servem — algo que, para mim, não faz nenhum sentido. Afinal, Ele nos concedeu tudo por graça, de graça e por amor.
Alguns comentários dizem que Jesus nunca prometeu casa, carro ou família. Mas isso não soa bem aos meus ouvidos. Imagine Jesus curando cegos, permitindo que voltassem ao mercado de trabalho e, por esforço próprio, comprassem uma casa ou um carro. Ou curando leprosos, reintegrando-os à sociedade, possibilitando que formassem uma família. Ou libertando endemoninhados, devolvendo-lhes honra e dignidade. Não são esses atos reflexos de prosperidade?
Cheguei à conclusão de que a prosperidade não é o alvo principal do ministério de Jesus, mas, com certeza, é um resultado e uma consequência da Sua obra. Seria um insulto afirmar que alguém tão generoso e amoroso como Ele não está preocupado com o bem-estar dos Seus servos. Minha maior preocupação é que, por religiosidade ou crenças limitantes, não tenhamos acesso à totalidade da obra restauradora de Cristo.
Eu vou viver a totalidade da promessa.
“A salvação de Deus por meio de Cristo Jesus, não foi por nossa causa, sim apesar das nossas ofensas (Rm 5:8). Sua obra salvadora está diretamente ligada ao Seu caráter, como responsável pelo que criou (Ef 1:11), porém nunca esteve e nunca estará disposto a abrir mão de quem É para preservar-nos (Rm 3:26). Antes abriu a possibilidade de compartilharmos do caráter do Seu Filho unigênito através do renascimento nas águas (Jo 3:5) e da intimidade com Seu Espírito (Rm 8:29).”
Onde a ofensa foi pública, a retratação deve ser igualmente pública. Se ontem, com minhas más ações, contribuí para apagar a luz de 100 homens, hoje carrego a responsabilidade de apresentar Jesus, a verdadeira luz dos homens, para iluminar a vida de 1.000 que caminham em trevas. Não por imposição, pois Ele já cancelou minha dívida, mas porque agora sou Seu filho e conheço bem a generosidade do meu Pai.
Se queres que o ofensor reconheça a sua ofensa, mostra primeiro o tamanho da compreensão do teu coração, presenteando-lhe com palavras altruístas.
Jesus nos ensinou que perdoar é a facilidade de ignorar a ofensa e valorizar o arrependimento do ofensor por meio do amor cristão.
