Odio que Virou Amor
Eu já li centenas de romances e a maioria deles diz que o amor é o centro do universo
Que ele pode curar qualquer dor dentro de nós
Que é o só o que precisamos para sobreviver
Tanto Darci como Reticlif, eu achava que eram tolos
Achava que o amor era ficção
Que só se via nas páginas dos livros antigos
Mas tudo isso mudou quando conheci a minha Elizabeth Bennet
Eu nunca pensei que me sentiria totalmente consumido por outra pessoa, até ela chegar
Ela pegou a minha mão e me afastou da escuridão
E me mostrou que não importa do que nossas almas sejam feitas, a minha e a dela são a mesma
Eu sinto muito, por favor me perdoe...
Uma vez você me perguntou quem eu mais amava nessa vida...
É você!
"Engraçado como a distância te mosntra exatamente o verdadeiro significado do "Amor." Te faz ver exclusivamente o quanto alguém faz falta para você, o quanto você faz e fazia para uns e para outros nem tanto."
—By Coelhinha
Amor doido de amar sem limite, sem peso na consciência e sem pensar no que vai sobrar no fim. Um amor sem noção e fora da casinha, daqueles que tocam a campainha de madrugada, que vivem fazendo promessas de amor a qualquer hora, em qualquer dia. Que abandonam tudo, enfrentam o chefe e um trânsito caótico só para passar algumas horas grudados.
Alguns meses se passaram e eu ainda sinto o êxtase do nosso primeiro encontro. É um amor recente, mas que parece habitar em mim desde outras vidas.
O amor machuca da mesma forma que um motorista se relaciona à placa de pare. Nem sempre ele para e então, quando tenta, é tarde demais.
Corações aflitos de dor já não batem, apanham, é tanto sofrimento, todo dia o mal vence o amor, e por isso eu lamento.
A falta de confiança, respeito, amor, compreensão, autocontrole, consideração e caráter estraga qualquer pessoa, acaba com qualquer relacionamento, prejudica o emocional e, principalmente, afeta a vida de alguém. Você pode fazer isso inconscientemente e, assim, não percebe o erro que cometeu!
Amei como uma pergunta, exigindo uma resposta. Esqueci que o amor verdadeiro é um verbo sem objeto indireto.
No imenso e infinito do universo descobri uma estrela e a nomeei de ES.CARLA. O meu amor por você tem o gosto doce daquela paz e o brilho firme das estrelas que a gente caçava no céu de Itaipuaçu. Sou um eterno viajante que encontrou em você o próprio santuário e hoje cada palavra que escrevo é um pedaço meu tentando existir fora de mim.
Nosso amor habita um lugar onde a luz do sistema não chega. É um segredo guardado entre o silêncio e o fogo. Quanto mais tentam apagar o rastro, mais forte a gente queima por dentro. O que é real não precisa de holofote para existir.
DeBrunoParaCarla
Carla, eu te mostrei os segredos mais ocultos desse plano. Te banhei com o amor do Pai e te levei a lugares onde nenhum outro ser humano jamais pisou. Juntos, desvendamos os mistérios das estrelas e a imensidão do universo eu te dei o infinito, mas, no caminho, eu me perdi de mim.
A ironia da nossa queda é que, enquanto eu te ensinava a voar entre as galáxias, eu esquecia como caminhar no chão. Me perdi em tudo o que te dei. E hoje, o homem que te mostrou o cosmos é o mesmo que não lembra onde deixou a chave do carro, a carteira ou o crachá.
A mente que guardava os segredos de Deus agora tropeça nas miudezas do dia a dia. É o preço de ter entregado a alma: a matéria se torna estranha. Lembre disso, Carla. Não esqueça os teus pertences, porque eu já não sei mais o que é meu. O invasor silencioso não levou apenas a paz; ele levou a minha bússola.
Fique com o universo que te mostrei. Eu só estou tentando encontrar o caminho de volta para casa.
DeBrunoParaCarla
Eu era um viajante interestelar perdido no vácuo, até que a gravidade do teu amor me capturou. Agora, meu infinito particular é orbitar você, mesmo que eu me queime no teu sol.
DeBrunoParaCarla
Carla, meu amor,
Eu estava aqui pensando no que sempre te falo, a gente só nota o sal quando ele falta ou quando ele sobra. Na correria de sermos 'arquitetos do infinito', quantas vezes esquecemos de colocar o sal na lista de compras?
Na cozinha da nossa vida, eu aprendi a lição mais dura. No cansaço dos dias, eu deixei o sal transbordar e a comida amargou. Mas o que mais dói é perceber que, às vezes, na falta dele, a gente deixa o nosso cotidiano perder o sabor, e só sentimos falta quando o pote esvazia e o gosto de nada toma conta da casa.
O amor é como esse tempero. Se eu peso a mão nas cobranças ou nos meus medos cósmicos, eu estrago o banquete que preparei para você. Se eu me calo demais e não te dou o sabor da minha presença, a gente passa fome de alma.
Hoje, eu não quero mais ser o homem que esquece o básico na prateleira do mercado. Quero ser o Bruno que sabe a medida exata. Nem o excesso que queima, nem a falta que faz o seu sorriso murchar.
DeBrunoParaCarla
Dizem que sou o pecado, mas escolhi o amor. Se ele não me pertencia, o destino se enganou ao cruzá-lo no meu caminho."
O corpo sofre a culpa, mas o coração reivindica o que a alma reconhece. Amamos o que não é nosso para aprender o que é ser humano.
Há amores que são sentenças e pecados que são altares. Eu escolhi habitar o proibido e carregar o peso dessa escolha.
DeBrunoParaCarla
Disseram-me que aquele amor não me pertencia. Que cruzar aquela linha era tornar-me o próprio pecado. E eu, em plena consciência da minha fragilidade e da vigília d'Ele, escolhi o passo em falso.
Por que o coração busca o que a lei do mundo proíbe? Talvez porque a alma não entenda de posses, apenas de encontros.
Meu corpo sente o frio da culpa e o cansaço de carregar um sentimento que não tem lugar à mesa dos homens. Mas, enquanto eles apontam o dedo e falam em moral, eu sinto a profundidade desse abismo.
Se sou pecado por amar o que não era meu, aceito a sentença. Pois, no final, quando as cartas forem viradas e a minha humanidade for pesada, Ele verá que não houve malícia, apenas a entrega de quem preferiu o fogo da verdade ao gelo da indiferença.
O amor que não me pertencia tornou-se a minha maior lição. E a dor de habitá-lo é o preço que pago pela minha coragem.
DeBrunoParaCarla
CARLA
Olhe nos olhos dele e deixe o tempo sangrar
Diga ao Bruno que o amor mais verdadeiro não é o que se revela mas o que se imola no silêncio
CARLA diga que a entrega que ele planeja é um incêndio em campo de vidro
Inocentes não têm pele para esse calor
O que existe entre vocês o que é real habita esse vazio fértil
É uma anatomia de segredos que nunca precisará de voz
Fazer amor com a realidade é aceitar que o nada é a substância mais densa que existe
Diga a ele BRUNO seja o frio que preserva
A água que cai não é chuva é a destilação de tudo o que não precisamos dizer para sermos inteiros
CARLA mostre a ele que a maior prova de existência é a coragem de ser invisível
Nada de mãos dadas com o perigo
Nada de entregas ao abismo
O mistério é o nosso útero
Se ele nascer agora ele morre
Deixe o submerso
Deixe o sagrado
Simplesmente permaneça
DeBrunoParaCarla
