Observando
Paro pra pensar
Vivo observando e olhando pro céu
No mundo da lua
E a noite a brilhar
Perco a noção do tempo
Quando estou junto ao teu sorriso
Raio estelar
O mundo girando como uma canção
Outros tempos, novos tempos chegarão
Como um astro em movimento a ultrapassar
Os limites desse chão
As suas curvas são tão belas,
Que passaria horas
Observando cada traço
Do seu corpo,
Assim como se faz
Com uma obra grifada
No canto de um caderno.
Você é como um quadro
Daqueles que eu procuraria
Uma moldura única
E penduraria na parede
Do meu quarto,
Para te olhar toda hora
Principalmente quando acordar.
Te desenharia todas as noites
Em meus sonhos.
Um dos benefícios de ser artista é que você passa tanto tempo observando as pessoas, olhando não apenas para todos os tons e contornos de seus rostos, mas também para suas almas.
Não pertenço ao mundo
Não pertenço a mim
Não sei me definir,
Nunca sei o que sentir,
Observando o que criamos, esse laço tão importante, não sei o que pensar de mim não sei querer tomar-te. Quero continuar, e ao mesmo tempo quero pedir para parar, não quero me pegar pensando em ti e
Não quero sentir.
O que vi em ti? teus pensamentos e anseios, que transbordam desde que te conheci,
será isso que me prende a ti? seu humor o seu jeito de concluir, será que é isso que me encanta em ti?
Não quero aceitar que talvez haja um futuro entre nós, que meus pais conheçam a tua voz, Que eu passe o resto dos meus dias a te conhecer.
Mas ao mesmo tempo quero isso, quero te ver amadurecer, viver.
Quero te ver conquistar os teus asseios e estar lá para te parabenizar
Quero sentir teus beijos e te ver delirar
Quero te abraçar na madruga, após o crime perfeito
Te beijar lentamente e virar na cama longe do seu calor para poder dormir direito
Quero rir quando não conseguirmos nos encaixar
Quero ser seria quando conversamos sobre as feridas dessa pátria
Pode ver como contigo eu quero tudo, ao mesmo tempo que não quero nada?
Como posso te contar tão trágica contradição?
Observando o universo que há em mim vi alguns versos que são versões dos meus amores, rancores, dores e ilusões.
Meu delírio foi em pensar que o que sinto faria todo sentido para aquela que não sente o mesmo que eu, mas no final tudo em mim morreu, a esperança, a força, a aliança e um pouco do meu eu.
Resta renarcer como o mito da Fênix que morre mas das cinzas e transcede, transcender é ceder o passado e olhar para a frente.
Mas como foi dito é simplesmente um mito incoerente, matar o que se sente e na cinzas se tornar tudo diferente.
Porque somos de fato os resultados do nosso eu do passado e só me resta carregar esse fardo que é não ter você ao meu lado.
Mas vivendo sabemos que nem tudo são flores, algumas vezes será dor, que é até ironia do destino rimar isso com amor.
Nem todo fim é um final feliz como é passado nos conto de fadas porque no mundo real a reciprocidade as vezes é como um oasis no deserto do Saara, uma miragem, uma viagem ou simplesmente nada.
Resta apenas desabafar esse multiverso que a em mim e parar de sentir, para prosseguir e quem sabe no futuro extinguir.
Observando meus pensamentos, cheguei a uma certa conclusão (não definitiva). Que existe um certo grau de materialidade nos pensamentos(que pode vir ou não com sentimentos), pois somos capazes de acolher, de descartar ou de ignorar, como também desenvolve-lo. Somos capazes de segura-lo como também de repeli-lo, a primeiro momento se mostram até sem importância nenhuma, mas é capaz de dominar um ser humano ao ponto de interferir na sua história(seria o destino dos não despertos?) Em fim percebo a mente (não necessariamente o cérebro) como uma ferramenta muito complexa, que precisa com muito esforço e dedicação se ter um certo manuseio ou se não para muitos(maioria), é como um carro em alta velocidade nas mãos de que não tem habilitação, algum momento vai bater.
sozinha
Eu sou Sozinha na rua...
Observando as pessoas todos fúteis e iguais fazendo sempre a mesma coisa...
Não quero essa vida...
Eu sou diferente!!
Prefiro viver sozinha a ficar do lado desta gente...
Minha vida é diferente...
Tenho um diário negro...
Onde escrevo todos os meus segredos converso com espíritos no meu quarto que sabem tudo que eu faço...
Tenho cabelos negros...
Pinto minhas unhas de vermelho meu olhar e fatal!!
Mas no meu olhar não tem nenhum mal...
Quem me conhece...
Sabe o que sou quem me vê me julga ser...
Luciferiana ou satanista??
Não sou nenhum desses!!
Sou uma menina...
Uma bruxa viva!!
Assim sou eu...
Preparo-me meditando nas circunstâncias adversas do tempo e espaço, observando o mundo na virada do Ano Novo.
Ja me surpreendi demais observando a capacidade humana, prefiro acreditar naquilo que somos incapazes do que me surpreender nao sendo capaz de acreditar
Observando
O sol lhe caia bem se movendo pelas encostas
Nascendo do lado de lá passando ao lado de cá
Os olhos não podem ver todos os lugares onde andas
Nem pode todos os passos tocar todo chão que pisas
As madeiras das mesas, com rodas marcas de copos.
Como traços de rostos desenhados em anos de espera
Como as almas esculpidas nos tempos vividos
Enrustidas de procuras e segredos
Encontros, desencontros mudanças e mais mudanças.
Como os endereços em cartas enviadas
Que portam suspiros de seu remetente
O sol lhe caia bem, movendo-se pelas esquinas.
Apagando-se lentamente, sumindo por entre as frestas.
Deixando palavras presas, que procuravam seu momento.
Adormecendo na entrelinha de olhares
Repousando fôlego ofegante do desejo de dizer
Distinto silêncio e lábios, mas não emoções.
O sol lhe caia bem morrendo atrás dos montes
O sol lhe caia bem com ares de paciência
Com olhos de incertezas e paixões
No olhar-te hora de um lado, hora de outro.
O sol lhe cai bem...
Te amo
Nesse momento eu sou aquela garota sentada na janela, observando a vida e perplexa vendo seus sonhos se tornarem reais...
Porque coisas incríveis acontecem quando não se deixa de acreditar!
Porque eu já não vejo mais razões em me ater a conceitos fórmular antigas de amar.
Porque agora eu sei que existe alma gêmea e a minha é você.
E juntos vamos voando rumo aos mesmos ideais.
Pelo céu púrpura estrelado de Uranos
Sentindo e vivendo o nosso amor
Enquanto Eros e Vênus brindam
Com seus cálices de vinho
Esse momento tão lindo
Em que eu preciso dizer...
Que eu amo você!
Acredito que almas sejam estrelas, porque além de estarem sempre nos observando, com nós as vendo ou não, são eternas.
Graça
As vezes fico assim pensando... ou mesmo observando o vazio das indiferenças, tenho um grande desafio pela frente, sei disso, se estou preparado? Está é a questão!!! Tento ver um mundo menos desafiador por mais que tenha sido gerado meio à ele. Acho engraçado na graça que não tem graça, pois sempre que de graça faz me lembrar da fome que para esquece-lá tento ver graça em tudo, já que a graça é quase de graça e sorrir da própria desgraça é pular uma ou outra etapa, vou nessa de graça... crescendo com a graça de sentir graça, porque todos sabem que vivemos em um picadeiro chamado Brasil que de graça te faz chorar à meio sorrisos de uma grande e eterna palhaçada! Dou graças à aquele que de graça me dá a graça de ainda poder ter graça em sobreviver mesmo em meio tanta desgraça.
Tava buscando a minha palavra e pensei em AMOR mas, observando bem, o que mais fala em mim é INTENSIDADE. Essa é a minha palavra.
-Aprontei de novo.-Disse ela com lágrimas nos olhos
-Eu sei- Respondeu ele , observando o nervosismo dela.
-Meti os pés pelas mãos
-Percebí
-Não devia ter estourado daquele jeito
-Também acho
-Quando vejo já falei
-Realmente vc fala sem ver
-E se eu prometer mudar?
-De novo?Você prometeu isso mês passado
-Droga desse jeito fica mais difícil ainda
-O que?
-Pedir desculpas
-De que?
-Você tá me confundindo
-Eu? rsss
-É, e não ri não!
-Boba, não precisa mudar nem pedir desculpas, te amo do jeitinho que você é!
-Ela sorriu, tinha certeza que viu violetas na janela!
Dias atrás, me peguei observando os lençóis que havia pendurado no varal, e surpreemdi-me com a sensação que estava tendo... Algo que já havia sentido antes, mas que, talvez por um segundo a menos de sensibilidade, não tivesse registrado.
Não sei se consigo descrever - não é fácil colocar em palavras a sensação que se tem ao ver "lençóis ao vento"...
Mas foi algo tão delicioso, apaziguante (lençóis trazem paz?...), prazeroso ao ponto de tirar-me do foco, por uns instantes.
Depois desse momento indelével, fiquei, durante o dia todo com aquela imagem, indo e vindo, na minha cabeça, tentando encontrar uma definição plausível para aquilo.
Talvez hoje eu realmente tenha descoberto: as coisas simples da vida são prazerosas.
Estou numa fase, nesta minha jornada, em que a euforia de saber o que vai acontecer no próximo minuto, já não existe.
Valorizo os minutos que estou vivendo, como se o próximo não fosse acontecer.
Pelo menos tento...
Sempre me descobri observando as criações de Deus: uma flor, no meio do mato; passarinhos pousados "nos fios densos da pauta de metal..."; uma nuvem solitária, na imensidão azul; o cheiro absurdamente bom da terra molhada.
Então, contra toda expectativa, toda surpresa, me pego no deleite com "lençóis ao vento"?!!
Seria final de carreira? Seria falta do que pensar:? Ou, quem sabe, o excesso de tecnologia atual entranhado, fazendo um backup das coisas boas?
Não!
Certamente, é o ciclo natural da vida, mostrando as coisas infindáveis, imutáveis, que não se constroem por mãos humanas, que não se explicam por mentes humanas, porque não foram criadas por sabedoria humana!
Por isso, detalhes tão, aparentemente, sem significado tornam-se surpreendentes, muitas vezes.
E não só pra pessoas sensíveis, ou aguçadamente curiosas, mas àquelas que passaram pela vida sem se dar conta de que estas coisas existiam.
É uma oportunidade única - ou várias oportunidades únicas!!
É imperdível!
Meu desafio hoje, pra nós, é:
deixemo-nos ser absorvidos pelo prazer de ver "lençóis ao vento"...
...ou flores no mato...
...ou passarinhos pousados - ou voando...
...ou nuvens passeando pelo céu...
... ou degustando o cheirinho de terra molhada!
Aproveite! Você não vai ter a mesma oportunidade duas vezes!!
Deixe me tentar!!
Quero ver o céu de outro ângulo, observando cada estrela e tentando imaginar de qual você mais gosta
Quero ver como será acordar sorrindo com o seu cantar, cantar esplendoroso que me faz sonhar
Ver da minha janela a Orquídea florescendo no inverno, desabrochando para uma nova vida
Quero ver as coisas simples... Simples coisas do mundo, que fazem a diferencia no olhar, que fazem a diferença no amar
Admirar alguns pássaros cantando e até achar graça quando minha pequena gatinha quer pega los... Fico observar a cena sorrindo, achando graça da sua inocência, o pássaro que voa ,sobe e desce querendo brincar... Ela hipnotizada com o bailar da ave.
A felicidade está nas simples coisas da vida...
A minha felicidade está com você, longe de você estou longe da minha felicidade e isto é um fato!
Murilo e eu seguíamos por aquela estrada, observando a mata alta ao nosso redor. Animais passando, o sol se despedindo, com All I Think About Is You tocando ao fundo, no aparelho de som do nosso carro. Depois da briga de ontem á noite nenhum de nós estávamos dispostos a iniciar um diálogo, e muito menos de desistir da viagem que já estava programada á um mês. Aquelas poltronas de couro marrom do carro haviam formado uma espécie de muro entre nós dois, e eu, do lado direito da barreira, permanecia imóvel e calada, preferindo olhar para o pequeno lago que surgia agora ao lado da estrada. Ele, com os olhos ainda avermelhados e olhando friamente para a estrada, nunca conseguira me enganar, e ao perceber ao som daquela musica, que ele se deixava lembrar dos momentos vividos ao lado de uma mulher que havia lhe apresentado a vida, e que agora, de uma maneira inexplicável, ameaçava tirá-la dele novamente, senti o coração disparar. Por seus pulsos firmemente apertados no volante daquele Porsche vermelho e seus lábios levemente cerrados, observei pelo jeito como ela se movimentava a cada fez que ele sentia-se nauseado conforme íamos nos aproximando da casa de seus pais.
De repente algo veio interromper aquela abstinência de palavras, e no lugar da musica, agora podia-se ouvir o noticiário da noite, avisando que a estrada que levava a cidade de Mecenas estava em obras, e por isso a ponte principal estaria interditada. Um gosto amargo de derrota deglutiu em minha garganta e no mesmo instante o olhar de Murilo veio ao encontro do meu, o que já acontecia desde que saímos de São Baleatos. Aquele olhar me fez sentir uma inúmera quantidade de sensações, dentre elas o medo do que poderia ser dito nos próximos segundos. Mas não se ouviu nenhum som, estávamos um esperando pelo outro, e, como de costume eu rompi o silencio e disse:
- “Droga. Então am-- Murilo, o que faremos agora? “
- “ Não sei, vamos seguir a estrada e ver até aonde podemos ir.”
Ouve-se o motor do carro novamente, o rádio por fim foi desligado. Num ato súbito de inconsciência, soltei entre os dentes:
- “ Você não pretende acabar com isso? Se formos passar a noite na estrada será mais uma dormindo sozinha?”
- “ Eu não durmo sozinho, tenho o som das aves e insetos para apreciar.”
Riu, o sorriso mais forçado que eu já havia visto. Sentia-me melhor, pelo menos uma vez minhas palavras não o fizeram chorar.
- “Ah, claro. Então não se importa em continuar ouvindo isso. Mas eu me importo em ouvir seu choro.!
- “ Então deve saber o motivo deles. Deve saber que nada no mundo é capaz de traduzir quantas noites passei acordado, esperando que mesmo que de longe, a brisa me desse um beijo em seu nome.”
- “Porque essa brisa não trouxe você até mim?”
- “ Talvez por medo de ser recusada novamente, como vem acontecendo diariamente.”
Então parei para rever os últimos acontecimentos, e o que vi foi uma mulher insana, que passava todo o seu tempo trabalhando ou pensando no que poderia acontecer no próximo dia de trabalho. Vi uma mulher que não sabia mais o que significava a palavra viver, e que, freqüentemente, ignorava qualquer ato de carinho e afeto que recebia, tornando-se fria e fechada. Nos míseros segundos que ficava em sua casa, suas únicas ocupações era torturar e decepcionar com as mais rudes palavras quem esteve ao seu lado a todo o momento. Eu realmente não reconhecia essa mulher, apesar do enorme nome que surgia em seu corpo. Bianca. Como pude me deixar chegar a esse ponto? Como nunca pude dar valor à pessoa maravilhosa que me acompanhava em todos os momentos? Que me dava atenção e demonstrava seu amor incessantemente? E eu o chamava de amor por pura rotina. E em um ato impensado, eu olhei profundamente para aquele ser maravilhoso que estava ao meu lado, e me apaixonei por ele como nunca havia feito antes, o beijei como nunca havia beijado antes. E ele correspondeu. Correspondeu de uma maneira tão fervorosa que fez todo meu corpo estremecer. Eu me sentia imortal naquele instante. A vontade de nunca mais para aquele beijo era tão inexplicável que nem percebemos que a placa grande e amarela que dizia “Pare. Perigo. Volte”, logo no inicio da ponte, que ficava a 5 metros da nossa pequena parada. Naquele momento, o perigo era algo que não existia.
De repente sentimos o nosso corpo estremecer fortemente e fomos interrompidos com um barulho ensurdecedor de uma buzina, que vinha de umas das locomotivas que se encontravam na estrada. Murilo freou o carro bruscamente, a cerca d 2 metros de um precipício de aproximadamente 15 quilômetros de profundidade. No mesmo instante, o olhar que se concentrava naqueles olhos castanhos, mirava o precipício e, inesperadamente, um sorriso saltou de meus lábios. Logo após, dos lábios ainda rosados dele, pude ouvir uma doce gargalhadas, algo que não ouvia a um bom tempo.
Assim que saímos do carro -- de mãos dadas -- os operários do turno da noite vieram ao nosso encontro para saber se estávamos bem. Estávamos em perfeitas condições, melhores do que nunca. Depois de sairmos daquele local e nos hospedarmos no hotel mais próximo até o dia seguinte, quando as obras já estariam terminadas, finalmente tivemos uma conversa, que era como algo novo para mim. E nos sentimos felizes em saber que poderíamos termos morrido felizes a alguns minutos, que isso não seria tão ruim assim. Mas era melhor ainda saber que ao invés de uma morte feliz, tínhamos toda uma vida de alegrias, e que como eu fizera com ele no passado, ele poderia novamente me apresentar à vida.
