Objeto
As pessoas só serão saudáveis quando tratarem os alimentos como fontes de nutrição e não como objetos de prazer.
“Cativar alguém e depois abandonar é o mesmo que conquistar um objeto de desejo e depois deixá-lo à parte por perda de interesse”
Ney P. Batista
Jul/12/2021
A experiência é um objeto tal qual uma corrente em que a quebra de um único ponto, desfaz o elo entre o início e fim, tornando-a incoerente e vazia. Uma vez quebrada, não há volta, por isso é vital cuidar argutamente dela.
O objeto expande-se além dos limites da sua aparência pelo conhecimento que temos de que ele significa mais do que o que vemos exteriormente, com os nossos olhos
Para a quebra das certezas que nos limitam, precisamos entender que a verdade não é um objeto que possuímos, mas algo que buscamos.
Tenho observado algo que poderia, inclusive, se tornar objeto de estudo: a crescente irritação de muitos homens diante da autonomia e da liberdade das mulheres. Em conversas cotidianas e nas redes sociais, percebe-se um movimento de retrocesso comportamental, quase uma ressurreição da misoginia dos séculos passados.
Homens voltam a repetir que as leis “beneficiam demais” as mulheres, que elas “são o problema dos relacionamentos” e até que “provocam” as próprias violências. Alguns chegam a justificar o feminicídio e a apoiar discursos que reforçam o controle masculino sobre elas. É como se, diante do avanço feminino, parte dos homens reagisse com medo e ressentimento, um verdadeiro backlash (retaliação) contra a igualdade e contra a equidade.
Se for necessário representar a estética do raciocínio através de um objeto geométrico, que seja com a esfera pois ela não possui arestas ou vértices, nem a concavidade que impede a sua beleza. A esfera é bela.
“Muitos querem prender a felicidade como um objeto favorável a uma cadeia artificial que implica a verdadeira forma dessa que se manisfesta no indivíduo”.
"Quem consome pornografia trata a mulher como objeto; quem é grosso trata o próximo como lixo. Ambos estão longe da verdadeira masculinidade."
Muda o objetivo, muda o objeto de investigação, muda o público, o ambiente, e muitos pesquisadores ainda insistem em crer que é a mesma epistemologia. [...] Ensinar não é só falar; não é uma palestra de congresso e os alunos não são plateia de especialistas.
“A droga pode funcionar como objeto que não julga, não abandona e não exige, mas cobra do sujeito o preço de sua própria ausência.”
Do livro Psicanálise das Toxicomanias — O Sujeito entre o Gozo, o Sintoma e a Droga, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
