O Velho Poema
Há muito tempo existiam passagens para o velho mundo, trilhas estranhas e caminhos escondidos. Depois de cada curva, nos deparávamos cara a cara com o grande mistério, a origem de tudo. E mesmo que aquele velho mundo já tenha desaparecido, tenha sido enrolado como um pergaminho e deixado em algum lugar, ainda sentimos o seu eco.
Essa noite me peguei foleando um caderno velho que vi jogado pelo meu quarto. Notei algumas folhas em branco despertaram em mim um desejo imenso de preenchê-las com palavras. Palavras vindas de dentro de mim. Na verdade, folhas em branco me enchem os olhos. Me fascinam. Já que há algum tempo não escrevia sobre nada, resolvi por em linhas paralelas alguns dos meus sentimentos. Percebi que nos momentos que estou triste e melancólica tenho mais facilidade em escrever. As palavras fluem mais naturalmente. Mas quando estou feliz quase não escrevo. Talvez por falta de palavras, ou por não saber explicar o tal sentimento chamado felicidade. Me fiz, então, uma pergunta: “ O que é realmente ser feliz ? ” Gradativamente surgiram palavras na minha mente que formaram a resposta para tal pergunta. Respondi, então, interiormente, transcrevendo na folha de papel : Bom, para mim, felicidade, primeiramente, é um estado de espírito. Ser feliz é encontrar graça em cada aroma, em cada pétala de rosa, em cada pelo sorriso, no brilho de um olhar, na intensidade de um abraço, na preciosidade da natureza, o barulho do vento, a cantoria dos pássaros, o balançar das árvores. (Suspirei). Ser feliz é valorizar cada segundo de vida como se fosse o último. Ser feliz é reconhecer que a vida não é um mar de rosas, mas ter certeza de que cada lágrima derramada representa um degrau dessa longa vida que você está subindo. Resumidamente, ser feliz não é nada mais nada menos do que, simplesmente, saber ser feliz.
Tudo está se tornando efêmero na ciência, escrita, arte, amor e amizade; o novo, amanhã, já é velho. Sobre a partícula de Deus? Já esperam, impacientemente, a do Diabo.
Minha vontade agora é largar esses cadernos, nem que seja só por um minuto, pegar meu velho violão e fazer com que a vida tenha mais musicalidade na respiração, em nossos corações... e quando tenho o instrumento marcado em minhas mãos, me sinto mais leve... surgem então os pensamentos, ideias, letras, poemas, amores... e, de repente, me vejo acordando após incontáveis horas apenas pensando... tentando aprender algo de bom com a vida...
Viva sua vida como se fosse um carro velho. quando quiser voltar, a marcha ré não engata, se quiser parar, o freio não funciona, pq o caminho é sempre pra frente
Dentre mortos e feridos, fica o grito da emoção,que pune velho castigo,traduz toda razão.
Apronta pra dança, pra vida, ela sim é coisa bonita, como correr na contra mão?
O tempo vem chegando e com ele as lembranças, a única e verdadeira riqueza do velho homem; lembranças de um tempo que fugiu de suas mãos, daquelas noites de quarta-feira tomando um refrigerante com os amigos e jogando conversa fora, das tardes de domingo que se foram embora , daqueles sorrisos largos que brotavam do rosto simplesmente por estar ao lado da roda de companheiros, fugir até uma queda d'agua escondido para se deliciar nas águas cristalinas, dali nasciam as melhores histórias, muitas gargalhadas e alguns arranhões, faz parte, lembrando-se ainda do tempo das peladas no fim de semana, ou das noitadas do sábado á noite, e aquela olhar de quando viam aquela princesa e que só eles entendiam, eram tempos muito bons, hoje nem se veêm mais, uns já foram acima, outros estão longe, o que lhe resta são as fotos amareladas que trazem brancos sorrisos, daquela galera ínesquecível, o seus cabelos brancos de hoje condenam que não mais vão se ver, mas mesmo assim consegue sorrir e dizer: Eu tive verdadeiramente irmãos de amizade.
Disse o velho índio à tribo, mantendo no olhar o brilho: “O que acontecer a terra, acontecerá a seus filhos”. É a sentença dada pela própria natureza, que mostra aos homens tão “fortes” a sua grande fraqueza; por não saber conviver, destroem só para fazer, da morte surgir riqueza.E assim despem a terra, de toda sua cobertura, deixando à mostra as feridas em sua carne batida, veias secas, sem poder levar a vida.Parece uma chapa quente expulsando os animais, os pássaros e os insetos; povos perdem os direitos, deixando de ser sujeitos, e vão se amontoando em alguns poucos locais.Em seu ventre machucado jogam os fortes venenos, como se fosse remédio. Os filhos que nela vivem misturando a dor e o tédio. Procuram sem resultado, o ar puro, que vinha de trás da encosta. Hoje a chuva cai e lava deixando os ossos à mostra.
De Janeiro a Setembro,vem outubro,novembro e dezembro. Vou falar do velho setembro. que em seus dias, trazem luz e vida. Setembro traz primavera, uma estação que bem diferente do que os homens a querem, é a estação das flores.
Flores e setembro, amor e poesia. Lendo, vivendo o amor em flor. Primavera, oh primavera, faz lembrar-me dos jardins, de rosas e jasmins. Não importo se tem espinhos, a rosa será sempre rosa que enfeitam os jardins, o jasmim sera sempre o incenso que perfuma, que cede aos encanto de sua beleza.
Existem muitas coisas que os jovens sabem melhor do que um velho, mas não é a idade que torna alguém sábio, mas o que ele de fato sabe usar em benefício dos outros”
Nosso velho hábito de falar mal de alguma coisa após o término, simplesmente pelo fato de não ter se concretizado como pensávamos, avaliamos as coisas como ''ruins'' e dizemos que todos são exatamente iguais.
Há diferenças entre um caso e outro, não são todos os homens iguais, assim como não são todas as mulheres iguais, o que difere um caso de outro é caráter ( em alguns casos ) e preferência ( na maioria ).
Quando era jovem, de manhã alegrava-me, de noite chorava; hoje sou mais velho, começo duvidoso meu dia, mas sagrado e sereno é o seu fim.
O velho ditado versa que a palavra é de prata e o silêncio é de ouro. Corrigindo, a palavra é de prata, o silêncio é de ouro e latidos, miados, mugidos, relinchos, pios, canto de pássaros e todos os sons da natureza instintiva, são de diamante.
Como já dizia, meu velho caro amigo e conselheiro Freud: Vemos no outro nada mais nada menos do que nossas projeções, ou seja, se vemos o bem, ou o mal...Estamos sim, a falar de nós mesmos. Alcione Alípio
Uma vez um velho sonhador me disse que os sonhos são feitos por nós e que subir depende da nossa ousadia. Ele só se esqueceu de mencionar que quem não preserva, não sobe degrau nenhum.
