O Valor do ser Humano Rubem Alves
ESSE SER ESTRANHO
Eu sou esse ser poeta...
Sou esse ser estranho
Levo uma vida discreta
Cultivando cada sonho...
Escrevo sem hora certa...
Toda rima tem tamanho
E cada verso me liberta
Minha alma eu exponho...
E sendo obra incompleta...
Toda palavra eu reponho
Alguma há de ser a certa
A deixar-me mais risonho...
O amor é a grande meta...
E por ele, eu me assanho
Solto fogos! Faça festa!
Pouco perco... Tudo ganho...
(ESSE SER ESTRANHO - Edilon Moreira, Setembro/2022)
O SER SENSÍVEL
Amo tanto o ser sensível...
Que se despe quando fala
Que se recobre e é visível
Enquanto a verdade exala...
E tanto amo a boa música...
Quanto a simples poesia
Ao juntá-las, fica lúdica
Dando uma linda cantoria...
Para dedicar a quem amo...
E a quem não amo também
Pois todos de amor chamo
Para que me queiram bem...
O ser sensível que procuro...
Há de estar n'algum lugar
E me deixará mais seguro
Se seu amor compartilhar...
Em meu tímido romantismo...
Nenhum estresse o escurece
No fundo... Traz o otimismo
Que gratuitamente oferece...
(O SER SENSÍVEL - Edilon Moreira, Maio/2022)
eu achei que era o amor mais era medo de estar sozinha me enulei tentando ser tudo pra alguém que mal enxergava quem eu era chamei de amor o que era caréncia aceitei migalhas e chamei de cuidado hoje sei nâo era amor
Mesmo diante das adversidades, é preciso dar vazão à própria natureza. Se ser bom é a nossa sina, que o sejamos — ainda que custe um mar de lágrimas, ou para que não sucumbamos à mesmice.
Ser brasileiro é conseguir subverter toda lógica aceitável e transgredir toda lei natural e ser feliz.
"ninguém acredita que você pode ser uma nova pessoa. renascer é apagar o incêndio, pintar as paredes de azul, e viver com essa nova pessoa."
(Postado em 20/06/2025)
Não me convide para ser figurante das fanfarras abjetas; sou menino do Vale do Mucuri, onde se aprendem valores morais.
Não me chame para ser coadjuvante das fanfarras narcisistas; a minha honestidade é uma marca indelével e barreira intransponível dessas idiotices.
Sinto que eu tô curado,
mas não vivo,
como se eu fosse um ser maldito
que foi amaldiçoado a nunca ser vivo.
Sinto que meus traumas tão me acorrentando
e me puxando cada vez mais forte e profundamente.
Meu cérebro não define o que eu devo fazer,
vou de instinto,
mas nunca dá certo —
eu sempre volto ferido.
Hoje eu odeio todas as rosas do campo,
porque uma delas me espetou,
como se o espeto não ficasse na ponta do dedo,
e sim preso dentro do meu peito.
Tô ficando mais chato,
e menos feliz.
Minha mentalidade me usou de refém,
pra no final puxar o gatilho.
Todos veem meu sorriso,
mas não o que o palhaço vive sentindo.
Se as minhas feridas fossem externas,
eu seria só um pedaço de carne morta.
Por dentro, sou só isso mesmo.
Escrevo e fujo da realidade...
E, de novo,
eu finalizo o verso
sem sentido de verdade.
