O Valor do ser Humano Rubem Alves
Nossa luta contra a xenofobia não é a luta contra o sudeste. Existem pessoas preconceituosas em todas as partes, inclusive no próprio nordeste. No sudeste tem pessoas conscientes e sabem que o ódio não leva a nada, pessoas que também lutam contra esse preconceito. Enfim, não preciso prolongar esse assunto, apenas quero dizer que não devemos ser preconceituosos com o sudeste. O amor prevalece!
As pessoas tem mania de ficar pedindo coisas pra DEUS, nada contra, mas tenho em mente que presente não se pede, se ganha... E por merecimento, e Deus só pede em troca fé, coração aquebrantado e atitudes de cristão e não de religiosos. E já parou pra pensar quantos presentes ganhou em sua vida? Ganancia, egoísmo, falta de coração puro não combinam com uma vida em Deus. Não existe pecadinho e nem pecadão,Deus lê nossa mente, e o que tem que existir é um ser humano, que passe luz e alegria ao que se relacionam e buscam ajuda. Se somos a imagem e semelhança Dele, então devemos agir com amor, mansidão, reflexão, amizade, sensatez, e é tão simples viver ao redor de Deus, sentir seu sorriso e seu cuidado, Ele é pai, basta crer e sentir e repassar... Mais de Ti e menos de mim. Valdir Venturi
Quase morro de rir, quando vejo um Teólogo querendo definir Deus. O humano tentando definir o Divino. Pode!!!
Vingar é pagar o mal com o mal esse é parte de um instinto animal, pagar o mal com o BEM é o lado humano que na gente vem... No dia que a humanidade aprender a 'ser'-humano de verdade estaremos livres dessa selvageria que o mundo tem!
Somos apenas alguns dos tantos outros pontinhos que já pisaram e que ainda pisarão na Terra. Ela própria, inclusive, é outro pontinho azul, no meio do nada e rodeada por uma infinitude de outros pontos.
Eu não sou de ferro, nem tão pouco imune a tudo. Sou capaz sim, de suportar muita coisa, mas o que mais me parece inofensivo:É o que mais me desgasta!
Os seres humanos não são descartáveis, mas agem como se fossem. São alma e carne, mas agem como se fossem papéis e plásticos, e a “ficada” sem compromisso se torna uma espécie de crime passional, porque de uma forma unilateral, estamos forçando a alma o que o nosso instinto carnal solicita. Forçamos nossos corpos e alimentamos um desejo momentâneo de algo que não necessitamos. Usam uns aos outros e jogam fora, feito talheres de plástico que servem apenas como meios do alimento chegar até você e saciar seu apetite. Nada além disso. E até então repetir-se o ciclo vicioso novamente. É como mascar chicletes enganando o nosso cérebro que é um alimento para nosso sustento.
Já que nem tudo é exato, penso e sinceramente digo que matematicamente calculando e metaforicamente questionando, pergunto! Por que querer ser? Por que ostentar sabedoria e acumular números? Humanidade senhores, só isso; humanidade.
Dizeres à vossa excelência, humano.
Humano! Vossa excelência é um dominó:
sólido e confiante quando de pé;
mas de uma certa forma atinge a todos os mais próximos quando cai.
Homem!
Vossa excelência é um xadrez:
tens poder de ser jogo
ou de colocar em jogo algo ou alguém.
Também és projeto de perfeição e complexidade.
Criatura!
Vossa excelência é uma dama:
sempre com ânsia de guerra;
vagando de casa em casa, destruindo o inimigo.
Por fim, humano,
és também um origami:
sólido, complexo, caótico, alegre [...].
Nem todos tem a mesma forma...
Mas tem algo semelhante:
vós sois frágeis, benevolentes e tentam expressar
e/ou levar a alguém um simples gesto de alegria com a mais nobre das intenções.
Arte é o parto de novas ideias, a configuração da verdade ou sua busca. Arte é aquilo de mais próprio no ser humano, a expressão da sua ontologia, a composição de si mesmo e do seu contexto.
O vento leva e traz lembranças como o capitão destruidor do sonho da liberdade, traz de volta os medos e as angústias dos piores momentos da vida de um ser demasiadamente humano.
"Vim esta vez falarvos sobre um fardo. Há um pesado e antigo livro que possuo e não consigo me desfazer, ele não me foi dado e sim passado, de pai para filho, é assim feito por todas as gerações, desde o primeiro homem que viveu e escreveu a primeira página, deixou gravada toda sua culpa, o livro foi ganhando páginas extras a cada geração que nascia, e evidentemente foi ficando mais pesado. Alguns não suportam seu peso, outros nem notam mais. A maioria nem ao menos se dá ao trabalho de abrir, alguns tentam lê-lo mas desistem, eu faço parte dos que resolveram abrir e folhear as páginas, cada uma pesa em média 100 kilos, não estão escritas com tinta nem em nenhuma linguagem conhecida, somente lágrimas, umas de esperança, outras de desespero e dor, mas a maioria de arrependimento, estas são as mais amargas e escuras.
No começo fiquei irritada com a similaridade das histórias, pensei comigo, como depois de milênios não aprendemos nada?! Depois tive um momento de breve luz, imaginando que o peso nos obrigaria em algum momento a agir diferente. Foi quando exausta cheguei a primeira página que eu pude ver a verdade mais cruel: havia um espelho, eu me reconheci, pude contemplar a vergonha, a fraqueza e o quão imensamente me enganei cada vez que me senti melhor ou mais merecedora da vida do que qualquer outro ser, por mais pequeno que seja. A culpa e os pecados cometidos por cada ser me esmagaram. E nesta fração de segundo admiti a verdade de quem eu sou, de quem nós somos.
O maior erro humano é querer ser Deus, acha que tem o poder de escolher quem vive e quem morre, que coloca sua própria sobrevivência e bem estar acima de tudo e de todos, e não se dá conta que não aprendeu a controlar nem a si mesmo."
A civilidade de um homem só é possível perante o seu talento e sua capacidade de compartilhar a vida compreendida. A interação é, portanto, a nossa natureza, essência e razão. O que nos constrói e nos faz sermos o que somos, essa incrível permuta enigmática chamado humano.
Uma das coisas mais lindas da vida é se descobrir humano, pequeno e necessitado.
É belo quando podemos nos reconhecer como uma obra e não criadores!
Porque todos os anseios de criar e fazer acontecer passam a estar submetidos a vontade de quem nos criou e descobrimos que não somos os responsáveis de nada e sim participantes de uma história que não é nossa, mas da qual fazemos parte mas que Ele é o autor!
Isso não nos torna seres passivos, ao contrário, nos torna mais ativos. Ao aprendemos isso descobrimos que a vida se eterniza e se torna linda não por aquilo que você faz ou deixa de fazer...mas o quanto de amor tem nas suas atitudes...quem de fato vive, de fato ama.
E amor não escolhe o momento para sorrir, o amor sorri simplesmente porque ama e acolhe em si a alegria de um Deus que cuida.
Amar é uma ação de construção, de edificação, cheia de eternidade... ação essa que também não é nossa.
É dom de Deus porque Deus é Amor.
Que o Amor viva em nós!
