O Valor do ser Humano Rubem Alves
É nada, isso não é nada, o que vale é deixar ser levada.
Deixa-me ir te levando, levando quando vê: foi.
Tudo o que parece ser tão simples e lógico, pode ao mesmo tempo ser irônico. “Depois da tempestade vem a bonança”. Também à enchente e a lama, a bagunça e as doenças vêm. Assim a paz termina com a chegada da tempestade. (A. VALIM).
No mundo dos grandes pensadores continuam cometendo os grandes erros, A terra santa passou a ser um eterno inferno, evidenciado pelo revoado da fênix no território da fé, aonde nenhum milagre salva da destruição pela pólvora e urânio. (A. VALIM)
Qualquer esbarro, qualquer toque é involuntário. Qualquer um é ninguém, que finge ser alguém, que não teve intensão, que não sabe bem onde tudo começa.
A. Valim
A busca do saber não pode ser apenas por um ponto de verdade que se entenda como doutrina religiosa, imutável das verdades, mas para todo o saber um contínuo de discussões.
Deus é um ser criador do bem e do mal e por isso somos filhos e animais tão mal quanto seu o criador.
Ninguém tem a liberdade de escolher ou a de ser livre, visto que a liberdade ainda não é o ideal, pois o homem está sempre buscando uma alienação.
Deus na concepção do homem é o mais poderoso ser vivo para a função da seleção natural de sobrevivência da espécie humana. Para a seletividade de Deus não requer compreensão humana, mas a concordância com um ser onipotente e imutável. A seleção por Deus não é percebida em Darwin, nessa ideia se conota que Deus não é uma espécie como um ser vivo.
É mais fácil se acomodar a uma opinião pronta e ser normal numa sociedade moralista a que correr os riscos na criticidade.
Bom mesmo é ser um tipo de astrônomo/vidente com capacidades de ver vidas fora da terra, e ter duas vidas para ser vivida. Na primeira se constrói o passaporte com dupla cidadania, com fortes indícios de não ser familiarizado com a vida na terra devida à dedicação a vida cósmica.
Depois do dilúvio deveria o mundo ser repovoado de homens e animais bons. O dilúvio foi apenas mais uma “bondade” de Deus. Tão pitoresca quanto à valentia de Apolo sobre Píton “a serpente”.
Chuvas fortes também são apenas eventos da natureza, assim também nenhuma reza é capaz de acalmar a tempestade.
Jesus se revela ser um líder, porém prepotente e egoísta, impondo-lhes ao povo que comemorem sua morte como celebração da vida. Quatro séculos depois se deu inicio as comemorações (páscoa/quaresma).
