O Sol e o Vento

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Satanás é um fanfarrão rindo-se da forma como as ovelhas perdidas dançam ao sabor do vento.

Os pensamentos são como o vento
cavalos selvagens nos campos...
da tempestade dos nossos sonhos

São a força da fonte dos desafios...
dos aromas empolgantes viagens bravias
segredo, liberdade infindável e empolgante

Rostos a resgatar memórias de um possível..
passado, passado escrito no fogo donde
as lágrimas não conseguiram apagar.!!

Que neste último dia do ano venha um vento e leve todos os momentos ruins embora.

Jogar palavras ao vento, não se consegue se ter uma concentração única, entre os devaneios dos pensamentos existe um único sentido, a exatidão, do seu próprio eu mentindo para você mesmo.

Eu só quero paz, por que o resto, o vento trás...

A seca.

A seca trás sofrimento
a chuva nem piedade
o verde se foi no vento
e o gado deixou saudade
aqui se falta alimento
mas sobra dignidade

Que o vento sopre levando tudo de ruim, e que novos ventos tragam tudo de bom!

A minha dor, é o uivo do vento que se espalha pelo murmurar das folhas que caem no dia a dia das ilusões derradeiras.

De onde vem o vento
Às vezes fúria
Às vezes dormente
Astuto a driblar montes, mas espúrio
Pois de alguma forma se faz presente

De onde vem o vento
A trazer saudades
Como numa maldade
Ainda há de nos deixar dementes

Vento, ventania
Nos coloca em sintonia
Tira essa agonia
Minha mente grita em disfonia

Saudades dói, deixa a gente triste. Saudade é vento forte que varre a gente e nós deixa sem direção. Saudade é chuva fina, que cai os pouquinho e encharca e deixa um frio na alma. Saudade é sentir aqui dentro esse vazio que tua falta deixa. Mas ter de quem sentir saudade já é muito, para o vazio imenso que a saudade trás. E mesmo sendo a saudade triste,nunca será mais triste do que não ter de quem sentir saudades.
-Mery de Almeida.

Lei de Direito Autoral (nº 9610/98)

Menina das Cordas

Cavalgando de adorno a fantasia,
Tal como humano, a folha ao vento.
Sendo o tempo e a memória que não queria.
Puro nó bebendo da claridade
E da epístola, sendo ombros da excentricidade.
Curador de poucas verdades,
Sobeja pra ti os olhos e os tons das vossas bondades.
Clama os reinos e as tábulas, que flutuam hoje nas águas.
Rio de lágrimas, onde todas sois vós vossas majestades.

Deslumbrada e adornada a fantasia,
Plana, como voa o albatroz, pelas plumas da maresia,
Rumo ao mar e ao horizonte da voz,
Onde o clamor do por do sol,
Mergulha sobre a silhueta, doce mel,
Contornando de oiro os tons da tua pele.
Menina, das curvas e dos meus horizontes!
Se eu me apaixonar sem desdém,
Será pelo radiante azul do teu olhar
E pelo que advém, do teu sonhar!

Flauta de cordas e do acordar, fio de cerol.
Medida de pena, grandeza de mol.
Vossas majestades, perdoa de mim minhas verdades.
De fronte, vejo teus doces cabelos de oiro,
Encobrindo os ombros da excentricidade.
Coroa Elfos e cavaleiros de vossas majestade
Mãe terra, tua vida concebida sem pecado.
Chora rios, chora mares, chora alarvidade
Chora se de novo voltares, a parir humanidade!

Insónia


Na tua ausência, amor,
tem dias que nem um vento se sente. É como se a aragem entrasse pelas ventas do mundo, e no vão entre mim e ele, restasse um vazio. Um nada.

Na insípida madrugada, o desconcertante censo de vazio.
Acordado, fecho os olhos, e dentro de mim vou tateando na escuridão, lembranças que esbarram no peito.

Serenatas longínquas que o vento traz, embalando a insónia, feito ondas de um Atlântico.
Bailado de vida, vai vem de memórias e sentidos.

Na hora em que o mundo adormece, é quando o silêncio grita mais alto na saudade de um tempo que foi e não volta.

Constante, é este condensar o pensar nesta forma estranha de estar.⁣
Vivi no teu peito, e na despedida de um beijo, morri.


A lua cheia vem clarear
a inocência desse amor...
O vento anuncia
a chegada da minha flor.
Cheiros do perfume
o aroma de uma rosa incendiou...
Meu coração por ti espera
uma paixão que encantou
meu peito senti um aperto
que meu amor vai chegar
é um sentimento inexplicável
que não a como parar...
Minha rosa já chegou
pulsou forte meu coração,
um brilho lindo nos olhos um amor uma paixão.

⁠Então joguei tudo ao vento.
Poesias, raiva, ressentimentos, dores, alegrias, amores, momentos...
Tudo o que não era meu, o vento levou e deixou somente as coisas boas aqui dentro.
Olhei para o céu e agradeci.

⁠Pois é a noite que me envolve em silêncio... E o murmúrio do vento é o acalanto da minh'alma⁠.

⁠"Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido." Fernando Pessoa .
É sobre esses momentos que venho falar. Momentos súbitos, repentinos, não planejados. Momentos em que vou de encontro a vida e ela em direção a mim. E o encontro acontece. Nada mais precisa de significado ou explicação. A vida me acerta em cheio. Quem olha pode pensar que é apenas uma paisagem, uma brisa, um vento ou um outro evento comum da natureza. Quem dera pudéssemos nos encontrar mais vezes.

Quando o vento da sensatez sussurra em meu ouvido, dissipam - se as nuvens escuras que obstruia a minha visão, minha mente se faz liberdade, minha voz se faz oração.

Corta até vento, imagina seu coração ❤️

lombeira

passa lento a lentidão
devagar que dá canseira
o vento sopra mansidão
no cerrado dá lobeira

pasmaceira de vidão...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano

ESPERTINA (soneto)

O cerrado está frio, lenta é a hora
É tarde da noite, o vento na vidraça
Pendulando o tempo, tudo demora
E o relógio, em letargia não passa

A espertina virou no dormir escora
Tento escrever, mas a ideia está lassa
A vigília do olhar não quer ir embora
Viro, e reviro no liso lençol de cassa

Dormir? O sono no sono faz ronda
O frio na minha alma faz monda
E o adormecer em nada me abraça

Que insônia! O sino da igreja já badala
O galo da vizinha o canto já embala
E o sol pela janela a noite ameaça!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Julho, 2016
Cerrado goiano