O que Passou Passou
Desde que a FIFA passou a pensar com os pés, a torcida com as cabeças dos outros, nossos futebolistas já não usam nem eles, nem a cabeça.
Talvez o problema nunca tenha sido exatamente o futebol, mas o que fizemos dele.
Um jogo que nasceu como expressão espontânea de corpo, inteligência e improviso foi sendo lentamente capturado por interesses que preferem o automático ao criativo, o previsível ao genial.
Pensar com os pés, nesse contexto, deixou de ser metáfora poética da habilidade e virou sintoma de uma inversão: decisões tomadas longe do campo, desconectadas da essência do jogo.
A torcida, por sua vez, que antes era extensão pulsante da arquibancada, passou a reproduzir discursos prontos, terceirizando até suas próprias emoções.
Já não se vibra apenas pelo que se vê, mas pelo que se manda sentir.
E quando a emoção deixa de ser autêntica, ela facilmente se transforma em massa de manobra — barulhenta, intensa, mas pouco consciente.
E os jogadores?
Esses parecem cada vez mais pressionados a cumprir roteiros invisíveis.
Entre contratos, estatísticas e expectativas infladas, o improviso — que sempre foi a alma do futebol — vai sendo sufocado.
Jogar com a cabeça, no sentido mais nobre, exige liberdade para pensar, arriscar e errar.
Mas, em um ambiente onde o erro custa caro demais, a criatividade se torna um luxo perigoso.
No fim, talvez estejamos todos participando de um jogo que já não reconhecemos completamente.
Um jogo onde se corre muito, fala-se demais e pensa-se de menos.
E aí, ironicamente, aquilo que sempre nos encantou — a inteligência que nasce do corpo em movimento — vai sendo substituído por uma coreografia previsível, eficiente… e cada vez menos humana.
Desde que a CBF passou a pensar com os pés, nossos futebolistas já não usam nem eles, nem a alma, nem a cabeça.
E isso é tão provocativo quanto uma bicuda do meio de campo, mas toda provocação nasce da inquietação diante de uma realidade que insiste em se repetir.
O futebol brasileiro, que durante décadas encantou o mundo pela criatividade, pela inteligência e pela irreverência, parece ter trocado a ousadia pela burocracia, a inspiração pela previsibilidade e a identidade pela conveniência.
O futebol nunca foi só um mero esporte para o Brasil.
Sempre foi uma manifestação cultural, uma linguagem natural.
Cada drible era um ato de liberdade, cada passe revelava inteligência, cada gol carregava a alegria e a esperança de um povo que transformava dificuldades em espetáculo.
Mas, em algum momento, essa essência começou a flertar com agendas ocultas pelos corredores do poder.
Quando quem dirige o futebol demonstra falta de visão, planejamento e compromisso com um projeto de longo prazo, essa pobreza de ideias inevitavelmente chega ao gramado.
Jogadores passam a executar mais do que criar, obedecer mais do que interpretar o jogo.
O improviso deixa de ser virtude para se tornar risco, e o medo de errar sufoca a coragem de tentar.
Os pés, antes instrumentos da genialidade, tornaram-se mecânicos.
A cabeça, que fazia do improviso uma estratégia, passou a seguir fórmulas prontas.
E a alma — aquela chama que transformava partidas comuns em momentos inesquecíveis — parece ter sido deixada para trás, substituída por um futebol eficiente apenas na aparência, mas incapaz de emocionar.
Não faltam talentos ao Brasil.
O que falta é uma direção capaz de compreender que o futebol não se resume a números, esquemas táticos ou interesses meramente políticos.
Grandes jogadores precisam de um ambiente que estimule a inteligência, preserve a criatividade e respeite a personalidade de quem entra em campo.
Afinal, o futebol sempre exigiu pés habilidosos, mas jamais dispensou uma cabeça pensante e uma alma apaixonada.
Perder faz parte do jogo.
O que não pode fazer parte da nossa história é perder a identidade.
Porque títulos podem voltar, como tantas vezes voltaram.
O que será muito mais difícil recuperar é aquilo que fez o mundo olhar para o futebol brasileiro com admiração: a capacidade de jogar com alegria, pensar com inteligência e competir com coragem.
Enquanto a gestão continuar tropeçando nas próprias escolhas, continuaremos produzindo um grande paradoxo: um país que revela alguns dos maiores talentos do planeta, mas que insiste em desperdiçá-los por falta de direção.
E talvez seja esse o retrato mais triste do nosso futebol: não a ausência de craques, mas a escassez de ideias.
Porque, no fim das contas, quando quem deveria pensar passa a fazê-lo com os pés, sobra aos que jogam apenas correr.
E um futebol que deixa de usar os pés com arte, a cabeça com inteligência e a alma com paixão pode até vencer de vez em quando, mas jamais voltará a nos encantar como antes.
"Era tão precavido, mas tão precavido que só passou a beber mate depois dos 80 anos de idade!"
Frase Minha 0183, Criada no Ano 2007
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Meu vizinho passou a me cumprimentar, o que jamais fez em mais de dez anos. Ou o pobrezinho está pra morrer ou precisa de algum favor!"
Frase Minha 0368, Criada no Ano 2009
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"A moça finalmente passou naquele concurso e conseguiu emprego. Ela cha que foi por ter Estudado Muito. A mãe acha que foi por causa da Simpatia. A avó acha que foram as Preces. A amiga acha que foram as Cartas. O namorado acha que foi o Amuleto. O pai acha que foi o Horóscopo. Eu, sinceramente, acho que foi por isso que inventaram Robôs. Ainda bem e Amém!"
Frase Minha 0483, Criada no Ano 2010
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Hoje, ainda na cama, sonhei que sentia saudade de ti. A saudade passou, tão logo acordei e vi que, felizmente, estava longe de ti. Que alivio!"
Texto Meu No.1022, Criado em 2021
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
0183 "Só passou a beber mate depois dos 80 anos de idade. Para ele (e os dele) isso é ser precavido!"
0361 "Por falar nisso, ele disse que não passou naquele concurso não porque as respostas dele estivessem erradas. 'Erradas estavam as perguntas', disse-me ele!"
0368 "Depois de mais de dez anos 'mudo', meu vizinho passou a me cumprimentar. Ou o pobrezinho está pra morrer ou precisa de algum favor!"
1351📜 "Descobri que cheguei à Velhice (ou que o tempo passou), porque sou da época em que Grupos de Rock eram denominados Conjuntos ou Grupos e não 'Bandas'. Bandas são (ou eram) aquelas militares, as escolares e as dos coretos!"
1352 📜 "Outro indicativo de que estou velho (ou que o tempo passou) é que sou da época em que não havia taxa de turismo nas cidades brasileiras e, nas praias, não havia cobrança generalizada até para sentar na areia!"
1022 📜 "Ainda na cama, sonhei que sentia saudade de ti. A saudade passou, tão logo acordei e vi que, felizmente, estava longe de ti. Que alivio!"
2194 📜 "Eita.. Que passou por aqui um Textão. Assustei -me de 'arrupiar' tudo, como dizia Minha Tia Horlanda!"
2227 📜 "Misericórdia! Passou agorinha outro daqueles Textões. Eu mesmo vi só de relance e não dei bola (como sempre). Mas...Minha governanta está aqui e disse que o Textão que passou era tão grande que lembrava um Tolete (Tolete de Palmito, eu espero)!"
2275 📜 "Socorro, Alguém me ajude! Não é nada, não, gente. Foi só um Textão que passou por aqui e eu me assustei. Ele já foi embora! Textões, em Redes Sociais, me assustam mais até do que Visita de Alienígenas!"
Agora livre sou, Cristo me libertou
Agora eu posso cantar, aquela dor que eu tinha já passou
É uma nova história, Ele me deu vitória
Eu vou seguindo com fé
Eu sei, no fim vamos se ver na Glória Pedro Victor Stecca / Estevao Lino / Ivair
Alguns dias atrás uma tempestade veio a meu encontro,mas ela passou e não deixou rastros!
É ai que você percebe que se tornou forte!
“Passou mais uma noite, e fui me apaixonando um pouco mais. Imaginando a sensação boa que o abraço dele tem. Percebendo que contar os sorrisos que ele da é o cálculo mais usado por mim. Dormi pensando como seria a respiração dele na minha orelha. Mais uma madrugada passou. Eu acordei e percebi que estou ferrado por amar alguém desse jeito. E mesmo assim, a única coisa que eu quero fazer é segurar a mão dele mais forte.”
Desculpa querido, o tempo passou, e te levou junto. Passado é tudo aquilo que voce significa para mim no meu presente.
