O que Nao Elabora se Repete Freud

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O Direito é a memória institucional de uma humanidade que descobriu que a força não produz verdade.

O verdadeiro teste de uma Constituição não está no tratamento que reserva aos fortes, mas no limite que impõe contra eles.

Toda democracia precisa de tribunais capazes de dizer “não” quando o poder aprende a dizer “sim” a si próprio.

O Direito não é a ausência de conflitos, mas a recusa de resolvê-los pela destruição do outro.

O Direito falha não apenas quando condena o inocente, mas também quando ensina o poderoso que certas vítimas não contam.

A justiça não é a vingança da sociedade contra o indivíduo; é a sociedade impondo limites à própria capacidade de vingança.

Uma sociedade verdadeiramente livre não é aquela sem violência, mas aquela em que ninguém precisa tornar-se violento para ser ouvido.

O maior triunfo jurídico não acontece quando o culpado é castigado, mas quando a próxima vítima deixa de existir.

Segurança pública não é o Estado protegendo-se do cidadão; é o Estado protegendo o cidadão da violência.

Uma sociedade segura não é aquela que prende mais, mas aquela que precisa temer menos.

Onde a segurança depende exclusivamente da força, a paz ainda não chegou.

O Estado não pode combater a violência reproduzindo a lógica que pretende superar.

O criminoso não perde sua condição humana quando perde sua liberdade.

O cidadão precisa sentir medo do crime, não medo indiscriminado de quem deveria protegê-lo.

O Estado de Direito não desarma a autoridade; desarma a autoridade de abusar do próprio poder.

A violência não desaparece porque foi proibida; ela diminui quando suas causas deixam de encontrar espaço para crescer.

A eficiência da polícia não se mede apenas pelo número de prisões, mas pelo número de vidas que deixou de ser necessário salvar depois.

Segurança pública não é a suspensão dos direitos em nome da paz; é a proteção dos direitos que torna a paz legítima.

Toda violência estatal precisa ser juridicamente necessária, porque o monopólio da força não é monopólio da razão.

Não existe segurança duradoura onde a população perdeu a confiança nas instituições.