O que Nao Elabora se Repete Freud
Eu falo que você faz "tudo isso" e você, na verdade, não faz nada, são apenas as minhas Interpretações, meu jeito de permanecer.
Eu tenho medo dos meus abismos, e creia, não é por não saber o que existe dentro deles, é exatamente pelo contrário.
Eu adoro as sensações que você consegue provocar em mim, todas!
E eu não me importo com definições de certo ou errado
Só consigo pensar no quanto isso é único
E do quanto esse contato m ajuda traduz partes de mim que geralmente são esquecidas
Se não fossem palavras, seriam rabiscos, manchas de tinta, o que for
Ela sempre encontraria um jeito de se expressar
E a forma como se expressa
ou o que provoca em si mesma
Não é culpa de ninguém
Não é um peso
Ao contrário, é libertador
É suave como um bálsamo
A sua única busca é
Poder ser quem é
E sentir o que sente
Bastaria você pedir
E eu não daria mais um passo
Você não sabe o poder
que tinha nas mãos
E que toda a minha loucura
Era na verdade uma tentativa
De te ter pra mim de novo
Não se engane com minha melancolia
Ela é uma parte de mim que me renova
E eu não quero evitá-la
Ou fingir que não existe.
Eu não sei o que pensar
Quando você sente igual
Pensa igual
O que fazer
Quando você
Me decifra em você?
Fazê-las?
Não fazê-las?
Espero que sumam?
Espero que sejam as mesmas que as suas?
Ignoro?
O que fazer com as perguntas que insistem em surgir?
Somos um amor não testado?
Uma coleção de perguntas sem resposta?
Um sem-fim de começos não vividos?
Eu ainda teimo em escondê-la
Mas já não há mais lugar
onde ela caiba por inteiro
Sempre sobra uma parte
O que fazer com esse ser de ambivalências que habita mim?
Como não ser ambivalente?
Como faz?
Como acabar com essa sensação
De me perder a cada vez que me acho?
Como faz para ser uma só?
Todos são assim?
Será que meu problema
é que eu disfarço pouco?
