O que eu sou
Eu sou um poeta, coração
Você é minha inspiração
Ver sua beleza é admiração
Como uma obra de arte, fascinação
Nem Da Vinci faria algo de uma simulação
Essa moldura que você é uma perfeição.
Perdido no labirinto da incredulidade,
Eu sou um eco que busca identidade.
Na procura do eu verdadeiro, mergulho,
Liberto-me das sombras do meu casulo.
Eu sou como um livro aberto
Garanto não esconder nada
Sei que não sou muito esperto
Porriso tem folha arrancada
As vezes eu queria pensar que eu sou uma pessoa totalmente fria, que não tenho sentimentos e que eu não sou intensa, eu queria poder dizer que ninguém consegue me machucar e que eu não ligo pra nada, e eu posso ate falar isso, mas seria mentira, eu sou sensível, intensa, e me magoo com qualquer coisa, e eu tiraria cada estrela do céu pra mudar isso em mim, pelo menos, pra não me machucar mais.
Eu sou um girassol,
E giro em torno de você,
Você é a minha luz,
A minha luz do amanhecer.
És a esperança do amanhã,
Ó amanhã que tudo irá fica bem,
O bem que eu quero, você.
Eu sou assim, quando me apaixono vou muito fundo. Coloco a pessoa num pedestal onde eu fico a admirando, penso em como fazer ela feliz e me policio pra não magoá-la. Mas infelizmente nem todos sabem receber esse meu amor doido! Aí acabo me machucando, quando caio em si e percebo que aquela pessoa que eu idealizei demais é um ser humano que erra!
Além de preto e poeta, eu sou revolução
Eu ia escrever...
E juro que de início iria escrever um rap
Mas minha caneta era preta
Se eu continuasse daria treta
Por que toda história que preto escreve com uma preta, é porreta.
Seria uma história sobre o próximo 20 de novembro.
Mas até onde me lembro, não tem muito o que comemorar
Se tudo que fazem com pretos e pretas no mundo, é matar.
Eu já cansei de ver no jornal, mais um preto foi baleado foi parar no hospital
E começa-se uma grande divulgação,
Por que parece ser entretenimento ver preto sofrendo na televisão
E não importa o quanto o mundo envolua, o preto sempre vai parar em um caixão.
O racismo se tornou uma coisa tão rotineira
Que ninguém se importa mais em falar "lista negra ou a coisa tá preta". Mas, como dizia Mídria, "ainda bem que os pretos e pretas estão se amando, se armando contra o racismo o colorismo. Haa o colorismo, o colorismo é uma política de embranquecimento do estado
Que faz com que os pretos e pretas queiram odiar os traços genéticos dos seus pais herdados".
Olha ali o negrinho cabelo bombril, que saliente
Então já que meu cabelo é bombril, eu vou lavar essa vergonha na sua cara, hô demente.
Tá, qual é Edgi, isso não foi nenhum pouco de improviso.
Mas tudo bem, pelo menos cada dia que passa eu vejo menos pretos e pretas andando com cabelo liso e se assumindo com são, sem essa de colorismo.
E se depender de mim, o futuro será sem racismo, colorismo, discriminação
E será uma outra história contanda na televisão
Por que além de preto e poeta, eu sou revolução.
Existe algo muito precioso no UNIVERSO, ele se chama TEMPO. E você sempre me fornece o seu. Eu sou muito sortuda em ter você na minha vida. As vezes não falo, não demonstro, mas sei do seu valor como pessoa...
Eu sou oriundo, cujo derivo não é tangível, não sei minha etnia e vos digo que para mim isso não faz sentido, tal como o preconceito, que é uma construção social, que não é de fato real.
É que eu sou solta, meu amor
Sou dona de mim mesma e não ouse me prender
Eu jamais pertencerei a você
Nem as minhas curvas você consegue ler
Acredite, eu sou demais para você.
Que coisa feia que você me odeia
e quer me ver morrer numa cadeia
porque eu sou tão puro quando eu te procuro
querendo um abraço e eu não te ameaço pois o meu coração não é feito de aço...
Não me compare a ele, meu amor, Pois eu sou o fogo que te consome, sem pudor. Estou em você, em cada pensamento, Sou a paixão que te leva a loucura, a todo momento.
Deus só existe fantasiado na vossa mente
Eu sou Diabo, o único ser superior existente
Vocês são minha criação, feitos à minha semelhança
Por isso é que o mundo é um palco de malevolência
Quando praticam o Bem é só um acto de desobediência
Vossos instintos naturais são o ódio e a ganância
Terão sempre a ditadura, a escravatura, a opressão
Descriminação, censura, repressão
Minha função foi criar-vos para auto destruírem-se
Para fustigarem-se, invejarem-se e consumirem-se.
Quem eu sou?
O que devo fazer?
Quem devo ser?
Quais palavras devo
escolher?
É complicado,
a mente não ajuda,
Me sinto maluca,
Tudo se acumula.
O medo me amarra,
A emoção embala.
Quero fugir, mas para
onde ir?
Respostas? Nada.
Me sinto em uma vala,
sem ar, prestes a sufocar.
Talvez melhor saída não há.
Quem sou eu? Sou um estranho na vida das pessoas. Para muitos eu sou invisível, tratado como marginal, um lixo pra sociedade. Quem eu sou de verdade? O catador de reciclagem.
“Eu sou o último homem de pé, o porto seguro, não posso me permitir ser fraco, mesmo sendo, mesmo diante das dificuldades eu sempre serei o último homem de pé.”
