O que as Pessoas Querem que a Gente Seja
Vê passarela, como dança balança a pança e recua, a gente sua, a roupa suja da cuja se lava no meio da rua...
Tem gente que é tão da gente, que pode até não entender o que falamos, mas com certeza entende o que sentimos!!!
Tenho visto o mundo um pouco diferente. A gente precisa se incomodar menos. Tem tanta coisa bonita pra gente viver, aprender.
Cicatrizes, são pra sempre. Elas vão estar sempre ali, a gente sempre vai lembrar delas. A pequena diferença é que elas não doem mais, são apenas recordações de antigos ferimentos.
Nos apaixonarmos... Se apaixonar é uma delícia, a gente passa a sorrir com mais vontade, as coisas realmente se tornam mais belas aos nossos olhos quando estamos apaixonados. Há quem diga que se apaixonar é ruim, que faz sofrer, faz machucar, há quem diga que se apaixonar é muito bom, é agradável... Eu particularmente adoro me apaixonar e se pudesse me apaixonaria todos os dias, por várias coisas e pessoas, eu acho a paixão linda, ela é cheia de entusiasmos, nos traz sentimentos fortes, independente de serem bons ou ruins, são fortes...
Paixão pode ser de tantas e tantas formas, por tantas e tantas coisas e pessoas, existem apaixonados pela música, apaixonados por palavras, apaixonados por um amigo, apaixonados por um amor, apaixonados pela arte, apaixonados por tantas coisas, ah e claro, existem aqueles que são apaixonados pela vida...
Penso eu, que a paixão é tal importante como o sonho, ela nos mantém de pé, nos faz suspirar, nos traz vontade fortes, sentimentos diferentes, a paixão não nos deixa ficar parados, ela nos provoca, nos faz transborda de tanta euforia, que nos obriga, nos força a se mover, tal como os sonhos... Se apaixonar é uma delícia, é muito gostoso, é saudável, é recomendado.
Se apaixone, se apaixone por você, por alguém, por uma data, por uma roupa, por uma música, por uma profissão, por um lugar, por uma época, se apaixone pela sua vida, mas não deixe de se apaixonar!
Em alguns momentos, a gente precisa de mais do que nos dão. Certos períodos são delicados, exigem mais atenção, cuidado, amor, dedicação, delicadeza. Acho que é isso: tô precisando do céu.
"Mas como nesse terreno da vida o que vale é o que a gente planta nele, do nada, surge uma penca de girassóis e aponta um céu. Um céu de escolhas felizes e tão mais claras. Esses girassóis costumam chegar quando você menos espera. Mas você sabe o momento em que eles chegam pelo cheiro de carinho no ar. Cheiro de abraço de amigo, colo de mãe. Cheiro de bolo saindo do forno e passeio de domingo no parque. É nessas horas que você percebe que Deus não desiste nunca. E que ele sempre prepara surpresas risonhas pros nossos caminhos. Mas pra você recebê-las terá de ter um coração aberto e tranquilo. Por isso, quando chegar a hora de dormir, não esqueça de acender a vela da fé, aquela que mora no coração e que acende a alma. A única vela que nos mostra o rumo."
Da vida a gente leva a vida só, aproveite você tem uma vida só pra sonhar, sofrer, tentar, fazer errar, aprender a viver.
A falta de atenção ou de amor faz a gente perceber que nem sempre é ruim ficar só, pois aprendemos a nos amar mais e perceber que ninguém é mais importante do que nós mesmos.
A gente vai indo, indo, indo…. Até chegar em um certo ponto sem perceber. A inesperada hora. O momento em que só resta se afogar um pouquinho e pagar o preço por ter mergulhado demais, por ter nadado demais até o fundo. Por ter descoberto a verdade dentro da escuridão e a real profundeza do outro. Por ter conhecido as estranhezas sem ter tanto tempo pra voltar a superfície. Sem conseguir chegar a tempo até a realidade. Amar tem um preço (que não é nada barato) caso a correnteza te leve para um destino não muito agradável, ou pra uma ilha deserta e te tire o amado pra quem tanto você remou a procura de um amor reciproco. Quem se dispõe mergulhar por completo, se dispõe também a deixar os bolsos cheios de areia e voltar pra casa sem pérola na concha, a ficar apenas com um barco furado, com a rede rasgada, perder os remos e desaprender a nadar. - Ainda bem, que é só até o momento em que a maré abaixa e as ondas maiores recuam.
A gente mente a dor que não dói. Mente o amor que não sente falta. Mente o equilíbrio que não tem. Mente a vontade de falar um palavrão. Mente contando história de que tudo vai passar. A bondade que não temos. A mágoa que ainda existe. Não há quem escape das mentiras que aprendemos para viver. Mente o feio. Mente o bonito. Mente o mais ou menos. O quase, quem sabe, talvez. A verdade tirou folga. Está de férias ou foi demitida.
O momento em que você percebe que o outro não te quer é mágico. A gente acorda, se sente nova, se sente livre. É claro que não se afoga um sentimento do dia para a noite. Mas a gente tenta preencher aqueles espaços com coisas novas: músicas diferentes, bons livros, trabalho, amigos, decoração da casa, um animal de estimação. Tudo serve para animar, renovar, encher a casa, a vida e preencher o tempo, costurar e remendar nossas feridas. É claro que vai doer, é claro que você vai sentir, é claro que o sentimento ainda vai latejar por um tempo. Mas a gente supera a partir do momento em que decide o que merece.
Quando vê a gente se perde. É só tudo perder o sentido e a gente se separa. É só a gente se separar pro sentido voltar. O brabo é toda hora ficar procurando uma nova canção que sirva pra nós.
Tem gente que mexe com a gente, é alegre, radiante, tem brilho próprio... da vontade de ficar apenas olhando, apreciando cada parte de seu corpo... Vontade de sentir o calor de sua pele, acariciar seu rosto, afagar seus cabelos. Sentir o seu cheiro. Esta vontade de segurar a sua mão e não soltar... sentir o pulsar de se coração e o ofegar de sua respiração. A sua beleza vem de pequenas coisa, de pequenos gestos, de pequenas frases... Ao saber que tudo isto não posso fazer, fico triste. Sofro em silencio... por medo, por falta de coragem, por medo de não ser correspondido. Ja fiz de tudo pra esquecer... mas não é facil... acho ate impossível... a serenidade diante a tua presença, é a única coisa que que consigo controlar... como é difícil ver você... como é difícil gostar de você... Mas é ainda mais difícil ficar sem ver você....
E se a gente simplesmente reconhecesse que nosso relacionamento é ruim, e mesmo assim ficasse junto? [...] Dai a gente poderia passar a vida inteira junto... infelizes, mas felizes por não estarmos separados.
Planetas
Ela não sabia amar, só sabia que queria. Acho que é porque quando a
gente ama de verdade, nunca tem certeza, apenas desconfia (mesmo que no
fundo tenha certeza). Ter certeza que amamos alguém quando se é jovem,
exige responsabilidade demais (tanto para quem ama, quanto para quem é
amado), mas amor, amor é quase sempre irresponsável.
Um dia, olhando fundo nos próprios olhos, ela conseguiu ver todas as
cores bem de perto. Seus olhos pareciam um pedaço de terra. Eram a
superfície de um novo planeta. Foi quando ela percebeu que todo mundo
carrega um planeta nos olhos e que cada um sabe o que vê do seu
planeta. E só cada um sabe o que vê do seu planeta. De vez em quando,
quando ninguém está vendo nem Deus está ouvindo, os planetas choram
sozinhos (é quando eles mais se parecem).
O planeta dela tinha uma vista linda, mas quase sempre confusa demais.
De qualquer forma, era lindo. Do planeta dela, as cores no céu eram sempre
vivas, e a música sempre alta. O resto do mundo dançava, mesmo sem
perceber, o resto do mundo dançava. Chegava a doer de tão bonito. Mas nem
tudo era tão bom assim... Quando ninguém estava vendo, nem Deus ouvia, seu
planeta congelava. Não tinha mais cor, nem som, nem gosto. Só o planeta
congelado e uma saudade enorme de um lugar que não existia. Você já sentiu
saudade de um lugar que não existe? De um
abraço que não recebeu? De uma música que nunca ouviu? Ela sim. Ela sempre
sentia.
Até que um dia, como nunca se espera, ele surgiu de longe, estranho,
fora de contexto. Carregava nos olhos um planeta que ela não entendia, mas
que de certa forma matava um pouco da saudade que ela sentia
daquele lugar que nunca tinha ido. Deve ser por isso que ela quase sempre
o procurava. Depois que um planeta descobre outro, nunca mais é a mesma
coisa. Dá vontade de saber como é a vista daquele novo lugar. Dá vontade
de ser a melhor vista daquele lugar. Mas no caso dela,
talvez fosse só saudade.
Ele dizia coisas que faziam ela rir. Ou não dizia nada, mas sem ter o
que dizer, ela também ria. Ela sempre ria dele. Ele a incomodava de um
jeito estranho (de um jeito quase bom). Na hora de ir embora dava
sempre uma tristeza, porque os dois sabiam que no fundo eram apenas dois
planetas diferentes. Da última vez que ela foi embora, a
tristeza foi maior do que de costume. Talvez ela não volte mais tarde.
Antes de ir ela sentiu medo, um nó, que de tanto espremer o coração fez
molhar aquilo, que bem de perto parecia um pedaço de terra(parecia outro
planeta), mas na verdade eram apenas dois olhos. Ela queria dizer que ao
encontrar ele teve a sensação de matar a saudade de um lugar desconhecido
(mas que mesmo antes de se conhecer, já se sentia falta). Ela nunca vai
conhecer bem esse lugar, mas vai continuar sentindo saudade dele.
Ela não sabia amar, só sabia que queria. Acho que é porque quando a
gente ama de verdade, nunca tem certeza, apenas desconfia (mesmo que no
fundo tenha certeza). Foi quando ela percebeu que todo mundo carrega um
planeta nos olhos e que cada um sabe o que vê do seu planeta. E só cada um
sabe o que vê do seu planeta. O planeta dela tinha uma vista linda: as
cores no céu eram sempre vivas, e a música sempre alta. O resto do mundo
dançava, mesmo sem perceber, o resto do mundo dançava...
A vida é sempre uma história mal terminada, porque ela nunca termina até
terminar...
