O que as Pessoas Querem que a Gente Seja
A Gente mente
Sente quanta diferença faz
Crer ou não
Mentira
É mentir pra só pra si
Somente o tempo sabe a resposta
Mas o coração
Definitivamente
Não tá mais disposto
Ele tenta
O relógio é mais forte
Falso dia, modorrento
Eu tento ouvir a voz de Deus
Descalço e louco
Ouço o vento
Coração batendo fraco
A cada dia mais lento
Eu vejo chover ao Sol
Mas não chove
Essa tempestade somente
Se move aqui dentro de mim
Um dia
A amizade com a alegria
Aquela de viver
Se rompe
O coração grita baixinho
Mas o som da chuva não deixa
Tudo se fecha
Não há vaga
Vagas lembranças de que um dia
A gente podia confiar
Mas o coração
Mentindo pra gente
Não quer crêr
Então ele inventa
Pra fugir do que quer
Tentando ser ouvido
E faz a força
De querer não crêr
Desista
Coração egoísta
Carente de paz
Nada mais é pra sempre
Pra sempre agora
O coração chora em silêncio
Quando percebe
Que pra sempre
Nunca mais.
Edson Ricardo Paiva.
Agora a gente pode
Pode rir e viver
Agora a gente pode ir
Agora você pode mostrar
Aquele sorriso pronto
Eu conto as horas, todo dia
Agora a gente pode contar pra todo mundo
Que não tem lugar nenhum onde ir
Agora a gente pode rir
Mas a vida fez tanta coisa da vida
Que embora podendo sorrir
A gente não ri, nem chora
Hoje, agora, chegou a hora
Finalmente, hoje é aquele grande dia
Que a gente tanto esperava
Num tempo em que podendo rir, não ria
Alegremos nós, aos nossos corações
Aquela linda oração foi ouvida
Hoje a gente sabe
O que a vida espera da gente
Justamente agora
Que não se espera mais nada da vida.
Edson Ricardo Paiva
Fumaça
A vida é simples nuvem
Na lembrança um sorriso
O cabelo esvoaçando
E chove, mas a gente
Não percebe
Qualquer semelhança
Nuvem, ventos, fumaça
Quando tudo se vai
Melhora, se a gente esquece
O coração não consegue
Agora que a vida prossegue
O branco da nuvem
Céu azul
Eu não sei se desejo
Que o tempo pare
Ou passe um pouco mais depressa
Hoje
Só o tempo esvoaça
A vida não faz
Nem tampouco ela cumpre promessas
Mais um dia se vai
Pra nunca mais
A vida perdeu o brilho
O viço e a chama
Os trilhos e o rumo
O prumo e a graça.
Edson Ricardo Paiva
Pra que a gente possa um dia
Sentar-se na cadeira de balanço
E Num final de tarde
Olhar pela última vez
Pra dentro de si mesmo
E dormitar
Até que a morte venha
E nos acorde delicadamente
Pela primeira vez
Perceber que a vida passou
Não fica quase nada
Pouca coisa além que relações de afeto
Isso apenas nos indica
de que sempre
Alguma coisa vem
Mesmo que não fique quase nada
Fica o pó de giz, que flutuava à luz do Sol
Fica a Lousa apagada no final da aula
A bicicleta quebrada, lá no fundo do quintal
Que igual à vida
Foi ficando pra outro dia
Fica a lembrança
de um nome escrito na calçada
Quando o cimento permitia ainda
O Primeiro dia de trabalho
Aposentadoria
A condução que chacoalhava
A notícia boa que não vinha
Tinha também a ruim
Fica a culpa
Que toda desculpa despejava em mim
Os abraços que nos demos
Os laços de amizade e de amor
Só não fica nenhuma dor
Conforme a cadeira balançou
Ela se foi
Pois não pôde ser dividida
A arte da vida ensina
Que sempre existe alguma coisa
A jamais ser repartida em dois
Termina quando a gente sabe
e aprende
Que há sempre algo
Que ao nosso saber não cabe
E um dia qualquer
Pode ser a qualquer hora do dia
Será sempre o final daquela tarde
Quando o tempo finalmente nos alcança
A cadeira balança uma última vez.
Edson Ricardo Paiva.
Tem dias em que a alma nos convida
Com gosto forte de domingo à noite
daqueles que a gente queria
Olhar pro espelho
E ver o rosto de um sábado distante
Quando ouvia uma canção desconhecida
E tinha a impressão de tê-la ouvido
Em um domingo qualquer de outra vida
Tem vidas pelas quais a gente passa
Com jeito morno de fumaça que dissipa
Imagem que nos foge ... escapa pela fresta
Que numa incauta afoiteza qualquer
Esquecemos de fechar
Pior é que por esse mesmo lugar
É que adentra essa triste sensação
Com gosto de domingo à noite
Que entorpece a alma
A alma distraída
Talvez esquecida
Nos convida
Olhar pro espelho
E ouvir uma canção
Que alguém tocava
Noutra vida.
Edson Ricardo Paiva.
Qual seria a graça dessa vida
Se fosse feita eternamente de certezas
E a gente tivesse a receita
E conhecesse o momento exato
da morte, do erro
e de encontrar o grande amor
Que um dia há de perder.
A mesa posta na hora certa
A resposta sempre positiva
Nenhum curativo ou corte do dedo
Aquela pessoa que deixou saudade
Ao morrer na infância da gente
Ainda está viva
O alívio imediato
Ausência do medo
Comida que a gente gosta
No prato de porcelana
O segredo da vida pintado
No óleo sobre tela
Pendurado na nossa parede
No gancho a rede
Lençóis de algodão egípcio
Seria muito bom no início
Mas que graça tem isso pra nós?
Se gente aprende muito mais
Devido ao amor fingido
A dúvida da falsa amizade
Na pergunta sem resposta
Presença muda
Olhar evasivo
A lágrima que ficou
A tristeza que invade
Chuva no final de tarde
Justamente
Quando era hora de voltar pra casa
Faz parar um pouco e lembrar
Que ninguém te espera
Me diz a graça que tem essa vida
A ser sempre um circo de feras
O pote de ouro
Dinheiro contado
Dois Sóis a brilhar de dia
A estrela
que havia na madrugada
Se apaga pra eternidade
A menor distância
Entre a dúvida
e a suposta verdade
O rosto escondido atrás das mãos
Toda a certeza que existiu na vida
A frágil alegria
Chega um dia em que nada é igual
Não passa de cristal que se quebrou
Qual seria a graça dessa espera
Se um dia
A gente não chegasse à conclusão
Que a própria vida em si
Não passou de mera ilusão?
Edson Ricardo Paiva
Boa é a sensação que vem
Quando a gente se sente só
E mesmo estando assim sozinho
Só faz assim porque sabe
Que em algum lugar deste mundo
Tem alguém que sente saudade
E se sente só também
Bom é quando a gente
Não se cabe de alegria
Quando começa ou termina o dia
Tendo em mente que está lá
E que aquele coração
é outro que se apressa
Pra depois arrefecer, sereno
Aguardando que um mais um
Sejam dois
E que dois seja um só
Bom saber que ela queria
Em grata, simplesmente se molhar
Na tempestade que aqui choveu
Olhar pro mesmo Sol que eu vejo
Saltaria aos olhos dela
Se me visse a rir à toa
Sentindo essa coisa boa
Só por saber que ela existe
Lá, sem saber onde esconde
A alegria que lhe vem ao rosto
Por saber que é querida
E só por ela eu penso assim
Em tê-la até o fim da vida
Aqui, muito perto de mim.
Edson Ricardo Paiva.
A gente briga
Até mesmo com a barba que cresce
Olha a própria cara no espelho
Pára, fita ...se encara
Meu Deus
Acho que conheço esse cara!
Eu já vi esse rosto numa foto antiga
...esquece!
Diacho!
Não lembro com quem parece
Devagar, me afasto
Me bastam os apelos jamais atendidos
E tantos pedidos
Perdidos no silêncio
Me arrependo por ter esquecido
Foram só ruídos de passos
Que deixei pelo chão
Igual a mim
A cada qual
A solidão igual e contrária
Um baú lotado dela
Aquela
Que ninguém sabe por que merece
Sem mesmo caber merecê-la
Em cada noite sua escuridão
Em cada escuro uma estrela
Edson Ricardo Paiva
Se a gente pudesse
Enquanto vivos
Esquecer realmente
Àquilo que a gente esquece
Apenas o tempo
Que seja suficiente
Quando a alma obedece
Os desmandos da alma
Que condena a gente à vida
E assim vai passando
Outra tarde perdida
E a conta a ser paga cresce
Mesmo que nos lembremos
Não raro
Só vagamente
Pois assim
Tem sempre a reclamação
Que o preço tá caro.
Edson Ricardo Paiva
De tanto querer
possuir brilho de estrela
Em vez de ser
Apenas gente
Fez brilhar
Seu brilhar mais ruim
E de tanto querer
Navegar ou voar
Afogou-se
No ar que respirou
Em vez de viver
A vida que trouxe
Na própria bagagem
Assim que desceu do Céu
Foi querer navegar
E voar para Céu
Pra ser mais uma estrela
E depois olhar de lá
descobrir
Que tão bela era a vida
da qual declinou
E tão boa era a pessoa
Que podia ter sido
e não quis.
Edson Ricardo Paiva.
Por algum tempo
A gente ainda vai poder
Sentar-se à sombra da velha árvore
Talvez perceber
que as folhas do ultimo verão
Se foram no outono
A gente necessita somente
do bastante a abater a fome
Mas tem sempre uma sede
A que nada sacia
E lá se vai a alegria de viver
Troca tudo por sonhos
Briga pela prata que não leva
E quando encontra
Não percebe que a procurava
Aposta na sorte traiçoeira
E espera passar mais um tempo
Pra que as coisas fiquem no lugar
Quando o lugar de tudo
Era o tempo que se esvaia
A estrada onde o Sol se põe
Que compôs a vida
Meio cansada
e metade arrependida
Pois a essência da vida é indivisível
E a vida é sem graça, se não for dividida
Descobre que é possível
A viagem no tempo
Mas o tempo só corre pra frente
E corre mais e melhor que a gente.
Edson Ricardo Paiva.
Cada dia na vida
É um dia que se vai
Na noite, perdida
Esquecida
de viver a vida
Essa gente meramente
Pensa em pensar que pensa
E tão intensamente não pensa
Que a vive propensa em longe vê-la
Trazendo nas mãos
Uma enorme porção
de nada, algo disforme
Não sacia a sede
Insaciada fome
A mente vazia
Pensa linda a cena
Sentindo-se plena
Em contato
Com gente pequena
Cuja mente
Mais vazia ainda.
Edson Ricardo Paiva.
No dia em que a gente nasce
O tempo a viver é pouco
Entretanto a gente perde
Muito tempo sendo louco
Louco o suficiente
A ser cego e não perceber
Que o tempo a viver é pouco
E que nada na vida é da gente
Nem mesmo a gente
Somente a nossa vontade
Então, sinta a brisa morna
A beijar o teu rosto
Assim que esse dia termina
Nenhum dia na vida retorna
Veja o vidro do relógio
Envelhecer com as horas
A genuína verdade
Passa na nossa frente
E toda oportunidade
Que vai e não volta
Era verdadeira
O ponteiro sempre volta
Pois o tempo, na verdade
Passou pelo vidro
Ao levar-lhe o brilho
Assim são as coisas
Que a gente perde
Ouça o sino da velha igreja
Veja há quanto tempo ele badala
E mesmo assim você
Não saberia dizer
Sobre ser a mesma vibração
de cada badalada triste
A vida se cala, quando não se ouve
Na simplicidade, a verdade da vida
Embarcamos na viagem
Mas há muito nos esquecemos
da boa sensação
Que é olhar o trem sobre trilhos
Enquanto ainda na estação
Há muito eu não olho o brilho
das gotas de chuva bater no chão
É assim que o tempo trabalha
E é dessa maneira que perdemos
A batalha pela vida
Porquanto a vida não é batalha
É apenas vida
Veja, que enquanto crianças
A gente deseja crescer bem depressa
E nessa pressa em crescer
Se esquece de guardar um pouco
da criança que deixou de ser
Pra poder sê-la outro dia.
Mas nenhum dia na vida volta
O tempo, o vidro do relógio
O beijo morno da brisa
A imprecisão no badalar dos sinos
E quando menos se espera
Um dia o trem sai dos trilhos.
Edson Ricardo Paiva.
Eu penso em como será
No dia em que a gente parar
Pra pensar em como teria sido
Tem horas que posso ver
Até as cores dos vestidos
Mesclados de amores vindouros
Cabelos floridos
Mulheres do passado
Homens de riscado
Talheres de ouro
Mas precisamos aceitar
Que tudo isso
Hoje é um sonho
E que está tão longe
Sorrisos guardados
Que podiam ser ridos
Esquecidos
Eu penso em como seria
Se fôssemos precavidos
E tivéssemos cuidado
de... juntos
Separar as pedras
Aquelas, que agora hão de ficar
Eternamente juntas
Nós não vamos saber nunca mais
Quão bela coleção de poesias
Poderia estar oculta
Aquelas
Que jamais vamos lê-las
Numa tarde de alegria passageira
Que podia ter sido
Eternamente verdadeira
Mas a gente foi deixando
Pra um dia depois
Eu penso em como será
Quando todo mundo perceber
Que podia ter sido
e não foi.
Edson Ricardo Paiva
Se a gente fosse olhar direito
O que podia ser tão simples
Complicado, carregado de defeitos
Pode ser que sem querer
a gente compre
O que há muito
Deus já tinha dado
Parece
Que olhando do Céu
Esse pedaço esquecido
O tempo do verbo
Ficou no passado
E por menos que se divida
No final da tarde
É madrugada
Nada mais
Além de espaço
O vácuo Indescritível
Um sinal de igualdade
Um papel amassado
À esquerda o passado
Do lado direito o moderno
Qual se fosse o resultado
de tudo que a vida trouxe
Mas por menos que a gente divida
O produto final é nada
Na mente da gente
Um inferno e um Céu
Um tempo presente
Eternamente passageiro
Transitório
Inclusive o mundo inteiro
Até mesmo o papel
e a conta que estava errada
Na regra de três
Muito simples
A linha torta
Três retas
O passado retratado
Era quadrado
Fica sempre mais difícil
Quando o simples, complicado
Colocando distante o bem perto
Escrevendo o errado
Por seus próprios méritos
O tempo presente
No momento seguinte
Pretérito.
Edson Ricardo Paiva.
Procura.
O real saber
Não é saber onde fica
O lugar em que a gente se machuca
Quando vai lá
...e por isso não ir
Nem tampouco saber
Como não se machucar
Bom mesmo é não saber.
Desconhecer que o dia renasce
Pois o mesmo dia
Nunca existiu duas vezes
Pra isso é preciso sorver
Um novo cálice de vida
Assim que o dia amanhece.
Entender
Que não existe um novo amanhecer
Pois, quase sempre
Amanhece de novo
Mas que nada
Nunca é novo eternamente.
Guardadas as devidas proporções
Olhar um pouco além
Do lugar onde a rua termina
Comer doce de Lua
E quando precisar
Parar um pouco e descansar
Se possível
Que seja lá no alto da colina.
O calor do asfalto incomoda
E se acaso a roda gira
Que seja uma roda gigante
Pra poder passar a vista
Lá do alto do mirante.
Cada segundo de vida
Que se vive neste mundo
Dura somente um instante
O Mundo gira
O tempo passa
O giro é pra frente
Se a gente olha em derredor
Lugares iguais
São iguais
Por mera opção de escolha
Nada mais.
É preciso aprender
Que cicatrizes
Não são cura
Antes, lembranças
de lugares que não guardavam
Aquilo a que se procura.
Existem noites claras
Manhãs escuras
E nunca é tarde pra saber
Que apegar-se à dor
É algo que ninguém queria
Mas um dia, sem perceber
A gente jura.
Edson Ricardo Paiva.
Quando chega o tempo
da Lua da colheita
Quanta gente satisfeita
A olhar a rua
É momento de festa
Dia de alegria
Porque
Desde que inventaram a vida
Toda alegria tem hora certa
Beleza prazo
Amizade vez
Quando chega a noite de Lua
Gente a olhar a Lua
Mente
Pra ser olhada
Olhando a Lua
Depois
Que a Lua se foi
Simplesmente.
Edson Ricardo Paiva.
"O preço de tudo isso
É o quanto isso vale pra gente
E não o que o mundo lhes dá
De má vontade
Pois a bem da verdade
O mundo mente."
Edson Ricardo Paiva
Quando Deus
põe a gente no mundo
Tem junto
Uma coisa latente
Semente de coisa boa, muito
Que Deus bota dentro da gente
Se ela seca...ou se brota
Num primeiro momento
Normalmente nem se nota
Mas ninguém nunca vai poder
Dizer que secou a toa
Quando o solo era de areia
Não foi nem pra bem, nem pra mal.
Com o alforge repleto de almas
E algibeira de sementes
Deus semeia uma tarde inteira
Mas, quando a alma endurece
Pelo solo empobrecido
Ainda é bom pra plantar a saudade
de coisa que veio na vida
e por não ser a hora
Passou depercebida
E agora te desconhece
Merecidamente
A vida passa
Depressa como a chuva
Não existe ação prolongada
A culpa nunca é de ninguém
Nem nada
Se foi no passo que veio
E no meio desse espaço
O tempo as germina
Lágrimas secas
Não molham sementes
Caem somente
Assim como secam as folhas
Todos colhem
Conforme as escolhas.
Edson Ricardo Paiva.
Lindas flores
de papel colorido
Mas a gente lhes dá
O aroma que melhor nos aprouver
E coloca um Céu ao fundo
E põe olhos no Céu
Olhando pro mundo
E depois a gente vive.
Quando alguém discordar
Me perdoe
É que tem horas que não me contenho
E hoje é uma dessas horas
Portanto, eu não me contive
Pois ainda há flores de verdade
E dias que passam de dois em dois
Tenho lembranças de muitos
Como céus refletidos no mar
Onde se vê vários Sóis
Em um oceano de papel
Uma lua apagadinha, ali do lado
Ruas pelas quais
Nunca mais nós passamos
Palavras que não dizemos
São pedras que submergiram
E os desenhos
Que criamos em linhas curvas
Enquanto uma cor se turva
Outra dor sempre vinha
Nada mais do que panos de fundo
E fazíamos planos
Ganhamos o mundo
Desenhando a vida
Antes que o fogo do Sol
Lhes traga o calor, que as apaga
Toda cor haverá
de desbotar-se completamente
O que fica é a lembrança
Que haverá ser lembrada
Depois do apagar do Sol
E esse dia, na eternidade
Terá pra gente
A qualidade de ser
O todo que existe
Mesmo que tristemente
Pra gente não tiver mais nada
Além de outro dia vivido
Onde alguém vai plantar de novo
Lindas flores
de papel colorido.
Edson Ricardo Paiva.
