O Povo que o Elege
Notícias falsas
espalhadas
pelo ar para
impedir o povo
de ir rumo à
melhor escolha,
Disseram que
iam combater
o tripúdio desde
o começo,
Percebi que
desejam dar
para trás,
Porém, acho
excelente,
para constatar
que dessa
vergonha
não padeço.
Sevícias reais
antes eram
ocultadas,
Agora não
são mais,
Elas são
bem claras:
só participa
da brincadeira
quem fará os
jogos dos
espectros,
o mundo não é
dos espertos,
e sim dos honestos.
Valorizam por
conveniência
esse tipo
de amnésia
coletiva,
O ser humano
gosta de arrumar
qualquer desculpa
para matar até
a memória afetiva,
Sabendo disso
um grupo político
viu que podia
tirar proveito
investindo
numa ação
protofascista
devastando do
país a nossa paz
e harmonia,
É gente que não
vai parar até matar
com toda a poesia.
Não sei mais como
falar ao meu povo,
estou o desconhecendo,
ele luta por um projeto
de poder e ignora que
vive bem abaixo dele.
Não foi por falta de luta,
falei tanto e constatei
que ninguém me escuta,
onde foi que eu errei?
Não foi por falta de aviso,
mas quando alertei que
o sentimento pátrio havia
se esvaziado já imaginava
de que estávamos em risco,
e a democracia em perigo.
Não sei o quê fazer,
antecipo o meu desterro,
e a única coisa que fica
deste presente é o medo.
Não sei o quê fazer,
só sei que povo que
não age com civilidade
entre si colabora para
que tiranos se instalem
e se perpetuem no poder.
Não sei por onde começar:
mas sei que terei de algum
dia na minha vida recomeçar,
mistério do tempo samovar.
Caibi
O teu nome de Santo
foi trocado e a bênção
d'Ele permanece,
O teu povo de fé trabalha
e vive em prece;
No Santuário os nossos
pedidos serão sempre
por todos atendidos.
O Rio Uruguai te banha,
o teu verde abraça
e nas folhas verdes
a poesia reverencia
esta gentil cidade
e o acorde italianidade
da gaita imigrante.
Nas tuas águas ricas,
repousam as rimas
e remo no tempo
com coragem,
do Vale das Águas
és doce paragem.
Caibi, meu amor
tupi-guarani,
herdeira tropeira
e além mar,
por tua beleza
deixei-me capturar.
Desfila a falta
De compromisso
Com a razão bem
Na cara do povo,
Não sei se tenho
Dó, medo ou receio.
De quem assumiu
A Revolução como
Vingança e não
Como evolução,
Temo pela vida
De todos os que
Foram injustamente
Levados à prisão.
Desejo em prosa,
Verso e oração,
Todo o dia
Que ali paire e fique
O diálogo e a compaixão.
Como as rodas
de um caminhão,
Gira o sonetário
pelo mundo todo,
Pelo seu povo
ele pede socorro;
Ele caminhoneiro,
petroleiro
E leal guerreiro,
também é Mãe
da Nicarágua
Que reclama
pelo bom filho.
Mãe oceano de amor,
de coragem e poesia,
Fazendo frente contra
aquilo que não serve:
Rejeita o autoritarismo.
Vai além e enfrenta,
materializando bem
Mais que a ousadia
celebrada pelos poemas
Que enervam os tiranos
Só para provar
Que o amor é eterno,
e que os poetas estão vivos.
As letras nos pertencem, nós poetas conseguimos com talento relatar
a conjunturade mais
de um país num único poema.
A consciência tem dado
Voltas em círculos,
Porque levantar
Não tem conseguido,
Há um povo coagido,
A Justiça em exílio,
Quem pensa tem sido
Preso ou perseguido.
A Ditadura ganhou
Um jogo por ela perdido
Feito de falsa promessa;
As flores do calabouço
Devem ter desaparecido,
Nem os generais mais
Antigos escaparam
Do brutal autoritarismo.
A firmeza das ruas vazias
Tem feito a sua cabeça
Com a melodia, eco e refrão,
O mundo vê a agonia
Da Estrella pedindo justiça
Em nome do amor no coração.
Os filhos de Stefania foram
pelos algozes levados,
os filhos de Stefania pelo
povo estão sendo lembrados,
Os filhos de Stefania pelo
Kalush foram homenageados
e da História não serão apagados.
Vou viver e não vou entender
prometeram que iriam trocá-los,
Não cumpriram a palavra
e agora eles estão sequestrados
por quem invadiu, roubou e matou,
e se sente apto para julgá-los.
Deixaram o filhos dela ser levados,
os filhos de Stefania foram abandonados,
Entregaram os filhos dela
de mãos beijadas,
os filhos de Stefania
não serão jamais esquecidos.
Vou viver para recordar que
não se dá a mão e nem se credita
uma chance para quem nunca
cumpriu na vida com a palavra,
Vou viver para contar que
sou testemunha que poderosos
comeram das mãos de uma Pátria
e a deixaram escorrer entre os dedos.
Gravatal
Fiz neste instante uma
breve viagem ao passado,
O teu povo originário
foi por mim lembrado.
A tua terra plana,
ondulada e montanhosa
faz a alma jubilosa
e teu escudo cristalino
me faz fascinada.
O teu povo imigrante
veio para ficar e um
novo capítulo escrever
no sul catarinense.
O teu povo nadando
contra as correntezas
ergueu Pátria Brasileira
por dois tratados esta
reserva da Princesa.
Só sei que a tua gente
fez cidade com virtude,
luta, festa e sabor,
Gravatal poética és
merecedora de mais
de um poema de amor.
Guatambú
Guatambú do meu destino
resolvi abraçar no caminho,
porque teu povo amigo
sempre está comigo.
Guatambú do Oeste Catarinense
que me faz ir pela estrada
em busca da tua gente.
Guatambú banhado
pelo Rio Uruguai tu és
o meu rincão de paz,
tu sempre me põe na tua paz.
Guatambú da Cascata do Rio Tigre
da gente que não desiste
e do rebanho bem cuidado.
Guatambú que eu amo tanto,
do cheiro de erva-mate carinhoso,
de tudo aquilo que fazes tão gostoso
e me faz sonhar com os olhos abertos.
A dura verdade mundial
é que deixaram de lado
a parte ambiental,
o povo anda sendo
muito mal alimentado,
até o ar dolarizado
e uma epidemia
de dois dígitos
nos foi presenteado.
O mundo vem ruindo
na cabeça da gente,
o remédio vem de Cuba
e como sempre uns
alienados insistem
em politizar até cura.
Não me esqueço
da tropa aprisionada
e minhas letras como
braços vem falando
até clarear o caminho,
porque o tempo passa.
O mantra do desespero
mundial é nos mandar
ficar em casa já que
perderam as rédeas,
o trajeto e até mesmo
a vergonha na cara.
Na terra do condor
contando mais
de um pesadelo que
não vem passando,
venho reclamando
sobre a injustiça
contra um General
preso há dois
anos injustamente
nos braços da desgraça.
Nada é mais melodioso para os ouvidos do sistema do que o barulho de um povo imbecilizado e dividido.
“Talvez” um povo, em sua maioria especialista em quase tudo, só caiu nas Armadilhas da Polarização por puro capricho.
Eu fico sem entender o povo brasileiro. Uns dizem que o jiló está amargando, outros dizem que o jiló está é ardendo...(Patife)
O mar subtraído desde
a Guerra do Pacífico ainda
não foi ao povo devolvido.
Ninguém pode negar
que a Bolívia soberana
nasceu para navegar.
Não há poeta que não
tenha entregado
a sua vida ao mar.
E prometi a mim mesma
quando ele for devolvido,
será nesse dia que ali
junto ao povo vou estar.
Em cada parreira
e ao menos uma
garrafa sobre a mesa
está toda a história
da luta de um povo.
Em cada gota sempre
um novo verso,
um brinde a vida
e um gentil sentimento.
Se você nunca ouviu, viu
ou experimentou
um San Michele Rosso,
não tem tens idéia
do que está perdendo.
Um bom vinho aberto
é o próprio festejo,
oportunidade gentil
e também de recomeço.
Nós? Quem?
Representantes do povo brasileiro!
Mas que coisa!
Em Assembleia Nacional Constituinte,
- estabeleceram os direitos deles.
O povo ficou de fora,
Menos da proteção de Deus,
No final, só e com Ele, que é sempre Fiel!
O valores supremos foram preteridos...,
A ordem foi deixar-nos perdidos
Entre tantos pedidos:
Direitos sociais existem para quem pode mais,
Direitos individuais só para quem satisfaz,
Liberdade só para quem manda,
Fica no sonho de quem obedece,
Desenvolvimento virou estagnação,
Justiça só para quem pode pagar,
Foi embora o Bem-Estar,
O negócio lucrativo é violar,
A segurança ficou na esperança,
De plural esse país não tem nada,
O preconceito ele esbanja,
A igualdade é distante da verdade,
- Deus nos acuda!-
Está mais do que promulgada:
A CONSTITUIÇÃO FEDERATIVA DA REPÚBLICA DOS CANALHAS!
- Vivemos numa Terra que ninguém cumpre mais nada! -
Desculpem o desabafo, não aguento mais ver a minha Constituição sendo descumprida nesse país.
Precisamos de uma Reforma Republicana!
Quem trabalha com o povo tem que ter tato e sensibilidade social aconteça o quê aconteça, e sempre que ocorrer uma contrariedade tem que saber se portar com humildade, paciência, tato e sensibilidade social.
