O Poeta e o Passarinho

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BATOM NA CARA

Batom na cara
Seu olhar muito exala
Sensualidade avançada
O coração despara
Mais rápido que uma bala
Penso besteira
Sacanagem na mesa
É mulher é muito guerreira

Batom na cara Batom na cara
Me ama não para Me ama não para

Garimpeira de ouro
Você tem um tesouro
Que me deixa louco
Sou bicho solto
Me paga nos seus braços e não me solta nunca mais
Quero te amar em paz.

Batom na cara Batom na cara
Me ama não para Me ama não para

Poeta Antonio Luis

MULHER DE GADO

Mulher de gado Mulher de gado
Gosta do vaqueiro gosta do roçado.(bis)

Quando ela é solteira
Cai na bagaceira
Linda namoradeira
Acena o bate esteira
Que ver o boi cair
Bebendo cachaça
Com as amigas Bem ali

Quando ela é casada
Tem a filharada
Marido e a casa
Em comum com a solteira
Não perde uma vaquejada
Em comum com a solteira
Não perde uma vaquejada

Mulher de gado Mulher de gado
Gosta do vaqueiro gosta do roçado
Mulher de gado Mulher de gado
Gosta do vaqueiro gosta do roçado.(bis)

Poeta Antonio Luis

⁠Prosperidade não é acúmulo de riquezas, mas o sucesso através do valor do nosso caráter...

Há feridas em mim
Que um amor deixou:

Ouve tantas partidas
Em meu olhar
Que nem as lágrimas
Mais profundas
Conseguiam evaporar.

Ouve tantos suspiros
Em meu coração
Que nem o ar
Ala Katrina
Em meus pulmões
Eu conseguia controlar.

Ouve tantos dias
Que pareciam noites
Em minha cama
Que ao me ver chorar
Já não conseguia mais suportar.

Triste, triste mesmo:
Triste não é o grito da partida
Mas sim, o silêncio da solidão!

Saúde pública?

Em conta-gotas anda a saúde pública?
Em conta-gotas d’água...
Em conta-gotas de sangue...
Em conta-gotas de lágrimas.

Hoje eu encontrei um anjo!
Assim como eu
Um anjo perdido
Um anjo amigo.

No fundo não precisamos
de terra:
Terra nos condena [a] alma.
Precisamos de mar:
Mar nos liberta à visão.

Vislumbro um tanto de gente com promessas, mas sem compromissos.
O tempo passa e o engodo se ratifica na omissão das atitudes.
A mesmice dos gestos é a consistência da imaturidade espiritual, embora a senilidade se revela em suas faces.

Sorte?
Talvez seja a competência aliada à oportunidade... mas num País como o nosso, creio que alguns nascem com a competência questionável e as oportunidades não merecem a descrição.

Rosas serão sempre rosas,
mas poucos indivíduos tem o zelo de nos auxiliar na extração dos espinhos!

Extrair o néctar do dia.
Sol querendo nascer.
Sonhos bem dormidos acordando com a disposição do mundo.
Sou aqui a sutileza do silêncio que não ensurdece a alma.

Sou o retrato do que faço mesmo quando nada faço.

A solidariedade, a fraternidade são palavras muito esquecidas e pouco utilizadas no dia-a-dia e, muito pior, pouco experienciadas, mas, como transformadores do mundo, temos a obrigação de fazermos a nossa parte mudando o nosso pequeno mundo.
Sei que mudar os cacos de lugar não é tarefa muito fácil, mas reformar-se sempre, também, configura-se numa premissa imperativa para a nossa caminhada. Sabedores que não iremos conseguir fugir das carquilhas das nossas faces, ao menos, sintamos o alívio de tê-las adquirido sob a batuta do Nosso Senhor e na tentativa de sempre fazer o bem.

A tendência é exasperar frente às adversidades, mas elas, quase sempre, nos empurram para o nosso melhoramento.

Que sejamos iguais e desiguais na proporção que o coração inspire para o bem comum.

Sinais sem luz.
Pontos sem expressão.
Alegria sem riso.
Tristeza sem dor.
Tumulto de solidão.

FIM DO ESPETÁCULO

Não me encantam as rosas obtidas pelo excesso das possibilidades e muito menos as palavras colhidas sem o resultado da vida ida.
Não abarrote os vazios sutis da minha alma com a possibilidade “do vir a ser” e não escriture promessas sem o compromisso das realizações.
Preciso do agora e, ele, não é dirimível frente aos tantos apelos desatendidos.
Eu quero e sei estar querendo o irrealizável neste contexto sem nexo que revela a falta de sintonia dos tempos que vagueiam sem nós.
Avante, mas sei que alguns pedaços ficam e outros seguirão feridos.
Inteiro, talvez, jamais, mas não posso ficar sem mim.
Anseio um canto sem os cantos tristes desta sonoridade abrupta de acenos que desencantam o meu canto de mundo.
Quero o irrisório, mas preciso disto mesmo sabendo que o amor pretendido seja, para muitos, coisa banal.
Não me alimento de coisas superficiais e não me visto com as máscaras fétidas da hipocrisia, talvez, por isso, o palco tenha sido desfeito e o espetáculo findara.

Quando se dirigir à alguém para desejar um bom dia!... tenha o cuidado de olhar para os seus olhos.
Esta demonstração faz a diferença e significa que você é especial neste mundo tão robotizado.

⁠Deixei a minha última tentativa!
Não haverá outra oportunidade!

O poeta é um canto,
um canto de passarinho,
aquele que reanima o mundo
e faz ninguém viver sozinho.