O Poeta e o Passarinho
Se permitires que seus passos sejam impulsionados pela dúvida, certamente não chegará a lugar algum.
Observe a convivência entre seus erros e seu passado. Mas, contemple apenas a sua coragem de sobressaltá-los.
No mesmo tempo em que existe uma pequena semelhança, existe também uma grande diferença, entre lembrar do passado e viver dele. Perceba isso!
Se convença de que não podes escolher o que escutar. Mas, alivie-se por poder escolher o que aceitar.
Em um ato heroico, a emoção disputou igualdade contra qualquer tipo de argumento. E uma nova visão sobre o amor pôde ser contemplada.
Não somos responsáveis pelos desvios que encontramos em nossas vidas. Porém, somos responsáveis pelo caminho que escolhemos.
À todos os poetas e poetisas, desejo um grande e poemático dia dos poetas! Sempre poe(amando) sem parar...
sou o vento, impetuoso
sou o mar, forte
sou a ave de rapina, o leão feroz, sou o cordeiro...
sou sim e não, talvez o nunca e quem sabe o sempre
sou ontem, sou o amanhã, sou o agora!!
sou uma voz, ou a voz de uma multidão
sou o silêncio...
sou o poeta
Entre as pausas.
Quero compor meus espaços em poemas.
Minha vida em musicas e minhas palavras em sinônimos de silêncios.
É assim que minha alma estará em descanso, pois quando escrevo não são as frases que importam, mas sim as pausas entre elas.
É nesses espaços que eu moro.
Venha passar essa noite comigo.
Descubra meu nome nos lençóis.
Não sou escritor, sou apenas um poeta e por isso não encontrará nada em minha fala.
Leia a poesia dos meus olhos e sinta a escrita dos meus toques.
Acorde comigo.
Caminhe comigo entre as pausas.
Essa tarde está perfeita para um poema.
Eu lhe empresto meus chinelos e divido minha caneca.
Há muitos, muitos espaços a serem compostos.
Quem sou eu?
Eu sou...
Sou uma gotinha de amor no meio do oceano
tentando lutar contra as correntezas da vida...
Sou um anjo sem asas que se arisca a voar...
Uma sinfonia no meio do silêncio...
As quatros estações num tempo sem tempo.
Eu sou a aquarela do Brasil ao som do brasileirinho,
sou português no meio da matemática
e a partitura inacabada.
Sou uma menina que se tornou mulher...
a poetisa que perdeu o seu poeta mas nunca duvidou do amor.
Sou tudo e ao mesmo tempo não sou nada.
Sou o sorriso no meio da tristeza
e a alegria escondida na incerteza.
Sou poeta mais não sei falar de amor.
Sou tudo aquilo que um dia você sonhou e hoje encontrou.
Sou Cris–Sinfonia,
Autora: Cristina Trindade
