O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro

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Todos os nossos sonhos e planos foi anotado á caneta em um simples pedaço de papel.
A chuva molhou;
O ventou secou;
E nada se apagou;

Gosto de ficar
no meu canto
Sem a preocupação para
provar o meu encanto

Faço o que tenho vontade
Sem ninguém
ficar observando

Às vezes
tenho essa necessidade
De ficar só

Eu e minha companhia

No silêncio da minh'alma
É onde encontro a sabedoria

Entre incertezas
Decepções e medos
Fiz uma limpeza.

E no meio de tudo isso
Encontrei a paz,
que é essencial.

Em breve, voltarei.
E será para MELHOR!
Desculpe o transtorno.
Estou em reforma.

Quando chega à noite
Os pássaros se escondem
Com medo da noite
Ou exaustos de voar

De dia
Enchem o peito
Se transformando em vitrolas com asas
Com seu doce canto
Nos fazendo valsar

Médica
Professora
Conselheira

Dona de casa
Casada
Amasiada
Divorciada
ou solteira

Cabeleireira
Motorista
Cozinheira

Tem várias profissionais
espalhadas por aí
Mas a verdadeira
É única e especial

E sabe realizar
todas essas profissões
De uma maneira
rápida e genial

Seu cargo é de chefia
Muito importante
para a maioria

Sempre respeitada
Inadmissível
ser xingada

Seu nome não importa
Pode ser Joana,
Catarina
ou Maria

Atende prontamente
quando é chamada de Mãe
E sempre será
a melhor amiga

Que não falte.

Que não falte poemas!
Nem o perfume de uma flor.
Que não falte mulher,
A quem declamar o amor.

Quem não falte sorrisos,
E nem alegria;
Que venham tempestades de versos.
Para compor uma poesia.

Que não falte versos!
Que venham ventanias!
Carregadas de sentimentos;
Tal como a alegria.

Que não falte versos,
Na esquina da saudade.
Que não falte flores,
No jardim da felicidade.

FOLHAS DE OUTONO

Folhas fúnebres de outono
Despidas de sonhos tombados

Secas,
frágeis,
e amareladas

Que outrora viçosas verdejavam
Nos ramos das flores imaculadas

Caem
feito
gotas
de
orvalho

Sob o chão da vida amarga
Fertilizando a esperança perdida...

DENTRO DA TARDE

A tarde seca e fria, de maio, do cerrado
Cheia de melancolia, deita o fim do dia
Sobre cabelos de fogo tão encarnado
Do horizonte, numa impetuosa poesia
A tarde seca e fria, de maio, do cerrado

O mistério, o silêncio partido pelo vento
No seu recolhimento de um entardecer
Sonolento no enturvar que desce lento
Do céu imenso, aveludado a esbater
No entardecer, seco, frio e, sedento

Perfumado de cheiro e encantamento
Numa carícia afogueada e de desejo
Seca e fria, a tarde, tal um sacramento
Se põe numa cadência de um realejo
Numa unção de vida, farto de portento

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, maio
Cerrado goiano

o tempo

ah... o tempo, insensível e ingrato, ao passar
ao ver na parede um retrato, e recordar,
alguns anos atrás,
ver você junto aos seus pais,
felizes de graça,
com abraços e sorrisos em uma praça,
lembranças boas em fim,
mostra-nos que o tempo, nem sempre e ruim,
com o tempo, um namoro de momento,
se transforma em casamento,
e duas famílias viram uma, simplesmente,
com o tempo, se cura até um doente,
ou chega ao fim um grande flagelo,
com o tempo, pode até se fazer um castelo,
com o tempo, também se faz bons amigos,
com o tempo virá as tristezas, más também muitos sorrisos,
com o tempo, aprendemos que e caindo que se levanta,
que até mesmo uma sementinha, com o tempo vira planta,
percebi então que o tempo, nos assusta e nos ensina,
que o próprio passar do tempo, talvez seja nossa sina.

Cada vez mais

Cada vez mais a languidez que seu sorriso me tras
No olhar de uma dama a culpa um rapais
Cada vez mais deleitarme em seus lábios
a ternura da tua pele regozejo lamuirias perdidas em outrora.
Cada vez mais sem depreender por que te quero cada vez mais.

Lembra da gente se amando?
Você lembra de quando jurávamos amor eterno? E só de pensar em nos separar nossos olhos já enchiam de lágrimas, você lembra?
E naqueles momentos que nossos corpos conversavam, não era possível distinguir o eu do você, tudo era nós, nosso mundo, nossa fantasia, nosso sonho, nossos três filhos, você lembra? E quando abria a porta com aquele sorriso e o cabelo ainda molhado, reclamava da bagunça que eu deixava sua cama, nossas pernas entrelaçadas... Você lembra de tudo isso? Ou foi só um sonho onde acordamos e tudo acabou? De repente, não mais que de repente tudo mudou!

Precisamos de mais que uma eternidade
Tempo que o tempo não pode nos dar
Quando o tempo parar
A terra não mais girar
E nada mais importar
Pararemos pra refletir
E ai sim descobriremos
O que realmente nos faz sorrir.

ENTÃO

Me traga dor
Saudade
Só não me deixe sem amor
Eterna felicidade
Pois, assim, é morte
Juntemos o sofrimento
Num sentimento forte
E neste aprendizado
Sorte
E façamos dele ansiado
Direcionando o norte
E o coração
Suporte
Encante, uma canção
Me dê amor!
Emoção
Oferte uma flor
Me deixe sem chão
Só não me tires o amor
Então...

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano

Sou poeta, sou palhaço.

Sou palhaço quando quero,
Sou poeta sem querer,
Já nasci com esse dom,
Não tem poeta mais bom,
Quando começo escrever

Ser poeta é um dom,
Ser palhaço é profissão,
Nas ruas arranco sorrisos,
Mas nas páginas de meus livros,
Eu desperto a emoção

Minha vida não é fácil,
Mas quem sou eu pra reclamar,
Em cada sorriso que arranco,
Vejo uma folha de palpel em branco,
Pra começar rabiscar

Não gosto de escrever,
Gosto mesmo é de sonhar,
Viajar nas profundezas,
Mas sempre tendo a certeza,
Que meu talento vem de lá

Um talento admirável,
De um palhaço sonhador,
Um guerreiro camuflado,
Com um traje de soldado,
E um coração de escritor

Falo de tristeza,
Mas também falo de alegria,
Sou poeta arretado,
Igual Assis com seu machado,
Que conquistou freguesia

Sou palhaço,
Ou será que sou poeta ?
Fui um palhaço sonhador,
Que se tornou escritor,
Alcançando sua meta.

DENTES DE LEÃO

São espalhados pelos quatro ventos,
Para não deixar cair no esquecimento
A esperança que, melhor, tudo vai ficar.
Como portadores de boas notícias
Vão às portas de lugares distantes divulgar.

Destemidos e corajosos como um leão,
O animal mais temido da savana.
Com fervor e muita dedicação,
Vão a uma casa, um casebre ou uma cabana,
Com a mensagem de salvação, amor e perdão.

Os pés de quem não se deixar vacilar
São tão admiráveis quanto um dente de leão,
Que, com um sopro, deixa levar
Suas sementes para germinar pelo chão.

FIM
Ivan F. Calori

(Desilusão)

Ser poeta é uma chatice
Incompreendido
Compreende a tudo em redor
Mas não consegue
Se compreender
Solidão de ideias
Quase sempre
vê a poesia sozinho
Vegeta em meio a utopias internalizadas
Caminha de costas
Sozinho
Na contramão
Ninguém quer saber o que senti o poeta
Ninguém quer saber de nada
Que flua do oceano das ideias
Esse papo de ser
Sentir
E blablablá ...
É tão distante
Tão obscuro
Tão platônico
O amor pela poesia.

Nossa história...

De mãos dadas com a força do amor
Seguimos
Juntos pelo caminho da persistência
Em acreditar que o amor pode sobreviver
Em meio à tempestades
Furacões emocionais
De mãos dadas
Seguimos.
Lado a lado
Sem olhar para trás.
Olhando para o mesmo alvo
À felicidade construída
Sólida
À dois
Corações
Em um único ser.

Biblioteca

Um furacão?
Um vulcão?
Tudo é tormenta no meu interior
Turbulência de curiosidade
Insaciável sede de conhecer
Nesta dimensão de conhecimento
Abre-se um universo surreal
Em estantes enfileiradas
Tem poeira
Necrópole de autores
Contradição?
Não.
Pois tem vida!
Têm manancial de saber
Tem tesouros escondidos no oceano do aprender
Quero me perder neste labirinto sapiencial
E adormecer com um livro ao peito
E sonhar nas narrativas de amor...
Seja onde for
Na floresta de livros quero me encontrar
E na fonte do saber me saciar.

Segredos do coração

Não contes
Meus versos
São desabafos
D’alma amante
Não espalhe meus contos de amor
Nem penses em sussurrar ao vento meus dizeres
São pérolas do oceano de sentimentos
Contidos na alma cálida
Não contes te peço
Os devaneios de amor galante que a ti confessei
Das tardes longas que contigo tive...
Não dê detalhes da minha fala ofegante em declamar o amor
Do meu olhar marejado de lágrimas que denunciavam minha paixão
Por favor, não conte! É um grande segredo.
È intimo
É platônico
É pulsante
É doloroso
Ah, amigo não conte a ninguém
Que confessei o meu amor...
Não posso vive-lo
Não posso dizê-lo
Só posso sonhá-lo!

o vazio me encarou
enquanto a música tocava
enquanto os pássaros brincavam
enquanto você me olhava

o vazio me encarou
enquanto suas palavras ecoavam
enquanto meu peito vibrava
enquanto nosso amor desmanchava

o vazio me encarou
enquanto os pássaros se distanciavam
enquanto a música parava
enquanto a porta fechava

o vazio me encarou
quando você me deixou.

o vazio me encarou
e eu encarei o vazio - a única testemunha do dia em que eu fiquei sozinho.