O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro
A luz da lua é algo que nos encanta,
surge de repente e prende o olhar,
é poesia tanta, tanta,
para o poeta é verbo amar
Como pensar em você e não te desejar;
Como te ver e não se aproximar;
Como estar perto e não te abraçar;
Como te abraçar e não te beijar;
Como serão os nossos dias?
DIZENDO QUE SABE AMAR
|| MÚSICA ||
Tanta gente dizendo que sabe amar
Mas não sabe não, o quanto dói machucar
Resolvi nem mais olhar pra trás
A memória só me faz descer
No meu rosto escorre lágrimas sem parar
Eu só quero viver bem longe de qualquer ilusão
Pra não ter que sentir a dúvida no meu coração
Resolvi nem mais olhar pra trás
A memória só me faz descer
No meu rosto escorre lágrimas sem parar
Para o desejar, criou - se o espaço.
O Laço, o nó do embaraço.
Para o bem querer, criou - se o mar.
Sóbrio, tênue à vagar.
Para o sonho, criou - se o ar.
Essência da vida, o mundo a cantar.
Para o carinho, criou - se o chão.
União dos sentidos, pousar da canção.
E para o amor, criou - se um alguém.
Misterioso, sereno, quando vem se dispersa, se move depressa, conversa.
Quando ama, não quer mais ninguém.
Tudo que há, mais do que um ato de amor, foi criado.
Criado, vibrante, brilhante, apaixonado.
"Situações desesperadas pedem medidas pensadas", disse o rapaz contrariando a versão original do ditado popular. Mesmo com a camisa branca com resquícios de ketchup, a moça ria descontroladamente das medidas nada pensadas, desesperadas e desajeitadas que aquele garoto utilizava para resolver o problema.
Depois de mil e uma fórmulas químicas que ele havia tentado, o resultado final foi uma camisa bem manchada, risos e um brinde a momentos estranhos e únicos como esse.
Molho de tomate era capaz de criar situações "apaixonantemente" hilárias.
Dedicava-se plenamente ao seu ofício como sapateiro. Certa vez, levou trabalho para casa. Um pequeno pote com graxa e um par de sapatos velhos, que desesperadamente imploravam por um brilho, e se possível, solas novas. "Só o seu café quentinho pra anular esse cheiro de graxa", disse ele, usando uma indireta, jogando um verde.
Ela veio da cozinha, seus passos lentos, pés cansados que se arrastavam, relatos auditivos que evidenciavam a passagem do tempo. No topo de sua cabeça, uma coroa de cabelos brancos.
Décadas de uma mistura nada convencional, que envolvia graxa, café, antigos sapatos e sorrisos que sempre foram exemplos do amor e companheirismo.
Ela é fogo, ele é gelo.
Curtia seus dias dançando sob a lua, no anoitecer e nas madrugadas. Sempre que possível, festas faziam parte de sua tabela de planejamentos. Enquanto ele pouco saía. Gostava de seus livros, da sua própria bagunça e pensamentos escritos em bolas de papel na lixeira. Certa vez, ele foi até um barzinho que tocava Raúl, Paralamas e outras músicas que gostava. Levantou - se até a máquina e escolheu um música.
"Eu amo Engenheiros do Havaii", a voz dela por trás de suas costas, segurando uma moeda (imagino que para utilizar a máquina também) . Sem muita reação, ele confirmou o mesmo.
Após horas de conversa leve e noções sobre o gosto musical, o rapaz que vivia em sua caverna e a moça das baladas e luzes de neon, dançaram juntos.
Fogo e gelo, provaram que os opostos se atraem, de fato.
Deitados sob o sofá - cama, assistindo um filme de velho oeste, ele se vira para a direção dela e subitamente diz: "eu vou te amar para sempre!".
Ela franziu as sobrancelhas e disse: "Jura? Não sei não, as pessoas sempre dizem isso e até falam de um amor para até depois da vida, mas aí terminam e dizem coisas como: "tô livre na pista!" Então faz assim, diz que me ama todos os dias, e a gente vai se amando até quando a vida quiser".
O rapaz olhou, primeiro espantado, depois rindo e disse: "Você é meio paranóica né?"
Ambos caíram na gargalhada até que ela falou: "Ok, eu me rendo. Vou te amar pra sempre também!"
E assim o "para sempre" foi feito.
Depois de 1 hora plantada naquele baile de formatura, ela já pensava em ir embora, achando que estava sendo completamente ignorada. Apesar de possuir uma beleza ímpar, desconfiava de seus próprios atributos, e quase nunca sentia-se com a confiança que deveria possuir.
O rapaz, vestindo um belo terno cinza, atravessa o salão em sua direção, sua postura revelava imponência e suavidade, dizendo: "Ei, desculpa pela falta de coragem dos meus amigos. Acho que sua beleza travou todos eles. Mas arrisco ouvir um "não" se vc não quiser dançar. Acho o risco bem válido." Ele diz sorrindo, estendendo a mão para ela.
"Então seria você o cavaleiro de armadura reluzente à me salvar?" Ela diz. E sorrindo ele responde: "Eu posso arranjar uma armadura se aceitar o convite."
Ambos riram da situação, dançaram por toda a noite, muita inovação nas histórias de amor que tomariam rumo a partir daquilo.
Depois de 1 hora plantada naquele baile de formatura, ela já pensava em ir embora, achando que estava sendo completamente ignorada. Apesar de possuir uma beleza ímpar, desconfiava de seus próprios atributos, e quase nunca sentia-se com a confiança que deveria possuir.
O rapaz, vestindo um belo terno cinza, atravessa o salão em sua direção, sua postura revelava imponência e suavidade, dizendo: "Ei, desculpa pela falta de coragem dos meus amigos. Acho que sua beleza travou todos eles. Mas arrisco ouvir um "não" se vc não quiser dançar. Acho o risco bem válido." Ele diz sorrindo, estendendo a mão para ela.
"Então seria você o cavaleiro de armadura reluzente à me salvar?" Ela diz. E sorrindo ele responde: "Eu posso arranjar uma armadura se aceitar o convite."
Ambos riram da situação, dançaram por toda a noite, muita inovação nas histórias de amor que tomariam rumo a partir daquilo.
Fazia um frio assombroso naquela madrugada. A janela, borrada pela neblina, e gotas de água que escorriam, revelavam o quanto era difícil sair de baixo das três camadas de edredom, e da única camada de abraço que vinha exatamente dela.
5:00 da manhã e o dever o chamava.
"Sério, amor. O frio já é desmotivante, se você não me deixar ir, eu não vou poder trabalhar." Disse ele, que em sua mente confinou o desejo de permanecer ali, naquele abraço angelical.
Ela abre apenas um olho, cara de sono e responde: "Relaxa, hoje é domingo. Você esqueceu de desligar o despertador de novo".
"Graças a Deus", ele pensou. Seria um pecado deixar ela sozinha na cama fria, isso o preocupava mais do que um dia de serviço perdido.
Numa cova no chão, havia uma lápide com os dizeres: "Aqui jazem os sonhos nunca alcançados". O homem de pé, frente a frente com aquilo, sentiu um gosto amargo na boca. Ali estavam todos os amores irreais, as profissões nunca alcançadas, as viagens perdidas, os bebês que nunca saíram do imaginário. Ele anda para os lados até que lê o verso da lápide, onde estava escrito: "Estão aqui por faltar coragem aos corações, garra para as conquistas, agir mais que imaginar. Mas aqui não é o fim de todos os sonhos se você que está lendo não se enquadra nesse perfil."
Reflexivo, ele virou-se para frente e saiu do local. Prontamente tratou de resolver aquilo, pegou o telefone e ligou pra ela: "um chopp gelado pra hoje, tá afim?"
Não perderia mais tempo, recusava-se a ter seus sonhos em qualquer outro lugar que não o altar das realizações.
Por que vocês homens viram bebês grandes quando estão gripados" ela pergunta enquanto se direcionava até ele, segurando uma xícara de chá de maçã (seu favorito). O clima louco sempre o afetava. Jogava bola na chuva, abria a geladeira com o corpo quente, andava descalço pela casa, todas aquelas coisas que sua mãe sempre dizia pra ele não fazer. "Amor, não faça perguntas que eu não posso responder. Acho que nós homens odiamos ficar doentes. Quando a oportunidade surge, queremos só um pouco daquele mimo". Ele respondeu. E olhou para ele com uma expressão bem séria, mas depois libertou um sorriso no canto da boca, dizendo: " vai lá jogar bola na chuva, seu bebezão! "
Enquanto ela saía, ele desmarcava uma partida com os amigos através do celular.
Se uma mulher cuidadava de um homem manhoso, ela merecia total atenção. O que valeu alguns filmes, pipoca e todas as coisas que ela gostava, preparadas por ele, é claro.
Tomava altas doses de esperança, doses cavalares, e pra dificultar as coisas, não tinha pena de misturar. Drinks de suavidade, copos de gentileza, garrafas de charme. Ao preparar a refeição, era muito rigoroso. Uma pitada de temperança, duas colheres surpresa e uma de audácia.
Gostava de ser exagerado em 60% da vida, e os outros 40% eram mais serenos.
Porém aquele era um dia especial, tentava aceitar tudo com cuidado, perfeição e um par de taças bem representativas. Ao ouvir os cachorros, corre para a sala, apaga as luzes e com o abrir da porta ele diz: "Feliz 2 anos de namoro! Espero que não tenha achado o terno meio exagerado, eu juro que se achou eu desfaço tudo e vamos passar o nosso dia vendo TV"
Ela não conseguia responder, em sua mistura de lágrimas, risos e beijos. Percebeu que era só o segundo ano de toda vida ao lado da pessoa certa.
Tomava altas doses de esperança, doses cavalares, e pra dificultar as coisas, não tinha pena de misturar. Drinks de suavidade, copos de gentileza, garrafas de charme. Ao preparar a refeição, era muito rigoroso. Uma pitada de temperança, duas colheres de surpresa e uma de audácia.
Gostava de ser exagerado em 60% da vida, e os outros 40% eram mais serenos.
Porém aquele era um dia especial, tentava ajeitar tudo com cuidado, perfeição e um par de taças bem representativas. Ao ouvir os cachorros, corre para a sala, apaga as luzes e com o abrir da porta ele diz: "Feliz 2 anos de namoro! Espero que não tenha achado o terno meio exagerado, eu juro que se achou eu desfaço tudo e vamos passar o nosso dia vendo TV"
Ela não conseguia responder, em sua mistura de lágrimas, risos e beijos. Percebeu que era só o segundo ano de toda vida ao lado da pessoa certa.
"Quem costurou sua própria tapeçaria sobre sentimentos de amor, não merece exibi-la no chão, mas sim nas paredes, altiva, longe dos pisões dos inconsequentes."
Ele meditava sobre esse pensamento, sempre acreditou que amor era pago com amor, como dizia os sábios nas antigas poesias e canções. Possuía alma livre, presa somente a uma mulher. Mulher essa que ele não tinha em presença, apenas evidente em pensamentos. Fato que estava prestes a mudar, pois era sábado a noite, momento em que os sonhos tomam a ousadia celeste de se tornarem reais.
"Não sei se tá livre hoje, mas não custa perguntar né? Quer sair hoje? Conheço um barzinho com ótima música e chopp gelado com aquela espuminha." Disse ela, sem que o rapaz pudesse ao menos se preparar.
O convite não precisou ser feito duas vezes. Trocou de roupa como o Superman, e partiu para tornar real o seu mais antigo e nobre sonho.
Amei até o limite da equação
Até o alvorecer da Criação,
Onde o sentimento divino fez - se o homem
Deu vida ao barro, tornou - se Adão.
Amei nos primórdios da civilização
Quando o Nilo regava o Egito,
O reino de Salomão construído,
Os guerreiros reinavam no Japão.
Mesmo quando ainda não existia, eu já era amor.
Quando a Torre de Babel crescia,
Até o momento em que o céu não tocou.
Fiz de base ao sentimento, amor.
Que brota, atravessa as eras mundo
Que de tão sublime e profundo
No mundo, derrotou a dor.
Ousei ser o senhor dos teus sonhos
Dos teus desejos agora sou rei.
Curandeiros dos seus desenganos,
Um nobre do amor que plantei.
Senhora das águas brilhantes
Emudece as estrelas no céu.
Fortalece os ventos uivantes,
Resplandece tua luz sobre o véu.
Pode um homem ser feliz sem conhecê-la?
Podem as deusas lá do céu não invejar?
Se nesta terra deuses e mortais disputam
A direção inquietante do seu olhar.
Infelizes no inferno Dantesco,
E os que somem debaixo do mar.
Jamais presenciarão a menina dos olhos,
Daqueles que por ti, as belezas do mundo vieram criar.
Olha, nem sempre o amor é o destino andam de mãos dadas. É possível que você já tenha visto o amor de perto, imaginado que seu destino seria com ele, e no fim não aconteceu." Ela não sabia o que pensar, as palavras do rapaz ecoaram em seus ouvidos, nada dispersas, objetivas e profundas. "O que eu deveria pensar? Ou fazer?", disse ela.
"Não sei. As pessoas vivem amores épicos, coisas que parecem amor, paixões, e toma para si o risco da decepção. Eu não sei se desperto qualquer um desses sentimentos em você, mas espero que quando você parar de correr, se cansar ou coisa do tipo, eu seja o seu destino."
As palavras dele chegaram sem rodeios ou avisos prévios. Ela passou o cabelo por trás da orelha e sorriu, revelando o largo passo daquele gesto.
Debruçada sob a janela, observando o caminhar das pessoas, ela nem percebe alguém que a observava de pé, ali atrás.
"Oi amor, por que você tá aí parado me olhando?" Disse ela questionando aquele gesto. O rapaz avidamente responde. "Por nada, é que eu te vejo assim olhando pela janela e sinto medo." Disse ele. "Mas medo de que?" Ela pergunta. O rapaz olha diretamente em seus olhos e diz: "medo de acordar. Medo de estar vivendo o mais belo sonho de toda minha vida e de tão real, nem imaginar que é uma peça pregada pela minha mente. Eu não tive muita sorte no amor nessa vida, mas ganhei lá loteria com você. E quando te vejo eu só peço a Deus pra que se for sonho, ele me deixe dormindo só mais um pouco."
Falar o que depois disso? Ela não soube. Tem coisas que simplesmente entram em nossos ouvidos e calam o coração.
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