O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro
VOLTA AO PARAÍSO
Ansiedade aperta sem fim,
parece querer sucumbir,
rasgando, doendo só eu sei,
o lugar que um dia eu amei.
Não aguento mais essa angústia,
que um dia espero acabar.
Sofro e sigo querendo correr,
para onde nem sempre sei.
Só quero sem dúvida,
o que a mente insiste em buscar,
mas na verdade querendo ficar,
na casa que acredito ser minha.
Nem sempre o tempo anda,
tem horas parece parar,
aguardando apenas um toque,
que a eternidade insiste em adiar.
Continuo respeitando o tempo,
mesmo me deixando angustiado,
cobrando uma atitude radical,
que continua no tempo normal.
O meu coração, de saudade padece e não te esquece, eu não sei o faço, se eu pudesse eu
voaria na imensidão do espaço, pra te dar um beijão e um forte abraço.
Eu sei que o sofrimento molda a alma
A mágoa deságua o sentimento
E as lágrimas aliviam a dor
O amor suporta todo sofrimento
Perdoa sem guardar ressentimentos
Ressente sem guardar rancor...
deixa eu te olhar só mais um pouco,
ainda sei sonhar e amanhã é sexta-feira
e a minha semana não tem sábado nem domingo
a vida não pode diluir-se assim
como se fossemos abstratos,
e essa paz, essa paz que abriga agora a tua alma,
essa paz tem que ser dividida
deixa eu te olhar e assimilar esse vermelho
porque a minha paz tinha a palidez dos dias invernosos
e a frieza glacial dos polos
deixa eu te olhar, e essa manhã nos teus olhos
clarear os meus caminhos
CORPOS SANTOS
Acho que ainda não é meia noite,
Quem dividiu a noite eu não sei,
Mas está tudo bem silencioso,
Está meio medroso, o carro preto veio...
Todavia eu procuro umas palavras,
Eu procuro umas palavras,
Umas palavras eu procuro.
Além do muro onde me escondo
Um mocho grasna seu agouro fúnebre,
Esse silêncio tenso tem o timbre do mais triste escuro
O carro preto... o carro preto às vezes é prata,
Às vezes é vermelho, as vezes é branco
Para cobrar vem como um raio
Vem como um relâmpago
Acho que ainda não é meia noite e o pipocar da vida
Abrindo feridas em tantos corpos santos;
Jazem no asfalto anjos sem mantos sob a luz da lua
Seus corpos tatuam pra afastar o medo
Eu procuro palavras... eu procuro palavras
Pra descrever a morte
Acho que ainda não é meia noite...
Quem dividiu a noite pra mim ainda é segredo
Nesse contexto. me parece, morrer é muita sorte
E viver não passa que morrer de medo
De alguma coisa eu sei...
num quarto escuro
sem portas e sem janelas eu posso ver estrelas,
mas o que caminha assim, por caminhar somente...
se este mundo é tão grande e este monstro é demente
mas afaga o meu olhar nesta escuridão;
sei que poderemos um dia...
se a luz desse universo encaminhar teus passos
e essa sobrevida se sobrepor a este afago...
o que eu não sei... se algum dia eu souber de algo
quero saber da dor de não saber da dor, da dor de não saber...
se eu sei que num quarto escuro
sem portas e sem janelas eu posso ver estrelas...
num horizonte aberto o que saberei se não puder vê-la?
O que é solidão?
Eu não sei... está tudo tão escuro, tão silencioso.
Saudades?
eu tenho da saudade que eu tinha...
e agora eu não tenho mais.
o que eu sinto agora não tem nome,
não tem referência... é longe do longe,
vazio no vazio, frio no frio e indiferente
Sua referência é referência nenhuma;
solidão? eu não sei...
está tudo tão escuro, tão silencioso
pelo menos até que júpiter cante anunciando a matina...
Eu não sei se sou triste
ou se é só mais uma ilusão que eu alimento,
mas esta felicidade ninguém tira de mim...
Eu sei que a noite é só a noite,
é só a noite, é a noite só,
mas a noite é uma eternidade,
uma eternidade, bem maior
que as coisas longas que se alongam
por estradas empoeiradas...
sabe, essas coisas incertas
que só as paixões suportam,
porque mais distantes que as paixões
só as paixões distantes,
só as estradas empoeiradas,
só a noite, só a noite, só a noite só...
SOBRE AS ESTRELAS CADENTES
E A CADÊNCIA DAS ESTRELAS NO TEU OLHAR
Eu sei que não existe nada
além do que eu sei que não existe.
Eu sou analítica, mas não fria. Sinto o que a maioria não percebe que nao sei como mas leio silêncios, interpreto entrelinhas e enxergo nuances que muitos ignoram. Vejo além dos gestos e questiono o que se cala. Carrego no peito um laboratório de dores que ninguém catalogou, feito de mapas mentais e cicatrizes emocionais, de hipóteses sobre o mundo e feridas que ainda não viraram tese.
Ser analítica não é uma escolha: é uma forma de existir, é medir a profundidade de um abismo com os olhos abertos e, mesmo assim, tentar atravessá-lo. Não se trata de falta de fé, mas de excesso de percepção, é saber que um sorriso pode mentir e que um toque pode calar, é doer no ponto exato onde os outros passam batido.
Ser analítica me custa noites mal dormidas, me leva a refletir sobre o que ninguém disse, me faz questionar até os próprios sentimentos, mas também me salva dos enganos que machucam sem nome, é viver entre o sentir e o pensar, entre o racional e o sensível, como quem caminha sobre uma linha fina entre dois mundos.
No fim, ser analítica é existir com lupa em um mundo que prefere o raso, é doer com consciência, é amar com profundidade. É viver mesmo que doa com verdade.
Ab ovo
Eu sei que estou aqui
Mas terei que retornar
Vim cumprir minha missão
Que é o meu melhorar
Pra quando chegar a hora
Que tiver que ir embora
A minha conta prestar.
Santo Antônio do Salto da Onça/RN
23/11/2023
Eu sei que cometo erros,
Sou carne & osso e poesia.
Eu sou centelha de luz,
Sou real, sou fantasia.
Sou memória e esquecimento,
Um ponto no firmamento
Que some no fim do dia.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
18/04/2024
São profissões importantes,
O médico, o jornalista,
Ator ou qualquer artista
Eu sei que são relevantes
Também foram estudantes,
O Juiz, o promotor,
Poeta e o escritor.
Mas digo com precisão,
Todos só são o que são
Por causa do PROFESSOR.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
10/04/2024
Às vezes sei que eu minto
Mas eu prefiro a verdade
Mesmo com a dor que eu sinto
De causar disparidade.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
04/12/2024
Eu sei que eu vim de longe
E andei numa longa estrada
E aqui estou eu de volta
Para uma nova jornada.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra da Poesia
O4 janeiro 2025
Sentimentos vazios, é tudo o que consigo sentir, não sei em que momento eu senti algo real, não me sinto bem, e tampouco penso em me sentir bem. Já não luto mias contra esse vazio e essa tristeza, me sinto cansada e preciso desabafar. Ainda vejo cicatrizes em mim, e ainda sinto a dor delas, de cada uma delas, o que aconteceu com aquela garotinha que sorria mesmo depois de cair? o que aconteceu com aquela sonhadora distraída? o que é que eu estou fazendo aqui ainda?
O que é sentir amor? o que é se sentir realmente especial? e por que eu sempre tenho que ir embora e abandonar a todos? Agora eu compreendo que eu não tenho ninguém a não ser a mim mesma, e que por mais que eu corra, nunca chegarei a lugar algum, nunca alcançarei aquilo que almejo. Porque simplesmente não sou forte o suficiente, meu coração grita por ajuda, mas não há ninguém que possa ouvir, e não há ninguém que possa ajudar.
eu não sei se foi amor.
ou se foi só um reflexo do amor que eu queria ter.
mas eu me vi ali —
nos olhos dele, nas promessas dele,
nas palavras doces que ele me dizia
como quem molda um futuro no ar.
Relatos de um leão 🦁
Um dia eu fui um leão
Seu dourado amanhecer
Não sei se o amor foi em vão
É que caiu noite por escurecer
A luz dos teus olhos clarão
Não brilhava sobre minha juba ao entardecer
Já não quero ser Leão
Posso ser Sol para te aquecer?
Jamais esqueça desse amor
Foi tudo que tinha pra você
Meu amor teu sabor nosso calor
Amor quente nunca clichê
Queria te entregar tudo sem pudor
Pena não querer esse romance em turnê
Marcelo Di Troia
Eu não sei o que acontece
Quando olho no fundo dos olhos dela
Me perco naquela imensidão azul
O coração bate acelerado
E as palavras antes fáceis
Fogem de maneira inexplicável
O tempo para
O mundo congela
O resto é insignificante
Somente eu
Ela
O instante
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