O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro

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⁠Uma luta eterna entre aceitar o que eu era e fazer o que os outros queriam. Ainda hoje essa luta existe. Silenciosa mas voraz, íntima mas reverberante. Vivo um conflito constante, ser o que sou ou ser o que o mundo quer que eu seja.

Inserida por marinarotty

Diga com quem andas e eu te direi quem és? Bem, às vezes estamos cercados de doentes mas somos o médico.

Inserida por Naiad

Tudo que fiz, tudo que sonhei, tudo que eu vi, e você só me deixou dor e tristeza. E o pior que ainda peguei na mão de quem um dia iria roubar o que mais sonhei e amei na minha vida. D&J, agora só me restou uma pergunta: porque? Se a única coisa que te dei foi o meu amor.

Inserida por Dicinho

Quer saber o que queria hoje? Eu queria não querer nada.
Tudo que eu quero é não querer e nem lembrar o que eu queria.E se quisesse querer algo, era não querer nada e ninguém.Talvez sem querer o que queria, tivesse algo.

Inserida por Dicinho

O romântico diz "eu te amo" com frequência...
O profundamente romântico guarda o amor como um tesouro.

Inserida por tadeumemoria

Tenho dificuldade em dizer "eu te amo" é uma frase muito forte... e sempre admirei Hebe Camargo dando selinhos nas pessoas...

Inserida por tadeumemoria

Eu me equilibro a mil metros de altura,
numa espécie de slackline emocional...

Inserida por tadeumemoria

Silenciosamente eu canto, eu toco um violino, e a harpa... uma harpa angelical me acompanha.

Inserida por tadeumemoria

Acabou o show, todos já saíram; eu fiquei aqui no meu cantinho, melancólico pensando, porque não deu certo o amor? Porque não um final feliz como Janete Clair? Fiquei olhando os olhos rasos da platéia, conjecturando um final onde dissessem: “e foram felizes para sempre.” Um lanterninha se aproxima e pede que eu me retire. O teatro está silencioso; ouço apenas murmuro nos camarins, provavelmente atores e atrizes se descaracterizando. As luzes vão se apagando lentamente; o lanterninha está diante de mim, terno preto de designer anônimo como uma imposição, uma ameaça; o show acabou, a pipoca murchou, o refrigerante esfriou, vou saindo triste e decepcionado de um espaço arquitetônico com perfeita estética e funcionabilidade. Meu celular emite o som inconfundível das mensagens; abro ansioso e percebo; é julieta; leio com alívio e indescritível alegria: ”te amo, Romeu!”

Inserida por tadeumemoria

Juarez, pronuncie como se começasse com “R”, ele sempre fez questão disso; amigo de infância que eu não via há tempos, apareceu repentinamente aqui em casa; Sempre foi um cara “cabeça”, um bom papo, só um pouco, “Maria- vai- com as outras” conversamos muito falamos do passado depois ele me segredou: Tadeu eu tô no pó”; fiquei pasmo, Juarez não era disso, era aquele tipo de cara: “mente sã corpo são...” “No pó Tadeu, tô no pó”, ratificou me entregando uma cédula de cem reais; “ sei que aqui consegue-se com facilidade; compra lá pra gente...” saí e voltei com um pacote, preparei algumas gramas pra ele, ele cheirou, aspirou ávido depois começou a pular, a falar a sorrir e gargalhar: cara eu tô legal! Eu tô legal Tadeu! Me levantou lá em cima: “você é o cara!” Prepara outra aí! Preparei ele aspirou, ficou mais entusiasmado ainda: “cara essa é da pura! Arde bem pouquinho nas narinas...” pulava e cantava: “everybody want you..” do fundo do baú... no final da tarde se despediu me agradecendo penhoradamente; devolvi seu dinheiro; ele reagiu surpreso:” faço questão de pagar Tadeu”. “Não precisa, é um presente pela nossa amizade”, respondi. Saiu cantando feliz: “Euclides, fala pra mãe...” não tive coragem de dizer que o que ele tinha consumido, era goma...

Inserida por tadeumemoria

Há alguns anos atrás por muito tempo eu pensei que podia voar; que seria um condor sobre o relevo fluminense; era uma ideia meio insana; parecia uma debilidade mental e assim fui intimado a uma terapia com um psiquiatra. por seis meses, duas por semana e quatro por mês frequentei a clinica do Dr Jartov hasstoff conceituado psiquiatra de descendencia russa. Passados seis meses e alguns dias, ao chegar na Clínica encontrei-a fechada; uma adolescente que reside no dificio e namora com o rapaz da cobertura, que não quis revelar seu nome , jura que viu jartov pulando da cobertura, mas seu corpo jamais foi encontrado. Acho que Jartov aprendeu a voar...

Inserida por tadeumemoria

Eu queria dizer algo sobre aquele tempo, sobre aqueles momentos, sobre o que conjecturávamos, sobre o que discutíamos, sobre o que discordávamos. Eu queria dizer alguma coisa, quando olhava os teus olhos cheios de promessas e possibilidades, que o teu sorriso tornavam acessíveis; eu queria dizer alguma coisa, quando as luzes de neon da cidade refletiam nas tuas maçãs e nas tuas franjas, e estávamos alheios às vitrines que exibiam objetos de desejos a quaisquer mortais; a vida buzinava, apitava,alarmava, as igrejas badalavam seus sinos; matrimônios e comemorações; a vida se derramava feito champanhe num drink inesquecível e embriagador com muita gente que ria, dançava, falava, olhava comia ia e vinha; era mágico e eu queria dizer alguma coisa... que se perdia em coisa alguma na evolução dos momentos, nesse pulsar indecifrável de emoções que conduz nossos destinos; eu estava sempre ali querendo dizer alguma coisa que se afogava numa surpresa, numa emoção, num novo encanto que tornaria irrelevante e inoportuno o que eu dissesse; eu queria dizer alguma coisa que expressasse o júbilo... eu quis dizer alguma coisa... eu quis sim, eu acho que quis... mas foi só isso.

Inserida por tadeumemoria

AUGUSTO E EU
Entre mim e augusto existe o tempo e a imensidão; outonos dourados que derramaram pétalas e desfolharam árvores avolumando a relva que adubaram o solo e esconderam os vestígios dos que perambularam, dos que caçaram, dos que fugiram, ou simplesmente se perderam ao acaso... em busca de um senso, de um espírito, de algo surreal que dê sentido à isso; e o que me faz pensar que eu sou augusto? Ah, eu não sei, algo, uma presunção megalomaníaca, fantasmas, os demônios que escarravam os seus poemas, os vermes... eu não sei... augusto e e, caminhamos... um pântano sinistro galhos e raízes como esqueletos dos que perecem num purgatório que habita na nossa própria essência. Alta madrugada e eu esfacelado na minha sensibilidade diante das agruras que sangram a alma de qualquer ser com fôlego e tato, diante desse cotidiano maldito; Augusto gargalha algum poema com farpas, entrementes onde estive esse tempo? este plasma indócil vagou pelos desertos da África; colhi fome, miséria e inanição; a Etiópia cingiu minh'alma e tingiu minha pele. O deserto habita o meu silencio e povoa o meu coração. augusto me olha deste abismo inexplicável de abstrações que serve de pilar à poesia; caminhamos juntos entre a lógica e o absurdo, tudo que explica perfeitamente o que não somos de uma forma coerente a se fazer dissolver o que é real nesse universo de moléculas, átomos e estrelas; mas eu tenho os meus sonhos, sonhos como chuvas, como rigorosos invernos e nessa realidade árida, só me resta chover...

Inserida por tadeumemoria

Eu amo a vida e a vida é apaixonada por mim
é um caso terno de um amor eterno...

Inserida por tadeumemoria

⁠Diante da fera eu contemplo a grandeza de Deus, e algo me diz que essa criatura só quer me proteger da alcateia de "ovelhas".

Inserida por tadeumemoria

⁠Não quero entender a noite, nem as mulheres ou a primavera...
as coisas que eu amo têm um lugar seguro nesta minha fragilidade e a minha fragilidade ocupa o mundo.

Inserida por tadeumemoria

⁠"Pra pelo menos ter esperança de que eu possa ter um futuro bom e feliz. Mas é imprevisível, e essa minha curiosidade, ansiedade pelo futuro vai acabar me tirando ele.
Eu espero um dia virar uma página em livros filosóficos, mas não saberei se isso vai ser possível se eu não ficar aqui para descobrir."

Inserida por yasz

⁠IRA
Eu concordo que não controlamos o que sentimos, e que, apesar disso, controlamos nossas atitudes com base neles. Sendo assim, tenho propriedade para dizer, pois tenho um certo talento de cultivar sentimentos ruins em meu âmago — nada como inveja ou ciúmes, que são sentimentos relacionados a meros humanos — mas sim, sentimentos como tristeza, decepção e, principalmente, raiva. Eu não os controlo, nem quando se protagonizam nem sua intensidade, pois, se eu os controlasse, iria preferir a felicidade, apesar de eu desconhecê-la. Absolutamente ninguém olha para mim e é capaz de imaginar quão lúgubre sou por dentro, pois, apesar da minha ira constante e incontrolável em termos de intensidade, eu controlo meu exterior. Sou, e unicamente, a única pessoa capaz de controlar meu corpo, que é meu templo, e minhas nuances. Principalmente por respeito a mim mesma, nunca sequer demonstrei um pouco do que sinto, pois, ao espalhar ódio em um mundo tão errado já pelas pessoas que vivem nele, me sentiria como uma traidora. E essa decepção, que já existe em mim sobre mim mesma, seria ainda maior. Mas o problema de prender um sentimento assim é que, a cada vez que você precisa se conter, se controlar, ele cresce mais. Me contive tantas vezes que mal posso imaginar a dimensão da intensidade deles hoje.

Inserida por yasz

Visto que ele se afeiçoou de mim, eu também o porei a salvo. Protege-lo-ei por ele ter chegado a conhecer o meu nome. Ele me invocara e eu lhe responderei. Eu o fartarei com longura de dias e o farei ver a salvação por mim.

Inserida por nyllmergello

Eu gosto de ouvir que "tudo vai ficar bem", mas não significa que eu acredite que "tudo vai ficar bem".

Inserida por nyllmergello