O Passaro e a Rosa
Um pássaro voa abaixo dos céus; mas, quem me leva debaixo das Suas asas para ver os altos Céus é Deus.
Como um pássaro
pelo Sol espera
para se aquecer
da noite austera:
esta sou eu
nesta manhã fria
em busca
do calor do teu amor,
que a distância
ainda nos sentencia:
como um adágio
abrigo o meu peito
do mundo áspero
e o idílio do século
te entrego para
que me entreguem
nos braços da Pátria
que me confundem
como parte fizesse,
porque na verdade
deste mundo
não faço parte;
e muitos ainda
não se deram
sequer conta
que pertenço ao Universo,
nos olhos o adverso encaro
e minhas luas disparo
para as almas em chamas enternecer.
O pássaro de ferro
foi detectado
e recolocado
ao destino correto,
ele não deveria
ter molestado,
assim como os
setenta outros,
e só estamos
na metade do ano.
Não há como
não suspeitar:
que recomeçou
o terrorismo elétrico
que deixou
a Pátria vizinha
num escuro tétrico.
Tudo isso parece
ter a assinatura
do Império que
não cansa de furtar
a paz alheia,
roubar o tempo,
afastando com
intrigas os melhores,
e impedindo quem
precisa a merecida
liberdade alcançar.
O General é vítima
de um pesadelo,
e está há mais
de um ano sem direito
a audiência pré-liminar
e nem um livro
até ele pode chegar,
até onde essa
dureza vai te levar?
Sinto-me triste até
pela falta de cuidado
com a saúde
do velho sargento,
porque do jeito
que está não dá.
Surucuá-de-barriga-vermelha
é o pássaro da canção,
poema que me põe em flutuação,
Meu amor de loucura
e minha paixão única
que o meu completam ocupa.
Amazônia Brasileira
O dia que pela primeira
vez me senti um pássaro
voando sob o Sol e a Lua
do Hemisfério Celestial Sul
jamais será esquecido,
porque nascer brasileira
nas estrelas foi escrito.
Sobrevive a profunda
e heróica Amazônia Brasileira
símbolo da nossa existência
enfrentando o pior
o nosso berço pátrio e protetor
até quando não sei vai resistindo
em nos manter vivos por amor.
Na sua marcha tumultuada
pelos nossos dias de vida
a nossa Amazônia Brasileira
continua pagando o mais
alto preço da existência
superando com sacrifício
os limites da própria resiliência.
Oxalá que não seja tarde demais
para que uns ganhem a consciência
de que um país com floresta de pé
é sinal de que ainda há um povo livre!
Como o tal pássaro amarelo
com asas cor-de-fogo
entre frutas e flores,
No meu sedutor jogo
você irá se declarar
para mim tudo aquilo
que está a guardar
com a chave do silêncio
de ouro porque com minh'alma
de Rouxinol-da-Amazônia
já me escolheste por dona
do respirar ao palpitar
onde quer que você esteja
pelo mundo afora a caminhar.
Quais são os seus principais ingredientes para se apaixonar? Os meus são amizade, química e o fator X.
"...Ora, eles agem fora de todo bom senso, buscando apenas o comodismo imediato e, unindo-se a seus semelhantes, cheios de aversão pelos outros, deixam-se guiar
sobretudo por suas antipatias..."
Tudo que VC precisa!
.
Tudo, tudo mesmo, do que você precisa neste mundo para ser feliz, está aí, à sua disposição. Você tem apenas que procurar, estar atento, fazer um esforço mental, estudar, ler.
Se você procura, você melhora, venho sempre falando isso.
Preste atenção à sua volta e veja quanta gente está se superando, se transformando, à custa de muita dedicação.
Portanto, minha gente, se você está empacado aí, tem que começar a olhar em volta, muito bem olhado. Você tem que começar a usar o que sabe, o que vem aprendendo nos cursos que faz, nos livros que lê, nas coisas todas que a vida vem te mostrando. Alie-se ao seu esforço interior e vá para a frente.
Você sabe como são as coisas: às vezes sabe-se muito e não se usa nada, ficando eternamente amarrado nos problemas. Achando que sabe como resolver por fora, mas continua a deixar como está por dentro.
E esse é o pior problema, o nó que amarra a todos.
Ninguém quer manipular os sentimentos, com medo do que possa ser exigido, de se machucar com as mudanças necessárias. Ficam todos jogando a culpa no mundo, porque é mais simples. Assim não machucam ninguém e ficam todos iguais a todos nas reclamações.
.Daqui de cima, eu fico vendo esse povo todo dobrando o joelho, caindo na vida, sofrendo, pelejando que é uma coisa só.
— E porque o outro que falou, o outro que quer, o outro que pediu, o outro isto e aquilo.
Olha, minha gente, já até passou da hora de acabar com essa mentira. Chega de correr atrás desse dever de agradar, de cuidar de um, de cuidar de outro.
Vocês precisam é ser verdadeiros, se impor dentro de si, valer alguma coisa para vocês mesmos.
— Vamo mata a sede da dignidade, pra mode não permiti essa invasão, de não permiti que as coisa de fora e os outro venha a atrapalha a vida.
Essa peleja toda é por vocês serem muito tontos, muito fracos, se deixam levar por essa mania de ser bons, de se fazer de bom.Mas é tudo uma encenação de vocês, uma falsidade danada essa coisa de ser bom. Falso porque vocês não têm coragem de impor a sua verdade, a sua vontade. Tenho certeza de que, se vocês não tivessem medo de ser chamados de intolerantes, vocês passavam a cuidar mais de vocês.
— Volto àquele mesmo assunto que acho bom falar sempre. Tô sempre alertando ocês:
É muita vaidade, muito orgulho, muita loucura. E querer se fazer de santo, de manso.
Ficam aí nessa falsidade e não impõem a verdade, a vontade interior. Se negam.
E quem se nega não tem jeito: será negado sempre. Os caminhos vão se fechando, a vida fica naquele sofrimento, naquela insatisfação, nas dificuldades.
Não adianta a gente continuar se enganando, pois a nossa essência pede que olhemos muito por nós. Só essa falsa educação, essa "bondade" que impuseram dentro da gente é que nos faz ficar no outro, preocupados com o outro..outro é o mundo — família, amigos, conhecidos e desconhecidos. O outro é aquela idéia de sentimento comunitário. O outro é a aparência, é a mania que temos de fazer "média" com o externo.
Mas vamos deixar de conversa mole, vamos responder ao que o nosso coração pede, mesmo que timidamente.
O coração pede por nós mesmos, ao contrário do sentimento social, que nos empurra para o outro.
Vamos deixar de muita oração, muita prece, muita conversa complicada de espiritualidade vazia, e agir como um ser verdadeiro, ansioso por encontrar a paz, a harmonia.
Esqueçam os ideais de tolerância, esqueçam os nomes feios, como a prepotência, como a arrogância. Tomar conta de si não é um pecado. Olhar para os outros, tentando ajudar, não é um defeito. O que não é correto é só ficar no outro, fugindo de vocês mesmos, não sendo responsáveis por si.
Para essa consciência tomar conta de vocês, é preciso exercitar a humildade.
Humildade, ao contrário do que vocês imaginam, não é se rebaixar, não.
Humildade é ter a sabedoria suficiente para perceber que vocês não têm o poder de interferir na vida dos outros, mas têm a obrigação moral de se voltar para dentro de vocês e CUIDAR DE VOCÊS.
Não tenham medo de ser chamados de egoístas por estarem centrados nas suas necessidades. Compreendam que vocês só poderão ser úteis ao mundo quando o seu mundo interior estiver em harmonia.
Por enquanto, vocês estão apenas cuidando do mundo de fora por achar que não têm capacidade suficiente para cuidar de vocês, para fazer um dengo para vocês.
Quando vocês saem do seu ser superior para viver a história dos outros, vocês acabam sempre se rebaixando e entrando na energia daquele"coitadinho que precisa de ajuda"
.Ficam dominados pela energia negativa do "coitadinho".
— Eu só me curvo diante da minha vida, diante do poder superior da minha alma e dos meus anseios interiores, mas do povo... Ah! Diante do povo não me curvo, não. Eu, Calunga, curvo não! Não me curvo, porque o povo, de modo geral, não está bem, não quer estar bem.
Vamos nos curvar apenas àqueles que estão num grau superior de evolução, seja na manifestação da alegria terrena, seja na espiritualidade.
Vamos entender que o povo ainda age como criança, não tem educação interior.
Se a gente se envolve, caímos junto e vamos para o chão.
Não estou falando que devemos nos tornar eremitas, nos escondendo de todos, negando a existência do mundo e dos seus problemas. Não é isso, não, minha gente.
Nós não devemos nos abalar, nos envolver com tudo e com todos, viver na carne a doença do outro, o desemprego do outro, a loucura do outro.
Quero dizer, não devemos assumir a dor do outro como se fosse nossa, não devemos assumir o problema do outro como se fosse nosso.
Esta atitude é a mais infantil de todas: o problema é multiplicado, vai passando de um para o outro. Ninguém resolve nada e todos caem no chão.
Percebam que se preocupando com a provação dos outros vocês passam a valorizar o outro e a menosprezar a si mesmos.
— Mas, Calunga — vocês estão aí se remoendo —, como é que a gente faz, então? Como é que a gente se livra dessa fantasia de querer sempre ajudar o outro?
— Muito simples, viu, gente. É só praticar o exercício da elevação.
.Se elevar é sair da falsa humildade, da farsa que é ter complexo de inferioridade, sair dessa coisa que é pôr o mundo lá em cima e vocês cá embaixo.
E inverter, virar de cabeça para baixo os seus valores sociais, que fazem com que vocês priorizem a opinião e a vontade dos outros em detrimento das suas.
Agora, minha gente, vou ensinar um exercício de elevação para ser praticado sempre que vocês se sentirem tentados a sair de vocês para viver a história do outro. Pratiquem sempre, pois para se livrar de vícios é preciso muita dedicação, muita persistência.
Comece concentrando-se, colocando todo mundo que você conhece lá embaixo.
Você acima, sempre acima.
Todo mundo pequenininho: o patrão, o marido, a esposa, os filhos, a família, os amigos, a sociedade, tudo e todos. E mentalize:
"Qualquer coisa é menor do que eu, porque eu tenho que subir, tenho que me elevar. Eu não posso ficar aqui embaixo agüentando o que não é meu. Não quero este bloqueio, não quero estas encrencas."
Continue subindo feito um rojão, você no alto.
Jogue todo mundo para baixo, vá se livrando de todos os que te infernizam.
Desse alto, olhe o povo todo lá embaixo, gritando, chorando, exigindo que você desça para junto deles, para dar a ajuda que eles querem.
Aproveite o momento e jogue lá para baixo essa pessoa que existe dentro de você, essa pessoa cheia de complexos, preocupada com o mundo.
Vai, joga fora a feiúra que você pensa ter, joga os problemas do corpo — que doença que nada, que feiúra que nada.
Joga tudo para baixo e fale:
"Nada mais vai me atormentar, estou acima de tudo.
Acima das coisas triviais, desta pequenez, estou acima da matéria, acima da vontade e da necessidade dos outros. Estou acima dos conflitos da vida. Eu sou perfeito.
Eu deixo a luz da perfeição me envolver, porque eu estou na perfeição divina."
Sinta que, quanto mais você sobe, mais as energias pesadas vão se soltando. Perceba que os conflitos, os medos e as preocupações vão se diluindo, sumindo. Nada de tormentos, nada de responsabilidades. "Estou acima de tudo.
Sou livre aqui no alto."
Sinta o alívio, sinta a leveza que te envolve.
Compreenda que o peso existe quando você abaixa e carrega as coisas dos outros
Quando vamos para cima e lá lidamos com as coisas do mundo, vencemos as energias negativas, vencemos as exigências de todos.
Cada um de nós tem que responder, diante da vida, a responsabilidade que nos foi dada.
A resposta é tirar as cargas ruins que vamos absorvendo dos outros, deixando o coração cada vez mais livre.
Temos que nos sentir reis dentro de nós.
Ser rei é ser superior em si mesmo, não se interessando ser superior aos outros, pois a superioridade sobre os outros é apenas a demonstração de que somos vassalos do orgulho.
Vamos reinar apenas no nosso mundo interior, jamais reinando sobre ninguém com a intenção de exercermos a prepotência.
No universo divino não há lugar para quem se curva, para quem rasteja.
Deus quer todo mundo no alto, exatamente ao lado Dele.
.Afinal, Deus é rei e só criou reis.
Este exercício vai aos poucos fazer vocês compreenderem o exato tamanho das suas responsabilidades: um grão de areia frente ao que você carregava sobre as costas.
Daí então vocês poderão passar a relacionar-se com o mundo exterior de uma forma mais poderosa.
Poderosa porque serão capazes de exercer a compaixão, traduzida numa forma de estar próximo ao outro, mas não no outro; numa forma de apenas ajudar e não se envolver na energia do problema a ser resolvido; numa forma de aconselhar e orientar o outro, e não fazer pelo outro.
Numa forma impessoal de viver.
O amor que eu sinto por vc é como o som de uma lagrima : não se vê , não se
escuta apenas se sente.
olhe nos meus olhos e veja o brilho que eles tem , ouça a minha alma gritando que
sem vc não sou ninguem.
