O Passaro e a Rosa
Eu a vi - gentil mimosa,
Os lábios da cor da rosa,
A voz um hino de amor!
Eu a vi, lânguida, e bela:
E ele a rever-se nela:
Ele colibri - ela flor.
Despretenciosa e solitária.
A rosa vive o processo
de ser quem é.
Brota sem ter medida.
Floresce de cor munida.
Depois morre.
Ida.
vermelho (adj.): é a maçã do seu rosto quando encontra aquele moço. é a rosa que eu comprei, mas não te dei. é um dos tons do vinho que combinamos de tomar. é o que a criança aprende como “cor da paixão e do amor”, e isso eu desaprendi quando conheci a cor dos seus olhos.
Ontem nós éramos perfeitos, nos amávamos, vivíamos num mundo cor-de-rosa, nossas vidas eram feitas de flores e estrelas.
Ontem nós éramos inseparáveis, nos preocupávamos um com o outro até mesmo por telepatia, nossos lábios mostravam a todos o sorriso da felicidade.
Ontem nós éramos cúmplices em tudo o que fazíamos, nas pequenas e grandes coisas, nos ajudávamos mutuamente…
Ontem nós éramos um casal, perfeitos no amor, no pensar, nos toques e nos carinhos. Ontem nós éramos uma só pessoa, com corpos e desejos misturados, com vontades inexplicáveis em um ser.
Ontem nós éramos o paraíso, sem maldades, sem desconfianças, sem rancores, porque em nós só pairávamos o amor...
Hoje nós somos a saudade de tudo o que fomos ontem e que o rompimento levou!
ARCO-ÍRIS... No céu o arco-íris. Embrulho em sonhos rosa, fitas verdes de esperança, dou dois laços de alegria, para colorir teu dia.
Eu e você
Eu e você
Eu e você somos a lua e o sol,
O cravo e a rosa,
O barco e o farol.
Eu e você somos a onda e o peixe,
A árvore e a semente.
Um ao outro no pensamento e na mente.
Tu és com certeza a rosa mais linda que já existiu na terra. Por isso não faço questão de te colher. Só me deixa te admirar, quem sabe te adorar e se eu for merecedor que um dia aceites me amar.
Foi o tempo que dedicaste a tua rosa que fez a tua rosa tão importante.
(Trecho de "O Pequeno Príncipe)
A felicidade é tão bela
Mais que a única rosa amarela
E tão linda rosa ela é
Que protegê-la é ato de fé
Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. Sábado de manhã é quintal, uma abelha esvoaça, e o vento: uma picada de abelha, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. Nos quintais da infância no sábado é que as formigas subiam em fila pela pedra. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia carne-seca e pirão: era sábado de tarde e nós já tínhamos tomado banho. Às duas da tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: e ao vento sábado era a rosa de nossa insípida semana. Se chovia, só eu sabia que era sábado: uma rosa molhada, não? No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana exausta vai morrer, ela com grande esforço metálico se abre em rosa: na Avenida Atlântica o carro freia de súbito com estridência e, de súbito, antes do vento espantado poder recomeçar, sinto que é sábado de tarde. Tem sido sábado mas já não é o mesmo. Então eu não digo nada, aparentemente submissa: mas na verdade já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. Domingo de manhã também é a rosa da semana. Embora sábado seja muito mais. Nunca vou saber por quê.
Começou errado, eu querendo alguém pra me ajudar a decidir entre cor-de-rosa e marfim e você procurando uma distração para sextas-feiras geladas.
(Vem calar a minha boca)
Meu quarto é o melhor lugar do mundo: era o meu plano. Paredes rosa, lembram minha infância. Ursinhos fofos, mostram que uma parte de mim ainda é meio criança. Mural de fotos, registra todos que amo e não posso tocar. Cama de casal, deixa o espaço que só um pode ocupar. Meu quarto não é o melhor lugar do mundo: era a realidade.
Não sou rosa, não sou pura
Não sou dele e não sou sua
Meu caminho tem mais espinhos
Que a própria rosa nua
Queria ser
Cerejeira rosa
Alta e frondosa,
Enchendo o chão de sombras
E os galhos de passarinhos
Que nela, aos pares,
Construíssem ninhos,
Lançando aos ventos
Sonoros pensamentos.
Então, a minha sombra
À tarde, abrigaria namorados
Trazendo juras de amor
Tão puras e ternas
Que parecessem eternas.
Como as flores rosa
De meus galhos.
