O novo

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Muitos ouvem o que é novo, poucos sentem o que é eterno. Se as músicas de hoje não me tocam, é porque meu coração só aceita o que é autêntico.

Maturidade é entender que o 'novo' nem sempre é 'melhor'. Às vezes, a modernidade é só um barulho que tenta esconder a falta de elegância.

Quando você muda tudo ao redor precisa encontrar um novo lugar.

⁠" Cada dia um novo amor
o sabor ?
nenhum...

⁠⁠ Sempre te deixarei partir,
mesmo sabendo que o novo caminho,
pode estar cheio de grandes e ótimas novidades,
o que não me permito,
é te ter ao meu lado,
sem ver em teu semblante,
o sorriso bonito e fácil da felicidade...

Não abandone o barco
Pois esse teu deserto vai servir de testemunho
Para levantar alguém de novo
Ele vai restaurar alguém de novo
E vai ressuscitar os sonhos de alguém de novo Samuel Messias Cabral

Dá pra pintar um novo amanhã, mas as tintas e pincéis não podem ter memória...

⁠“Para que haja um novo amanhã, novos pensamentos devem ser criados hoje.”

⁠O vinho NOVO de Deus só virá quando abandonarmos o VELHO vinagre da religião.

⁠"Hoje é sábado, o sol brilha sem nuvens, nascendo em nossa cidade, trazendo a luta por um novo dia."

Busco o novo, mas minhas ideias ainda vestem a mesma roupa.

"Quem reconhece seu próprio valor transforma até o descarte em matéria-prima de algo novo."

Facilite o trabalho do cupido: dê uma chance ao novo, abra espaço para pessoas diferentes e deixe o amor surpreender você.

“Mais um ano nasce não apenas no calendário, mas em nós: um novo começo onde os sonhos deixam de ser espera e passam a ser caminho.”

Entre o medo e a intensidade: amar de novo assusta


Estou tendo crises de ansiedade por causa do amor. Não exatamente do amor em si, mas do que ele carrega: o medo de não ser recíproco, o medo de depositar tudo na pessoa errada outra vez. Já aconteceu antes. A leonina levou minhas energias como quem apaga uma luz sem aviso e deixou o coração em pedaços, tantos que reconstruí-lo pareceu um trabalho manual, lento, quase solitário. Voltar a acreditar foi um ato de coragem silenciosa.


Agora existe a dúvida. E a dúvida cansa. O que sinto é real ou apenas um eco da própria carência? Ainda mais quando a escorpiana, dona absoluta dos meus pensamentos, mora a 888 quilômetros de distância. A distância cria fantasmas, amplia sentimentos, confunde certezas. O que parece destino às vezes soa como invenção da mente. E, ainda assim, algo insiste, como se o universo tivesse empurrado os fios do acaso e colocado tudo exatamente nessa linha tênue onde tudo pode ser verdade ou não.


Há também o excesso. Deposito demais, sinto demais, calo demais. As palavras se acumulam até virarem peso, e falar parece sempre um risco. Existe o medo de não ser aceita, de parecer intensa demais, emocionada demais. Mas isso não é um desvio de caráter, é essência. Sou de Aquário, sim, mas feita de extremos. Oito ou oitenta. Ou tudo, ou nada.

A cada dia eu renasço num novo amanhecer…

A esperança que estava adormecida desperta agora num novo Brasil que se manifesta na voz do povo lá fora!

Eis que um novo tempo se aproxima, e no passado o vento ainda varre as folhas de outono num chão onde deixei marcas das pisadas de meus pés e que ainda estão cicatrizando dos ferimentos de espinhos em tempos de outrora onde observava no recôndito de minha existência Aquele que em silêncio de seu sofrimento percorria aos sons estridentes de risadas e chibatadas o caminho da Luz e da Salvação.

Minha nova fase, nova marca!

Pessoal, a partir de agora, o meu conteúdo ganha um novo detalhe em minha assinatura: o ano de criação. Essa mudança marca o início de um processo de reformulação, onde a minha intenção passa a ser um estilo mais atualizado.

Essa mudança na assinatura será adotada sucessivamente daqui para frente (e também nas revisões dos textos anteriores) onde tenho minha coletânea no Site Pensador, mas fiquem tranquilos, pois os mesmos manterão a sua originalidade, quero apenas torná-los mais modernos, permitindo que os que apreciem meus escritos acompanhem a minha evolução.

O antigo se encontra com o moderno! Fiquem atentos às novidades que estão por vir!

Lu Lena / 2026

Senhor Romeo

Senhor Romeo,
eu fiz isso de novo.
Um ano em cada dez
consigo lidar com isso.
Sou uma espécie de milagre ambulante
minha pele ainda intacta,
como se não tivesse aprendido
a lição do fogo.
Diga-me:
quantas vezes se pode morrer
dentro da mesma casa
sem que a vizinhança desconfie?
Colecionei pequenas mortes
como quem guarda cartas não enviadas.
Dobrei cada tentativa frustrada
e a escondi na gaveta do criado-mudo,
junto aos comprimidos
e aos retratos
onde ainda corríamos
como dois atores mal pagos
ensaiando eternidade.
Você dizia:
“amor é resistência.”
Eu resisti
até virar ruína.
Sempre havia um copo quebrado na pia,
uma frase suspensa no ar,
um silêncio armado
apontando direto para o meu peito.
Tentei ser um incêndio manso.
Tentei ser água morna.
Tentei ser o homem que não sangra
quando cortado por palavras.
Mas cada tentativa
Era um ensaio de funeral.
O primeiro amor morreu de frio
faltaram cobertores e coragem.
O segundo morreu de excesso
amor demais é veneno doce,
colherada de açúcar
numa garganta já em chamas.
O terceiro?
Ah, Senhor Romeo
o terceiro fui eu.
Enterrei minha voz no jardim.
Plantei rosas sobre os gritos.
Aprendi a sorrir de dentes cerrados
para que ninguém visse
a hemorragia discreta
escorrendo pela alma.
Quantas vezes se pode voltar?
Quantas vezes se reconstrói
uma casa incendiada
com os mesmos fósforos?
Você me chamava dramático.
Eu me chamava de sobrevivente.
Havia espetáculo na minha dor,
confesso.
Eu me levantava das cinzas
com as roupas ainda fumegando,
a barba desgrenhada
como se fosse condecoração.
Olhem
eu ainda estou aqui.
Mesmo depois de vocês.
Mas sobreviver
não é o mesmo que viver.
À noite
deito ao lado do vazio
e ele respira melhor que qualquer amante.
O vazio não promete.
Não mente.
Não diz “para sempre”
com a boca cheia de vento.
Senhor Romeo,
há um cemitério em meu peito
onde cada “nós” fracassado
Tem uma lápide discreta.
Aqui jaz
a tentativa de diálogo.
Aqui jaz
a paciência.
Aqui jaz
o homem que acreditava
que amor era salvação.
Aprendi tarde demais:
amar não ressuscita ninguém.
Amar não cura abismos.
Amar não transforma homens
em porto seguro.
Às vezes,
amar é apenas outro nome
para se oferecer em sacrifício
num altar que ninguém pediu.
E ainda assim
olhe para mim, Senhor Romeo
eu me levanto.
Com as mãos queimadas.
Com o coração em carne viva.
Com a dignidade remendada
como roupa antiga.
Eu me levanto
não por eles,
não por você,
mas por essa centelha obscena
que insiste em pulsar
mesmo depois de tantas mortes pequenas.
Talvez eu seja feito
de matéria reincidente.
Talvez eu goste
do gosto metálico do recomeço.
Ou talvez
apenas talvez
eu tenha descoberto
que a única relação que não fracassa
é esta:
entre mim
e o homem
que se recusa
a permanecer enterrado.