O Mundo me Espera

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⁠Do dia primeiro
sou a voz da
reclama ao
mundo inteiro
que o mar não
foi devolvido,
por ele ergui
poesia e grito.

Não sou a sereia
com a acústica
concha na mão,
e nem tão poeta
como gostaria.

Nem o tempo
pode apagar
o quê aconteceu,
não me calo
porque qualquer
um não está livre
de quem não leu.

Do Vale de Azapa
em plena costa,
sou canção que
não se apaga,
incaica e aymara.

Não aceito o tal
resultado que
foi mal decidido,
porque quem
não se esforçou
para saber da
História nada
tem de bendito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No alto da meia-noite
das verdades ditas
após a Primavera
para vencer o mundo,
porque o importa
tem a ver com caridade.

Neste continente onde
não se legitima,
e de quem não se ajuda;
não sei o quê o futuro
reserva para nós.

Não há jogo, e muito
menos negação
da realidade histórica;
Há um desejo que tudo
não tenha passado
de um simples pesadelo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quando se é da
terra nesse mundo
o julgamento sempre
acaba sendo mais
pesado para deixar
a cada dia mais o
povo amendrontado,
e nunca o direito
receber crédito
e ser reclamado.

Sempre quis saber
de Milagro por
ser ciente de que
quando ocorre
perseguição política
o mal humano não
elege nenhum lado;
nunca me esqueci
que até assinei um
abaixo-assinado.

Passaram mais de
mil dias e até agora
nenhuma convincente
resposta de liberdade
chegando no caminho,
todo preso político
tem o meu amor
materno como se
fosse meu filho;
porque a vontade
de mudar o mundo
corre direto nas
nossas veias
como cachoeiras
nos meus poemas.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Testemunha daquilo
que eu não vi
ao mundo tenho que
fazer esse relato:
ecoou o som do
berimbau quebrado,
no chão o Moa
foi estirado por
causa das doze
facadas de um
sujeito autoritário.
Avança a violência
política programada,
só não vê a verdade
aquele que não quer:
avança o plano da
instalação de um
regime de exceção,
engulo a seco o meu
receio por ser mulher.
Implacável é a dor
pátria que sinto no
meu peito que ecoa
a indignação contra
os repressores dos
dois lados que com
ambas as retóricas
tornaram o diálogo
quase impossível
impedindo que o
povo unido encontre
o melhor caminho.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O mar é para os povos
e dá para todo o mundo
desfrutar sem se conflitar,
é só questão do respeito
e a fraternidade recuperar.

O diálogo foi levado
até o Palácio da Paz
para colocar no seu
devido lugar a História
com a justa soberania.

Há um novo capítulo sem
Guerra a ser escrito para
a rota que pede justiça ao
mar que foi subtraído,
pois o povo foi traído.

Há uma imperdível
oportunidade de se
fazer uma Nova Era
de prosperidade
ganha quem souber
viver com flexibilidade.

Não se impõe isolamento
geográfico a Pátria alheia,
porque um dia o destino
cobrará a conta inteira;
é preferível colaborar
com a justiça para
que ela aconteça.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não são meus filhos,
todo mundo sabe disso,
mas sinto como fossem;
esses tantos filhos
que partiram para
o plano astral,
filhos adoentados,
filhos em diáspora,
filhos que se encontram
presos injustamente
e incomunicáveis,
filhos que são pais,
e filhos distantes dos pais.
A minha especial
preocupação são
com as estrelas,
não aquelas que
se colocam nos ombros,
mas as que nasceram
para viver grudadas
para sempre no coração,
Por saber da vileza
do mundo: por elas não
canso de pedir o diálogo,
a paz e a reconciliação
em nome da merecida
e justa libertação.
Chegou o tempo de olhos
voltados para o céu,
joelhos dobrados,
mãos coladas
em gesto de oração,
corações curados
e plena superação.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Como as rodas
de um caminhão,
Gira o sonetário
pelo mundo todo,
Pelo seu povo
ele pede socorro;
Ele caminhoneiro,
petroleiro
E leal guerreiro,
também é Mãe
da Nicarágua
Que reclama
pelo bom filho.
Mãe oceano de amor,
de coragem e poesia,
Fazendo frente contra
aquilo que não serve:
Rejeita o autoritarismo.
Vai além e enfrenta,
materializando bem
Mais que a ousadia
celebrada pelos poemas
Que enervam os tiranos
Só para provar
Que o amor é eterno,
e que os poetas estão vivos.

As letras nos pertencem, nós poetas conseguimos com talento relatar
a conjunturade mais
de um país num único poema.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠As lágrimas
de Odessa
e o susto
de Al Janiah
são águas
da mesma
correnteza
deste mundo
que respira
as cinzas
da Amazônia
em chamas.

A cela estreita,
sem janela
e sem direito
a um ventilador
se encontra
um General
lá na Venezuela,...
É povo
e tropa
no mesmo barco
remando contra
as correntes,
a dor por lá não
está escolhendo
nem a patente,
não há privilégios
para ninguém
simplesmente.

Nos olhos de
um capitão
vi que condenaram
a juventude dele
a destruição,
mas não mataram
no guerreiro
o bom coração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O importante é não esperar nada de ninguém e continuar sendo uma pessoa amiga neste mundo onde as pessoas se juntam para destruir umas as outras, e não para cooperar umas com as outras.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Neste mundo
que a guerra
pertence só
a política,
A minha prece
caminha com
os Generais
que não sei
onde estão,
Mas que desejam
viver no mundo
em plena paz;
Só de saber que
eles existem
uma alegria
toma conta
com a mesma
intensidade
da alma sublime
de uma borboleta.

O General está
desaparecido,
Não sei nem
mais quantas
vezes reclamar
até ser atendida;
Não gostaria
de seguir
sendo repetitiva,
Acontece que
não estou me
sentindo ouvida.

Quem deseja pedir,
não faz crítica,
Porque tem gente
que é oportunista,
Se for criticar não
peça para não dar
vazão a tirania;
Não alimente um
clima de tensão,
e nem de vilania,
Não importa o quê
de mim você pense,
Pago o preço pela
minha franqueza.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Da necessidade
sempre nasce
qualquer direito
sob a luz dos
olhos de Evita,
No mundo que se
permite enganar
pela tal lei
Helms-Burton;
Não mais busco
tentar convencer
quem busca
irredutível isso
não entender;
Há quem trabalhe
exaustivamente
para deixar
a América Latina
em escombros,
Tem gente que
é cúmplice
e outros tem
nos dado
até os ombros.

Não se sabe
onde está
o deputado,
Há mais de
um soldado
precisando
de nossas
orações,
Que Deus dê
tranquilidade
aos corações.

Canção total
para tentar
distrair a dor
do prejuízo
que a sua
alienação tem
me causado;
Desde sempre
no meu país
a educação
é o quê tem
mais faltado,
Tenho feito
de tudo
para manter
o meu espírito
alimentado
para que mais
de um General
seja libertado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Canção de todo
o dia primeiro,
de todo o mundo
que trabalha
e até do velho
tupamaro
que cansado
de tudo
pediu que se
desviassem
do que está
na frente;
Pois a vida
não está
nada contente.

Nunca é tarde
para entender
que é preciso
respeitar
o protesto social,
proteger a vida,
e não fazer
o uso da força;
Não efetuar
prisões arbitrárias
é necessário
da mesma forma
que controlar
o verbo maldito,
não acelerar
as tanquetas,
nos libertar,
rogar pela
libertação dos
presos políticos
e pedir para
devolver o mar.

Canção feita
para lembrar
da tropa
e do General
que o destino
não libertou,
e da saída
soberana
pelo Pacífico,
O seu coração
deve bater
por isso
e não deixar
o nosso
continente
se entregar.

Ontem 119
foram os detidos,
dentre eles 11
adolescentes
estão incluídos,
e eu nem mais
sei o quê dizer
a não ser pedir
que não permitam
que esse pesadelo
nunca mais
venha se repetir.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ainda no rosto
está a umidade
das lágrimas
pelo Sri Lanka,
A dor do mundo
nessa alma
latinoamericana
ninguém estanca.

A vida me espanta,
Vem, e me diz
que estou errada:
mártires estão
por todos os lados,
De concentração
há campos infantis
inenarráveis;
E governantes
de braços cruzados.

Mesmo que seja
a canção derradeira,
Ela é pelo General
que o único crime
foi ter sido patriota
e continuar sendo;
Canto o mesmo
e o tanto pela tropa.

Você precisa escutar:
O quê se exarcerba
a mim também afeta,
a Terra é o meu lar.
(Se permita libertar e se reconciliar).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Aos quatro ventos
disseram que vivo
no mundo da Lua,

Se esqueceram
que a Lua é
a casa dos poetas,

Com os pés feitos
de ipê amarelo
e pluma ousada,

Que não cala
jamais deixando
ninguém calar,

E quer saber
quando a tropa
e o General irão soltar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Cada verso este
tempo todo
vive falando
de povos do mundo,
do continente
e do meu próprio povo.

Vivemos em tempo
de falta de escuta,
de orgulho tremendo
e de triste dispersão.

A poesia tem vida
própria e na Pátria
América do Sul
nela inteira habita,
e a responsabilidade
por cada linha é
e sempre será minha.

Urge sobreviver a nós
e aos nós do enfado,
nos dar as mãos
e a viver como irmãos.

Adeus, Salvador!
Falta de aviso não
foi e a tua vida foi
deixada para depois,
pelo teu povo dói
demais o meu coração,
dói como dói por cada
preso de consciência,
à todos só peço paz,
cordialidade e paciência:

Para que neste Ano Novo
não se renove os votos
com o desgosto,
Como foi no dia 13 de março
do ano de dois mil e dezoito,
Que levaram o General à um
injusto e doloroso calabouço.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No calvário do mundo
tenho caminhado
carregando as dores
de um povo inteiro
como seu fosse o meu,

Se um povo sofre é
com ele me reúno,
Porque o meu coração
feito de oceano
não permite descansar.

O bem sempre será
mesmo que uns rejeitem,
Cada Pátria haverá
de vencer contra todas
as correntes que a impedem.

As Mães sempre serão
a fonte de todo o Bem,
Por elas devemos sempre
fazer o Bem sem ver a quem,
Não se importem com aqueles
que ainda não compreendem.

Nesta noite irá se erguer
a Estrela-de-Belém,
Diga onde estão os sargentos,
cada homem da tropa,
o General preso injustamente e a Justiça!

Quando vão romper com o orgulho
causa de inúmeros tormentos,
abrir as portas, as janelas, o coração
e estender a mão para erguer
cada irmão e se permitir renascer?

A essência de cada um está no Bem,
e sei que quem ainda não se permitiu
dessa forma não suporta mais permanecer,
porque no semblante está escrito;
no fundo somos todos crianças
querendo um mundo mais amável e bonito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No instante do giro do mundo,
li uma notícia que iniciaram
os julgamentos dos militares,
lado a lado, e sem que ninguém a veja:

Persiste estar a minha poesia,
porque no fundo também é prece,
(viver num inferno ninguém merece),

Todos eles são presos de consciência,
em cada verso são habitantes
(a reconciliação e a paciência);

Todos tem sido devotados ao General
e à cada um da tropa que injustamente padecem,
porque crê que só vivendo em paz é que todos crescem.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Olhando para o Ipê-rosa
busco o meu refúgio
para que nada neste mundo
destrua por dentro
o quê guardo em Versos Intimistas
e a cada surgimento
de novas inspirações e poesias.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Modelando com mãos
do nosso futuro
neste mundo artificial
que não conhece
mais o amor puro,
E dividir em vez de unir
se tornou habitual,
A distância e conviver
em trincheiras de convivência
se tornaram habituais,
Elejo a minha pluma
e os meus Versos Intimistas
para cultivar a paz
em busca do Ano Novo
porque do jeito que está não dá mais.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Num mundo viciado
em conflitos,
Eu busco músicas
antigas da Bahia,
escrever meus
Versos Intimistas
sobre o mistério
do Ipê-preto
que inspira manter
firme o meu desejo.

Inserida por anna_flavia_schmitt