O Mundo Inteiro Nao Vale o meu Lar

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Não importa o quanto eu escreva, o quanto eu fale. Nada descreve o amor que eu sinto por você.

Perder um filho

O dia amanheceu nublado e a chuva ainda não parou. O sol veio com a minha dor e tristeza. A dor de perder um filho é inexplicável. É muito difícil superar a perda.

A maternidade muitas vezes traz-nos um medo absurdo da perda. Mas eu amei estar grávida, viver a maternidade é amor! Esteve alojado na minha barriga durante alguns meses e carreguei no meu ventre um filho que amava e que ainda não conhecia!

É sofrer sozinha e sentir solidão apesar do apoio da família. É ter de sorrir com o coração que está em pedaços e caminhar com a saudade infinita no peito. Não há dor maior do que a de perder um filho. É dor e dor com muita saudade!

Como é triste perder um bebê, eu sei que nunca vou esquecer o meu anjinho! Quero acordar e ver que tudo não passou de um sonho. Mãe é capaz de dar a própria vida para salvar.

Perder um filho é sentir-se no meio do deserto e afogar-se no mar de dor! Senhor, que a minha dor e a minha tristeza se torne felicidade!

É verdade, como diz Marx, que a história não anda com a cabeça, mas também é verdade que ela não pensa com os pés. Ou, antes, nós não devemos ocupar-nos nem com sua "cabeça", nem de seus "pés", mas de seu corpo.

Não era amor de verdade, era daqueles amores que já vem pronto, embalado, adiciona água quente e espera amolecer. Mas não tem gosto e esfria rápido.

Enjoei desse negócio de lágrimas no travesseiro, de desperdício de tempo chorando por quem não merece meu sorriso, quanto mais minhas lágrimas. Meu coração vale bem mais que isso, meu travesseiro também.

Escrevo porque encontro nisso um prazer que não sei traduzir. Não sou pretensiosa. Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando...

Clarice Lispector
Minhas queridas. Rio de Janeiro: Rocco, 2007.

Nota: Trecho de carta para Tania Kaufmann, escrita em 23 de fevereiro de 1944.

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Amar não é pecado.

Se livrar. Deixar pra trás. Algumas coisas não servem mais. Você sabe.

Não deixe ninguém lhe convencer que você não merece o que deseja!

Tenho ciúmes de tudo em que a beleza não morre.

Viver um dia de cada vez, fazer valer a pena existir. Não é à toa que estou aqui.

Quando dizem “o que é seu virá”, não significa que você deve esperar sentado.

"Não existem atalhos para qualquer lugar aonde valha a pena ir."

“Você já não faz parte da minha vida e eu não me importo mais com isso.”

Não precisa fazer sentindo. Não precisa parecer filme. Não precisa príncipes ou princesas. Precisa ser amor, só isso.

Deus não nos dá aquilo que queremos. Ele nos dá aquilo que precisamos.

E o que dizer aos que nunca dizem o que querem dizer?
Dizer que não sei o que dizer por não saber ao certo o que dizem?

Motivos profundos, nobres e óbvios para deixar de te amar também não me faltaram, mas nenhum deles foi suficiente ou funcionou.

Para mim, o órgão do Fotógrafo não é o olho (ele me terrifica), é o dedo: o que está ligado ao disparador da objetiva, ao deslizar metálico das placas (quando as máquinas ainda as tem). Gosto desses ruídos mecânicos de uma maneira quase voluptuosa, como se, da Fotografia, eles fossem exatamente isso - e apenas isso - a que meu desejo se atém, quebrando com seu breve estalo, a camada mortífera da Pose.

É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer, implorar. É triste lembrar como eu ria com ele.

Tati Bernardi

Nota: Trecho de Link