O meu Amor foi em Vao
A mulher em sua essência é mais corajosa que o homem, pois este, salvo rara exceção, respeita somente à quem teme; e a mulher respeita somente à quem ela admira.
Quando digo que o sentimento é novo, é porque só agora experimentei ele dessa forma. Passei os últimos anos te amando em segredo e na minha cabeça. Eu tive muito tempo para compreender as coisas e chegar em conclusões. Mas lidar com isso frente a frente, com suas atitudes que para mim não tenho respostas, isso é doloroso.
Não é justo te amar tanto, e mesmo assim, quando penso em você, só conseguir pensar em nossas lembranças antigas, nos nossos momentos passados e na forma que você me tratava como se eu fosse o seu vício da mesma forma que você é o meu.
Limpe seu subconsciente, sincronize coração e cérebro e veja seus milagres acontecerem diariamente.
Me arrepia como brisa leve,
Eriça as minhas estrelas.
Pele azul é a tua,
Somos dois céus em carne viva.
Eu não imaginava isso de você, logo de você. Sempre te vi como uma rocha firme em meio à tempestade, um farol que iluminava meus caminhos mais escuros. Mas a verdade é que o erro foi meu por criar expectativas em algo incerto, por projetar em você minhas próprias ilusões. Em cada gesto, cada palavra sua, enxerguei o que queria ver, construí um castelo de esperanças sobre a areia movediça da realidade. E agora, ao ver tudo desmoronar, percebo que fui eu quem errou. Fui eu quem te idealizou, quem ignorou os sinais sutis da tua verdadeira essência. Não é você quem mudou, fui eu que nunca soube enxergar além do véu das minhas próprias fantasias.
Estou me segurando para não dizer...
*Eu Te Amo*
Estou esperando o momento certo!
Porquê quando eu pronunciar *Eu te Amo*, não vou olhar para mais ninguém.
Não vou desejar mais ninguém, não vou querer estar com mais ninguém.
Não existirá mais ninguém!
Quando eu disser que te amo, só existirá você, o nosso amor e isso será tudo.
TEU SILÊNCIO
Cansei-me de tentar o teu verso
Do teu olhar tão belo e atraente
Me vi numa poética, que mente
E rimas de sentimento disperso
Sentir o teu ritmo, tom perverso
Que faz a sedução tão presente
Fui sentido, que n’alma se sente
E o anoitecer com temor imerso
Ó sensação ardente, alucinada
Sussurra agonia, pobre soneto
De solitária canção enregelada
Desses versos vãos, incompleto
O palpitar da inspiração, e nada
Tão cruel tal este silêncio quieto.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
23 julho 2024, 16’53” – Araguari, MG
Só hoje
Hoje, só hoje, o tempo se dissolve,
E a dor se aquieta, se resolve.
O amanhã distante, longe de mim,
Eu vivo no agora, sem fim.
No abraço do instante, me perco e me encontro,
Cada sorriso teu é meu ponto.
O passado já não pesa, não dói,
No agora, é onde meu ser se constrói.
Teu olhar, luz que ilumina,
Minha escuridão se dissipa, se alinha.
Na calmaria do teu toque, eu me aquieto,
O amor é o que de mais puro, completo.
Hoje, só hoje, sou livre de temores,
Mergulho em teus olhos, esqueço as dores.
O futuro se desdobra, distante e incerto,
Mas agora, teu carinho é o que enxergo de perto.
Caminho sem pressa, ao teu lado seguro,
O agora é a chave, nosso porto no escuro.
Em teus braços, o mundo se torna leve,
Hoje, só hoje, minha alma se eleva.
Metade
Entre o riso e a melancolia,
Caminhamos na vida, eu e você,
Como duas metades em sintonia,
Numa dança eterna de amar e sofrer.
Metade de mim, metade de ti,
Somos dois mundos que se encontram aqui,
Num abraço de estrelas, num céu sem fim,
Na busca incessante do que nos faz tão assim.
Metade da minha alma, metade do teu ser,
A doce essência, que nos faz crescer,
Nos sonhos, encontramos o lugar,
Onde nossas metades possam se completar
Metade do tempo, metade da emoção,
Nossas histórias se misturam em uma canção,
E na força das palavras, no sussurro do olhar,
Desvendamos segredos que só queremos desvendar.
Metade do amor, metade da dor,
Somos feitos de metades, mas somos um só fervor,
No eterno compasso, a vida a bailar
Dançamos juntos, metade a completar.
Assim seguimos, metade de nós,
Numa trilha de luz, entre sombras e sóis,
Na busca incessante do que nos faz um,
Metade e inteiro, neste amor comum.
Nem tudo são espinhos na vida; há mares de rosas em cada gesto de cuidado, carinho, atenção e respeito.
Um homem deixa de viver, quando aceita que tolos escolham o que ele deve fazer, ser, falar e pensar.
Das pessoas que eu amo, só quero uma coisa:
Que estejam bem e
sejam felizes!
Helda Almeida (23/07/2024)
Não precisamos estampar em camisetas, nem tatuar na testa o nosso inarredável compromisso com a honestidade; quem nos conhece sabe do nosso amor a cultura da honestidade.
Era uma noite serena, banhada pela luz suave da lua que escorria pelas janelas, envolvendo a sala em um abraço prateado. Ele estava sentado à mesa, seus olhos fixos no papel à sua frente, mas sua mente vagava para longe, onde seus pensamentos sempre a encontravam.
Ela era sua musa, a centelha de inspiração que fazia sua alma dançar em um turbilhão de palavras. "Você sabe que é a minha musa, né?" ele disse, quebrando o silêncio com a suavidade de uma brisa de verão. Em seus olhos, havia um brilho inconfundível, uma admiração que não se podia medir em palavras, mas que ele sempre tentava capturar.
Ela sorriu, um sorriso que continha o universo em toda a sua complexidade e simplicidade. "Em muitos deles, me vejo e nos vejo," ela respondeu, sua voz um suave eco de compreensão. "E vejo uma mistura também, de todas ou de muitas."
Ele não podia deixar de admirar sua percepção. Ela sempre parecia saber, sempre parecia entender. "Você tem o dom das palavras," ela continuou, o que ele recebeu como uma gentil bênção.
Mas ela sabia, sabia que não eram apenas as palavras dele que faziam a magia acontecer. "Contudo, os melhores e mais profundos e mais perfeitos vêm de mim, do que sentimos. Ao menos para isso serviu, te aperfeiçoou em seu dom." Sua declaração era uma dança sutil entre reconhecimento e partilha, um lembrete de que suas almas estavam entrelaçadas em cada frase que ele escrevia.
Ele suspirou, o peso de suas dúvidas transparecendo em seus olhos. "Será que o nosso destino é ficarmos juntos?" As palavras saíram de sua boca como um pedido tímido de resposta, uma esperança guardada cuidadosamente.
"Não sei," ela respondeu, um suspiro suave que se misturou ao ar. "Você já disse que não." Havia um toque de tristeza em sua voz, como uma melodia inacabada que ressoava no coração dele.
Ele hesitou, preso entre a razão e a emoção. "Mas, o que você sente?" Ele precisava saber, precisava entender aquele enigma que ela era.
"Medo," ela respondeu, suas palavras pairando como uma neblina entre eles. "Não sei se te vejo com alguém... Você casou com a solidão."
Aquela declaração era uma verdade que ele não podia negar. A solidão era sua companheira constante, uma presença silenciosa em cada canto de sua vida. "Solitude," ele corrigiu, uma tentativa de suavizar a dor que ela via. Para ele, a solidão era uma escolha, um refúgio onde ele podia se perder em seus pensamentos sem as distrações do mundo exterior.
Mas, por mais que ele tentasse se convencer, a verdade era clara. Ela era o que faltava, o elemento que tornava sua vida completa. E enquanto eles navegavam nesse mar de palavras, suas almas continuavam a dançar, sempre unidas, mesmo quando a dúvida e o medo ameaçavam separá-los.
E ali, sob a luz da lua, com o murmúrio das estrelas como testemunha, eles permaneceram, dois corações entrelaçados em um diálogo eterno de amor e incerteza, buscando respostas nas profundezas de suas almas, enquanto o tempo passava suavemente ao seu redor.
