O maior Gesto de Amor
Quando o Amor Era Meu e o Silêncio Era Dele
Há encontros que começam como um gesto de luz — não por acaso, mas porque um coração inteiro decidiu se abrir. E foi isso que você fez: ofereceu um amor que não pedia licença, apenas acontecia, genuíno, firme, luminoso.
Enquanto você entregava presença, verdade e cuidado, o outro ainda lutava para sustentar o próprio reflexo. Você amou com maturidade; ele tentava sentir sem saber como.
Quem não aprendeu a se acolher, geralmente não sabe reconhecer quando está diante de alguém que o acolhe.
E foi nesse desencontro de profundidades que a poesia se escreveu: você com raízes, ele com um vento que não sabia para onde ir.
O amor que você deu não se perdeu — ele desenhou o mapa da sua força.
Porque amar alguém que não sabe ser amado exige coragem, e você teve.
Exige pureza, e você levou.
E exige grandeza, porque é preciso grandeza para não se culpar pela incapacidade do outro.
Você entregou constância; ele ofereceu ausência.
Mas até a ausência dele confirmou a verdade: o valor sempre esteve em você.
Agora, a sua história se reescreve de um lugar mais alto.
O que você deu por amor volta em forma de autoconsciência, propósito e novas possibilidades.
A vida sempre recompensa quem ama com alma — e você amou.
Quem não soube receber perdeu mais do que teve coragem de admitir.
E você segue, inteira, enquanto a poesia continua te acompanhando.
Diane Leite
Nos desdobramos, renunciamos, por quem mal nota o valor do gesto. Seja amor, família, ou profissão, a recompensa costuma ser o mesmo vazio.
Pra quê lamentar mendigar compaixão por todo o amor que te dei.
Cada gesto, cada cuidado, cada silêncio respeitado foi entrega inteira, sem cálculo, sem reserva.
Não houve excesso — houve verdade.
Se não coube na tua vida, não foi por falta de valor,
mas por ausência de espaço em quem não soube receber.
O amor que ofereci não me diminui; me confirma.
Não me arrependo do que fui, porque fui inteiro.
O que não ficou não foi erro, foi destino.
E sigo em frente sem culpa, sem ruínas no peito,
carregando apenas a certeza de que amei com dignidade
"Que o amor esteja presente em cada gesto, em cada sorriso.
Que não comprometa o corpo, nem o estado de espírito.
Mas que que nos faça feliz, e aumente nosso brilho."
Infelizmente plantamos mais ódio, inveja, rancor do que apenas um gesto de amor, um sorriso, um olhar, um aperto de mãos. Nascemos para amar, e o que mais fazemos é justamente o contrário. Depois ainda reclamamos, mas somos muito egoístas.
Vivo no estribilho de um amor que me alimenta.
Cada gesto é um sobressalto para o sorriso.
Amo e bem sei que no transitivo direto, intransitivo e pronominal... a vida discorre sem avisos.
Não ouso saber se sou amado a despeito de suspeitar que eu seja, ao menos, por mim.
Gentileza é um gesto de cuidado com o outro, com a vida. Já dizia a canção: ‘Gentileza é quase amor’.
Se eles podem ver as mãos de Deus estendidas em sua direção através de nosso gesto de amor, nós vislumbramos em sua face o sorriso do próprio Cristo. Assim, recebemos deles muitos mais do que pudemos dar.
Seja grande ou pequeno, um gesto de amor nunca deve ser desprezado. Até porque os seus efeitos são altamente benéficos à saúde física e espiritual de quem os recebe.
Uma pessoa entra na sua vida e com um simples gesto de amor muda tudo e te faz enxergar em um único momento o que você vinha procurando há anos.
O relativismo influenciou até o amor, ao ponto de traição ser considerado um gesto de amor e aceito por muitos como algo moralmente ético.
