O Homem que Nao se Contenta com pouco
Dieta
Despeço-me desta lida.
Tomo outros rumos.
Escrever já não me alegra.
Meus versos se esvaziaram.
Esqueço até de regras.
Já estou no mata piolhos,
Faltam-me dedos para alçar.
Sendo assim não vejo,
Razão para continuar.
Antes era fácil.
Eu espetava umas palavras,
Temperava com pedacinhos de sonhos,
Polvilhava com abundantes ilusões.
Pronto. Só degustar.
Agora não.
Palavras não me apetecem.
Temperos a vida já não contém,
Ilusões não fabricam mais.
Sonhos ficaram lá... Bem pra traz.
Entro numa dieta rigorosa.
Consumirei apenas aqueles olhos magros.
Mergulhados sobre os meus.
Sem os deliciosos beijos doces,
Sem os apertos gordos ofegantes.
Momentos pouco picantes,
Sem as cenas do romance.
Deixo a magreza poética me vencer,
Não farei forças para reagir,
Não vai fazer diferença.
Pra mim chega.
...Não quero mais escrever.
(Publicado na Antologia Poesias Encantadas V)
Que o tempo, este senhor que tudo pode, me permita, não me prender ao tempo, para não confundir, achando que a felicidade ficou para trás.
Apesar da cor cinza, que vem com o inverno, a tristeza não terá oportunidade de entrar, terá que ir embora com essa mania, que ela tem, de sujar tudo de cinza, pisando em silêncio, amassando com seus pés pesados as alegrias, pois o outono só deixou alegria e a saudade, vai ficar!
Não hei de voltar !!! Havemos de voltar !... Pra onde e por que ? Eu não hei de voltar. Na cabuenha e na lenha. Quando tenho tenho o fogão e o bifão. Eu não voltarei ! Na luta que deixou muitas famílias em luto; deixando-as perder tudo. Não aceitarei voltar ! Nas noites más dormidas. Faltando paz e até comida. Não voltarei !!! A lutar por um país que só os tais podem lucrar. Mas como voltar ? Sê não há recompensa pelo que fiz ... Não há como pedir biz. Ao passado não voltarei. Porque o que passei não gostei... Não hei de voltar !!!
The end
Sofro
Não por ti
Mas por mim
Que insisto em querer
O que nunca hei de ter
Sinto
Não por mim
Mas por ti
Que vai sofrer
Sem nada eu poder fazer
Choro
Por nós
Que não vivemos
O que tivemos
E deixamos ir
Por covardia
Lamento
O seu silêncio
Contido
Nem tão sentido
Talvez divertido
De quem brincou
De amar
Sem nunca se dar
Findo
O que me mata
Antes que morra
E nada mais
Eu tenha a rabiscar
Virás resoluta
Sabendo me encontrar
E para onde levar
Toda a poesia calada
Que de mim não saiu
As palavras guardadas
Eu não preciso de você, o mundo é grande, o destino me espera.
Não é você quem vai me dar na primavera, as flores lindas que eu sonhei no meu verão.
Não se iluda com aqueles que estão sempre ao seu lado, fazendo você gastar do que pode, fazendo você ficar mais tarde, quando devia chegar cedo, fazendo você perder o que não podia, fazendo você crer que não existe nada mais além do que aquela alegria forjada e enganosa, se iluda porque quem te fala as verdades, mesmo que sejam duras de mais, se iluda por aqueles que lembram de você sempre que dar, e quando tem oportunidade, te dar uma abraço, tão bom que você chega a tocar ao céu, se iluda por quem vive longe, mais seu coração sempre soube que esta pertinho, se iluda por quem te ama, te respeita, não força a barra e ainda que vocês briguem e gritem um com outro ,ele(a) sempre diz que você é a melhor pessoa do mundo, para outra pessoas.
Não se importe com quem fala mal de você, se importe apenas com quem te admira e não fala nem de bem nem mal, apenas te entende e te respeita.
