O Homem que Nao se Contenta com pouco
Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro.
Cícero, além de aptidão literária e filosófica, era capaz de abarcar todas as ciências e não desdenhar de nenhuma espécie de estudo e saber.
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Em meio a tanto ruído, já não se sabe se a fé da humanidade está sendo provada ou se é só para descobrir as cabeças alugadas.
Talvez o maior drama do nosso tempo não seja a ausência de informação, mas o excesso dela atravessando consciências cansadas.
Nunca se falou tanto sobre liberdade de pensamento e, paradoxalmente, nunca foi tão fácil encontrar pessoas repetindo discursos prontos como se fossem conclusões próprias.
A avalanche de opiniões instantâneas transformou convicções em mercadorias emocionais: compra-se uma narrativa, veste-se uma indignação e aluga-se a própria percepção em suaves parcelas ideológicas.
A fé — não apenas a teologal, mas também a humana — parece encurralada entre o barulho das certezas fabricadas e o medo de pensar por conta própria.
Porque pensar exige muita coragem…
Exige o desconforto de admitir dúvidas, rever posições, contrariar o próprio grupo e suportar o silêncio antes de formular uma opinião.
Mas o ruído moderno não tolera pausas; ele exige posicionamentos imediatos, reações inflamadas e fidelidades cegas.
Nesse cenário, muita gente já não busca compreender o mundo, apenas encontrar um coro que confirme aquilo que deseja sentir.
E quando a emoção substitui completamente o discernimento, a consciência deixa de ser território de reflexão para virar palanque de repetição.
É aí que surgem as “cabeças alugadas”: pessoas que terceirizam a própria capacidade crítica em troca do conforto de pertencer a algum rebanho político, religioso, cultural ou digital.
O mais curioso e inquietante é que os manipuladores nem sempre precisam mentir.
Basta alimentar medos, vaidades e ressentimentos pré-existentes.
Uma população emocionalmente exausta se torna vulnerável não apenas à desinformação, mas também à sedução das respostas simples para problemas complexos.
E toda resposta simples demais costuma cobrar um preço muito alto da lucidez.
Ainda assim, talvez exista alguma esperança justamente naqueles que continuam desconfiando do excesso de unanimidade.
Os que ainda conseguem ouvir, ponderar e mudar de ideia sem sentir que traíram a própria identidade.
Porque a verdadeira fé, sobretudo na humanidade, talvez não esteja em quem grita convicções, mas em quem preserva a honestidade — espiritual e intelectual — mesmo quando o ruído coletivo tenta sufocá-la.
No fim, a grande prova pode não ser descobrir quem está certo ou errado, mas quem ainda consegue pensar sem precisar entregar a própria mente para terceiros.
Sofro de desistências que me sufocam a razão e tudo que poderia ter vivido se não fossem tantos porquês descabidos.
Os sentimentos são significativamente influenciados pelas circunstâncias recentes.
Não passam de fotografias de um momento, capturas de uma realidade descontextualizada para quem precisa tomar decisões que mudem o rumo de uma vida.
Não tomem decisões isoladas no tempo. Tragam à memória as narrativas que os trouxeram até aqui, aquilo que o coração de vocês escreveu em seu amor.
Percebi que aceitar as coisas como elas são não diminui mais a dor delas como antes.
Percebi que mesmo curado, ainda sou suscetível a doença.
A dor é cíclica.
"Toda consciência é consciência de alguma coisa. Não sendo apenas uma consciência cognitiva, mas uma sabedoria organísmica que possui o potencial de nos transformar — se agirmos alinhados com os princípios aprendidos."
"Não sei" indica algo que se está consciente, mas que não quer ou não pode lidar no momento. Não há como não estar consciente de algo.
Tudo está interconectado. Não existe fala solta, sem contexto.
Sempre há uma mensagem por trás, que revela a experiência, as sensações, os pensamentos e comportamentos do sujeito.
É preciso retirar os bloqueios internos que impedem a viabilização do nosso processo terapêutico, o qual só poderá ocorrer seguindo algumas condições. Por isso a importância do AUTOCONHECIMENTO.
Se negligencio minhas experiências, não supro minhas necessidades.
Se não passo pelo "processo de me permitir sentir ou viver algo", adoeço.
Toda emoção busca ser processada. Ela possui um destino. Ela busca ser satisfeita, sentida, vivida, presenciada, compartilhada.
Será que estamos permitindo isso?
É justamente isso que busca o nosso corpo: a autorregulação organísmica.
Tudo que é repetitivo pode não ser saudável, porque se contradiz com a capacidade criativa de mudança que o ser humano possui.
Não é bom tentar manter uma personalidade rígida. É preciso flexibilidade, para as mais variadas situações. Reinvente-se, seja dinâmico.
...
A compreensão de uma situação (ou uma reação específica) não deve* ser generalizada de forma inadequada / desadaptativa. Isso pode me adoecer.
A complexidade das minhas crenças perpetua-se à medida que não as ressignifico e submeto ao teste da realidade.
Sou um complexo de complexos em um processo de (re) existência constante, um universo que vai além da finitude do corpo.
Um incansável e infinito Devir.
"Em um mundo obcecado por dados e certezas, reconhecer que a paz pode morar no "não saber" é um ato de rebeldia gentil."
Não ajudo mais.
Eu me amo e me valorizo. E me esforço bastante.
Se eles não me valorizam, não me terão. Não terão o meu esforço. Não serei demovido.
Elas não merecem passar pela minha consciência ou afetos.
E Eu não preciso provar nada para o meu eu rígido, que quer segurança e controle.
...
A amizade deles é circunstancial e encontra-se em espectros de interesse. Quando eu agrado.
Quando minha ações agradam aos seus interesses. As pessoas são interesseiras e se aproveitam da facilidade ou utilidade que proporciono.
Não é inteligente eu esperar demais do meio. Em forma (maneira / detalhes) ou em capacidade.
O meu processo é bom, confio nele. Meus aprendizados não necessariamente precisam me adoecer.
É só eu lidar melhor com eles.
Isso não precisa acontecer da forma que eu espero agora. Eu aceito o tempo necessário para processar e incorporar tudo isso.
Está tudo bem em sofrer. Estou literalmente passando por esse caminho e transmutando. É um processo gradual.
Senhor candidato, não pague um real ao eleitor que vende seu voto; trata-se de um vigarista barato, um parasita político que não vale um centavo.
Benê Morais
Se você têm certeza que não vale apena se arriscar apenas por um momento, então não arrisque.
Se você têm certeza de que vale apena esperar, então espere o tempo que for necessário.
Seu corpo é seu único templo sagrado e o amor verdadeiro é o único presente divino que não se negocia.
Deus te deu um templo e um presente inegociável chamado amor. Todo segundo que você aceita menos que verdadeiro, você está fechando a porta do céu que foi feita só pra você.
