O Homem e seus Instintos
Tirar a voz de um homem sob o pretexto de defendê-lo é o supremo sofisma da opressão institucionalizada.
A lei pode prender o corpo, mas somente a consciência pode libertar o homem daquilo que o levou a delinquir.
Punir o homem é fácil; compreender o sofrimento que o conduziu ao crime é uma forma mais difícil de justiça.
A justiça começa quando o homem percebe que sua liberdade termina exatamente onde começa a dignidade do outro.
O homem cria instituições para controlar o poder e, depois, precisa criar instituições para controlar as próprias instituições.
Se Deus não existisse, talvez o homem o tivesse inventado para que o universo não parecesse tão indiferente.
Não basta libertar o homem dos velhos dogmas; é preciso ensiná-lo a caminhar sem precisar de correntes invisíveis.
A filosofia não promete respostas para todos os mistérios; oferece ao homem a coragem de permanecer diante deles.
O homem que pensa livremente pode caminhar sozinho, mas nunca pertence inteiramente às prisões do seu tempo.
Talvez Deus seja uma pergunta que o universo deixou dentro do homem para que ele jamais deixasse de procurar.
O homem ergue templos diante do desconhecido e depois confunde a arquitetura de sua esperança com a verdade do universo.
O caminho de Buda não exige que o homem possua o universo, apenas que aprenda a habitar a própria consciência.
O homem criou deuses para explicar o céu; talvez sua maior tarefa agora seja aprender a contemplar o céu sem exigir que ele lhe responda.
