O Homem é antes de tudo um Animal
O comprometimento do homem não brota de palavras mortas ou discursos vazios, desprovidos de humanidade...
Brota do silêncio mediado pela consciência do fazer sem alarde.
Descubro que Deus habita em cada homem, mas é difícil O adorar,
Pois Ele é e mora no amor,
E homens deste século não sabem como O achar,
Não por não ter amor, mas por não terem aprendido a amar!
O ideal seria que o homem preservasse sempre uma mente calma e tranqüila, e jamais permitisse que uma paixão ou um desejo transitório lhe perturbassem a paz.
“... Acredito que os animais veem o homem como um ser igual a eles que perdeu, de forma extraordinariamente perigosa, a sanidade intelectual animal. Ou seja: veem o homem como um animal irracional, um animal que sorri, que chora, um animal infeliz.
É muito difícil os homens entenderem sua
ignorância no que diz respeito a eles mesmos.
Pobre do pensador que não é o jardineiro,
mas apenas o canteiro de suas plantas...!”.
Uma mulher inteligente visa um único homem. Veste-se, anda, e fala para agradar exclusivamente a ele.
Relacionamento também precisa de manutenção.
O homem precisa entender que, assim como o carro dele não anda sem combustível, uma mulher também não segue sem ser cuidada.
Amor exige investimento diário — atenção, presença, afeto.
É preciso regar, alimentar, olhar nos olhos e perceber os detalhes.
Não é sobre grandes gestos, é sobre os “bobbos” que fazem toda a diferença.
Ele quer retorno? Então precisa investir.
Quer intensidade? Então alimente o desejo com admiração, com toque, com cuidado.
Porque uma mulher feliz, segura, vista... entrega tudo.
Entrega corpo, entrega alma.
Mas quando o combustível acaba, o motor para.
E ele não vai poder dizer que não foi avisado.
A mulher, assim como um carro, vai dar sinais.
Vai mostrar que está esgotada.
E se ele não cuidar...
Ela vai parar.
De repente.
Silenciosamente.
E quando quiser reacender o fogo, talvez já nem haja mais faísca.
A persuasão é soberana, porque não há nenhuma verdade acima da que um homem pode ser persuadido a crer.
Deve o homem entrar, cada dia, por meia hora, no silêncio de dentro e fechar todas as portas aos ruídos de fora.
Qualquer otário pode se deitar e fazer um filho, mas é preciso um homem sério para se levantar e ser um pai.
A globalização mata a noção de solidariedade, devolve o homem à condição primitiva do cada um por si e, como se voltássemos a ser animais da selva, reduz as noções de moralidade pública e particular a um quase nada.
