O Homem é antes de tudo um Animal
Origem do cômico. — Quando se considera que por
centenas de milhares de anos o homem foi um animal
extremamente sujeito ao temor, e que qualquer coisa repentina ou
inesperada o fazia preparar-se para a luta, e talvez para a morte, e
que mesmo depois, nas relações sociais, toda a segurança
repousava sobre o esperado, sobre o tradicional no pensar e no
agir, então não deve nos surpreender que, diante de tudo o que seja
repentino e inesperado em palavras e ação, quando sobrevém sem
perigo ou dano, o homem se desafogue e passe ao oposto do
temor: o ser encolhido e trêmulo de medo se ergue e se expande —
o homem ri. A isso, a essa passagem da angústia momentânea à
alegria efêmera, chamamos de cômico. No fenômeno do trágico,
por outro lado, o homem passa rapidamente de uma grande e
duradoura alegria para um grande medo; mas, como entre os
mortais essa grande e duradoura alegria é muito mais rara que as
ocasiões de angústia, há no mundo muito mais comicidade do que
tragédia; rimos com muito mais freqüência do que ficamos
abalados.
O que diferencia o homem dos demais seres do reino animal não seu domínio sobre a natureza, mas, sobretudo o seu domínio sobre si mesmo.
O caráter humano consiste justamente em ponderar a sua natureza animal sob o peso dos valores.
"De um animal, diante de um cadeirante:
Eu apanho do homem e não sei me defender mesmo tendo as quatro patas.
Você, apanha da vida, porque não pode se defender do preconceito. Quem de nós apanha mais da vida?
Não existe diferença. A covardia é a mesma, a consciência é igual".
O homem como animal é este ser constituído de razão, de discernimento, de capacidade de pensar, um ser que vive em sociedade, que constrói e influencia na história, se comporta de acordo com os seus interesses pessoais e coletivos. O princípio sociológico, histórico, ético e moiral fazem parte da soma do conhecimento humano, da riqueza do conjunto de ideias, crenças, costumes, arte e tecnologia. Os padrões culturais de um povo, suas atitudes, sua fé, sua religiosidade, está elencada na soma de gerações, de sua gente, de seu clã, de sua tribo, de sua região, de seu país.
Francamente, não concordo em chamar o homem de animal. Porque se o homem, realmente, honrasse sua animalidade, usaria a tal da razão, da qual tanto se orgulha, para ser um pouco melhor com seus irmãos irracionais.
Se as mulheres na maior parte novas são vítimas do instinto doentio e animal do homem. Tanto a tolice feminina quanto o instinto doentio e animal do homem são frutos da sociedade. Ao educar o indivíduo na busca saciável e implacável pelas destruidoras relações humanas que afasta o próprio indivíduo do seu próprio eu interior.
O homem pode ser um animal racional, mas suas escolhas sempre são motivadas frequentemente pelas paixões.
Libido Dominandi
Por que é certo um animal matar outro animal, ou um homem matar um animal, e é errado um homem matar outro homem?
