O Dom de cada Pessoa
Atirar-se para o conflito com sucesso, saindo da zona de conforto, exige tempo de reflexão, o mesmo de descompressão de um mergulhador.
No casarão, ele, de um silêncio aterrador e um gato com olhar de interrogação que desaprendeu a miar.
Aprendi a duras penas que ninguém nos pertence. Ou as pessoas morrem, ou nos deixam (o que também é um tipo de morte). E não há nada que possamos fazer quando isso acontece, senão sobreviver ao luto.
Em ambas as situações também morremos. E a nós nos parece que um tipo pior de morte - ainda que saibamos que haverá vida um dia.
E quando mortos estamos, a verdade é que os outros não se importam. No máximo um lamento, uma lembrança, uma postagem no insta, um torrão de barro sobre o caixão.
Saber que a vida, ou a morte, da outra pessoa persiste sem nosso consentimento não é motivo de angústia - mas de conforto. De igual maneira, nosso tormento não cativa aos demais nem dói além de nós mesmos...
Porque a vida segue; e a morte, também.
É possível que o amor morra. Mas há também a infeliz certeza de que os restos ficam dentro de nós a nos assombrar. Não passamos, pois, de cemitérios ambulantes.
A maturidade me ensinou que não devo falar tudo o que penso, ou que não devo falar de qualquer forma a qualquer hora. As verdades são temporais. Fatos esclarecidos com a cabeça fria, apoiados na razão e empatia impedem ações levadas pela emoção. É sábio refletir, mudar de opinião e de atitudes também, se preciso.
"O charme da vida: é o amor! É ser temente a Deus,é ter no peito uma fé inabalável e ser usado pelo Espírito Santo !".
Quando se tem um sentimento sincero e verdadeiro.
A distância pôr maior que seja não é um obstáculo.
É só um detalhe!
