O Destino Une e Separa
Se um dia o destino nos trapacear, levar um de nós dois pra gente não se amar, te garanto que no céu a gente vai se encontrar...
ninguem separa quem ama.
Meu querido, sabe que te amo mais que tudo e que nada nós separara, muito menos a distânçia, pois ela será nossa amiga, à quem confiaremos nosso amor e quando ela for embora, confiaremos no destino, ele será nosso elo mais forte, para contarmos segredos teremos como amiga também a confiança, adotaremos a felicidade para nós divertimos horas, com a sabedoria faremos história e por fim, Deus, o amigo que nós apresentou todos os outros.
Destino
O destino foi sempre traiçoeiro?
Em todas as minhas vidas,
Eu nunca o encontrei novamente
Mas a lembrança do nosso primeiro encontro
Sempre vai estar lá
Em um canto obscuro do nosso possível coração
No meu corpo atual
Me transformei em tudo que eu odiava
Tudo o que eu não era
Diferente do que já fui
Talvez seja por isso que eu não lhe encontrei
Por que minha pureza se foi
Desde o dia em que eu cometi o meu pecado
Meu maior pecado de todos
Do qual eu tinha medo
Mas ele fez que nos dois caíssemos
Foi torturante lhe ver cair
Enquanto eu era mantida presa
Na gaiola
Esperando o castigo Dele
Então foi decidido
Eu seria condenada a nascer, “viver” e morrer
Até a Eternidade
Enquanto você seria invisível para mim
Eu correria no breu a sua procura
Com o risco de cair
Cair sem o ver,
Sem saber que minhas lembranças são reais
Sem saber que esse sentimento que brota
Em mim é real.
E esses é mais uns do meus castigos.
Ficar na duvida
Sem saber se nós não somos
Mais uma marionete
Onde somos ligados
Por um fio fino que a qualquer momento pode romper.
Canto em Versos
O meu poetar une versos
dos amores, dos reversos
porém, não são submersos
nem tão pouco dispersos...
É uma exaltação aos universos:
das trovas, dos mundos diversos
das dores e louvores tão imersos
nas palavras e sigilos complexos
De simples poemas abstersos...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
Por desentendimentos ao longo do tempo, eles se separaram, e a vida os levou por caminhos distintos. Mas o homem, fiel ao juramento feito em silêncio, manteve sua promessa apesar dos anos. Ele conheceu outros corpos, é verdade — buscou consolo em abraços passageiros e bocas que nunca o prenderam. Contudo, seu coração permaneceu inabalável, prisioneiro de um único amor. Porque, embora o tempo apagasse rostos e desfizesse lembranças, aquela mulher continuava sendo a única poesia que sua alma sabia recitar.
POESIA PARA UM AMOR DESFEITO
As luzes se apagaram
E eu saí sozinha.
Arrastando corrente
E uns poucos sonhos.
Lembrando planos perdidos,
Entre desabafos inventados,
Por bobagens engrandecidas.
Perguntei a Deus,
Por que Trocar de roupas?
Que necessidade o tempo tem,
De transformar destinos,
Separando almas amigas.
Ele ficou calado.
E se a culpa não for do Diabo,
Talvez nem Deus o saiba.
Desaparecer
Eu olho uma foto na parede,
vejo faces e sorrisos,
Naquele momento não existiam disfarces…
E em um segundo tudo muda,
nosso mundo dividiu-se em dois,
e sinto que estou desaparecendo.
Como se eu fosse uma flor em um vaso,
um rosa perdendo sua cor,
Como se eu fosse a água evaporando.
Gostaria de pegar sua mão,
apertar-te bem forte e dizer que tudo acabará bem,
mas eu não posso, estou desaparecendo.
Em meu coração, o amigo mais importante não é aquele que fica, e nem aquele que vai. Porque é o próprio Deus quem une e separa as pessoas, direcionando à cada uma, rumo ao caminho que deve seguir.
O que faz um amigo se tornar especial; é a qualidade dos frutos gerados da nossa união, enquanto foi possível estar aqui.
Mesmo que os séculos nos separem e os céus nos escondam, meu coração há de reconhecer o teu em qualquer lugar da criação.
Era uma vez um homem que amava uma mulher... e o sorriso dela era um mistério ao qual ele desejava dedicar toda a sua vida desvendando. Cada curva daquele riso iluminava sua alma, como se o universo o convocasse a eternamente buscar essa resposta doce e infinita.
Mas o tempo, com seus desentendimentos e desencontros, os separou. Ainda assim, ele manteve sua promessa, gravada nas linhas do seu peito. Possuiu outros corpos, é verdade — breves respiros de uma ausência que nunca se curava — mas jamais os amou. Seu coração, teimoso e fiel, permanecia ancorado naquele amor primeiro, que nem a distância dos anos conseguia apagar. Amar aquela mulher não era uma escolha, mas um destino que o tempo não soube desviar.
Nas sombras do tempo, ele caminhava solitário pelas ruas de memórias desbotadas. Seu coração, um mausoléu de amor, guardava o fogo sagrado por ela. Ela, a musa imortal de seus sonhos, vivia na penumbra de sua ausência, uma presença tão vazia quanto as ruínas de um templo esquecido.
Anos haviam se passado desde que suas vozes se entrelaçaram em canções de promessas e suspiros. Anos desde que seus olhares se perderam nos labirintos da alma um do outro. Mas para ele, o tempo era apenas uma cortina fina entre o que foi e o que poderia ser.
Ela era como a névoa da manhã, presente, mas intangível. Ignorava-o como se ele fosse uma sombra indesejada em seu horizonte. Seu silêncio era uma sentença, sua indiferença, uma espada que dilacerava sua alma a cada dia.
Mas mesmo na morte ficta de sua conexão, ele persistia, seu coração como um farol na escuridão, esperando por um vislumbre da chama que um dia ardeu tão intensamente entre eles. Ele a amava além das palavras, além do tempo, além da própria morte.
Em seu amor, ele encontrava uma imortalidade que transcende os limites do mundo físico. Seu amor era uma epopeia, uma saga de esperança contra toda a lógica, contra toda a razão.
E assim, nas brumas do esquecimento, ele continuava a tecer os fios do seu amor, esperando pelo dia em que a morte ficta que os separava se dissolveria, e eles se encontrariam mais uma vez nos braços do destino, onde o tempo não teria poder sobre o eterno laço que os unia.
