O Amor tem que ser Alimentado
As saudades de lugares felizes do passado devem ser relativamente substituídas por outros lugares, tão bem felizes de tempos em tempos.
Aprendo mil vezes mais com os humildes, simples e ignorantes do que com os falsos eruditos de internet, dissimulados e arrogantes.
Gosto muito do feliz inesperado, do que acontece de repente em perfeito por acaso. Gosto tanto das novidades que quando me lembro, planto armadilhas entre engenhocas e pensamentos vagos em meus caminhos sem que possua qualquer previsibilidades assertivas dos resultados entre meus tantos destinos que me levam para um único lugar comum da vida em transformação constante dentro de mim.
Quem sou eu e o que sou eu neste mundo que transita em velocidade esquecido de Deus. Fico muito feliz, por viver e não conseguir responder a isto e a tantas outras coisas, todos os dias.
Em uma sociedade instantânea, solvente e doente, que prega a todo momento sem pudor que só se vive uma vez, todos os meios justificam o enriquecimento e todos os erros, o sucesso.
Menos erros e mais acertos, isto que faz o profissional ser o melhor entre os melhores em qualquer vocação.
Tenho um medo terrível da sanidade, triste, previsível e efêmera. A loucura imaginativa das cores e formas me alimentam todos os dias, diante dos desconfortos da vida, como ela é. Sinceramente creio na maior liberdade do hospício muito mais que entre o zig zag dos autômatos fantasiados de gente nos escritórios contábeis, enforcados e engravatados.
Em alguns momentos isolado em profunda solidão, costumo falar sozinho e eu mesmo me respondo, mas nem sempre concordo.
Eu sou bem menos do que muitos imaginam, eu sou verdadeiramente pequeno e sei muito pouco de tudo, frente a um mundo moderno de aparências digitais, onde a maior parte da humanidade optou escandalosamente e vergonhosamente, não ser nada.
A grande doença da era moderna que acomete a grande maioria dos jovens, vem sobretudo pela propaganda desenfreada e ante ética dos glamorosos bens de consumo, sobretudo tecnológicos e de grifes famosas. Os jovens cada vez mais sem oportunidades, revelam uma existência toxica pela sobras da vida no que sou e o que gostaria de ser, sem qualquer esforço para tanto.
"Fora da caridade não há salvação" é uma frase atribuída a Allan Kardec, codificador do espiritismo. No entanto no mundo contemporâneo de hoje, nos tempos de imensos abismos sociais em que vivemos, de miséria e fome, ruinas de conflitos bélicos que assolam o nosso planeta, este mandamento ultrapassa o caráter meramente religioso como uma síntese da moral cristã e é sim um dever de humanidade, um comprometimento com a vida e ativa cidadania planetária, o respeito do ser humano perante sua própria espécie.
Na verdade, eu não sou mais que ninguém, nem muito menos também. Sou do tamanho exato de todo bem que pude fazer e fiz, e busco com meu espirito livre, transmutar as desigualdades, colorir a vida e ser feliz.
Somos sempre verdade mesmo que um pouco distantes de nossos melhores e maiores sonhos que foram retocados gentilmente, pela fiel realidade.
Da mesma forma que não se deve repetir a mesma refeição de um prato que estava muito gostoso. Não se deve voltar a um lugar que no passado se foi muito feliz. Parte da sabedoria do tempo é ter saudade do bom, no que passou e não tentar de nenhuma forma repetir.
Mesmo durante a maturidade seguindo os bons conselhos, necessitamos prudentemente faltar a certos compromissos e tirar um tempo para falar "abobrinhas" para não se envelhecer prematuramente, ficar chato e não perder a sanidade e ainda alguma austeridade de vida, perante toda esta desordenada e desinformada nova geração.
