O Amor tem que ser Alimentado
Um Amor Silencioso
Quando um homem conhece uma mulher,
às vezes nasce um amor repentino, intenso,
no brilho do sorriso dela,
no encanto do olhar,
na admiração por sua inteligência.
Em cada conversa,
em cada música romântica compartilhada,
essa paixão cresce em silêncio dentro dele.
Vêm os pensamentos,
as vontades de cuidar, de proteger,
de estar por perto.
Mas o mais difícil de tudo
é saber que ela é casada.
E esse homem — por respeito, por honra —
não quer ser parte da dúvida entre dois.
Resta a ele o afastamento,
guardar esse sentimento com carinho,
como quem esconde um tesouro no fundo de um baú,
na esperança de que, talvez um dia,
a vida permita que esse amor respire de novo.
O que realmente une as pessoas de sexo oposto para ti?"
Sexo, solidão, medo, amor, confiança, paz ou felicidade?"
AMOR INFINITO
Quando agradecer e perdoar
É libertar-nos de corpo e alma.
Quando agradecer e perdoar
É a melhor forma de amar,
o melhor para ser amado.
Quando agradecer e perdoar
É viver como Cristo Jesus.
Quando agradecer e perdoar
É amar e aceitar;
Cada ponto, cada ruga, cada lagrima, e sorriso.
Quando agradecer e perdoar
É ensinar e aprender.
Assim que te agradeço, te perdoo
Assim que te amo!
Na sua boca, eu me perco,
no seu olhar, me acho inteiro,
no teu toque, o amor desperta,
como a semente que a terra liberta.
Seu abraço me acalma a alma,
seu sorriso, doce abrigo,
quando chega, tudo acalma,
e até o silêncioécontigo.
ringue redondo
quero brigar.
te nocautear com um abraço,
te cobrir de porradas de amor,
quebrar tuas costelas com cócegas,
rasgar tua pele com carinhos,
te asfixiar com um beijo,
e te matar de afeto.
odiando você
enquanto beijo
essa boca
que me devora.
Eu tenho o péssimo hábito
de amar tudo aquilo
que me escapa à mão.
Talvez o amor, em essência,
seja um desejo inatingível,
perseguindo incansavelmente
o próprio rabo, como um cão à roda.
Carrego em minha pequenez
a cruel ironia
dos sonhos que, alçados,
se erguem como montanhas firmes,
e que, num instante breve,
se desmoronam em montes de areia.
Soterrado pela rotina,
pela futilidade do dia-a-dia,
sinto o peso da realidade
que escorre entre meus dedos
como areia numa ampulheta.
Talvez esperar que o mundo
se despenhe em barranco,
e morrer deitado à sombra
não seja de toda a má ideia.
A beleza do imperfeito: onde o amor encontra espaço
Área cinzenta
Ninguém ama só pelas virtudes, nem desiste só pelos defeitos. O amor verdadeiro nasce no espaço entre os dois — um terreno cinzento onde beleza e falha coexistem, e onde o olhar acolhe o outro por inteiro, sem idealização nem negação.
Não é o amor das virtudes perfeitas que me atrai. Nem aquele que se dissolve diante dos defeitos.
O que eu busco — talvez sem saber como nomear — é essa terra estranha, imperfeita e honesta:
a área cinzenta.
Ali onde os olhos não brilham só pelo encanto, mas também pela coragem de enxergar o que dói.
Ali onde o outro não é um ideal a ser mantido, nem um erro a ser corrigido — mas um ser inteiro,feito de luz e sombra, que eu acolho com todo respeito e amor.
São Paulo, 5 de junho de 2025. 01:05 da manhã
"Na dor mais profunda, o ateu clama pelo amor do Deus que ele tanto negou, e o cristão que tanto o amou, questiona se ELE ainda está lá."
"O amor incondicional e imensurável de Deus por nós.
Jamais entenderemos o amor de Deus por nós, pois ele excede o nosso entendimento e é perfeito em todos os seus caminhos. Esse amor nos constrange e nos consola em meio às nossas crises interiores, tristezas e dores. Somos mantidos vivos por causa dele e da manifestação da sua misericórdia, que se renova a cada amanhecer. Ele nos dá uma vívida esperança por meio de sua graça, que sempre nos abençoa e alcança."
"O Amor e seus Amigos"
Era uma vez um sentimento chamado Amor.
Ele não andava sozinho — pelo contrário, gostava de companhia.
Seu melhor amigo era a Amizade, com quem dividia risos, abraços e tardes longas de conversa. Mas a Amizade também tinha outros amigos... Um deles era o Ciúme.
Ciúme era temperamental. Às vezes, batia a porta sem avisar. Trazia junto o Medo de Perder, que era irmão da Insegurança. E quando o Ciúme se aproximava, o Amor ficava em silêncio.
Outro que rondava era a Inveja. Chegava de mansinho, olhando tudo com olhos de comparação. A Inveja era vizinha da Ansiedade, que sempre queria apressar o tempo, prever o futuro e controlar tudo.
O Amor, paciente, apenas observava.
Certa vez, conheceu alguém diferente: a Superação. Ela vinha de lugares difíceis, carregava marcas no peito, mas tinha brilho nos olhos. Superação apresentou o Amor a uma força antiga e discreta: a Bondade.
Bondade, por sua vez, falava baixinho, mas transformava tudo por onde passava.
E quando todos pensaram que já conheciam o Amor por inteiro, chegou o Individualismo, dizendo que cada um deveria pensar só em si. Criou muros, afastou pontes e tentou isolar o Amor.
Mas o Amor... Ah, o Amor não se deixava prender.
Ele abraçou o Ciúme com paciência. Olhou a Inveja com compaixão. Acalmou a Ansiedade com presença. Caminhou com a Superação. Acolheu a Bondade. E até o Individualismo, um dia, entendeu que o Amor não exige que se apague — apenas que se compartilhe.
No fim, todos os sentimentos olharam para o Amor e perceberam:
ele já os havia vencido desde o início — não com força, mas com permanência.
O amor não precisa de passaporte,
mas se viajasse, escolheria cada lugar onde deixei essas palavras.
Em cada ponto do mapa, há um pedacinho do que sinto por você.
Alguns falam de promessas, outros de futuros.
Alguns são altos, outros profundos.
Mas todos — todos — estão conectados por nós.
Que o mundo seja pequeno diante do que vivemos,
e que cada lugar nos lembre:
Nosso amor também é destino.
Do Amor e do Desejo
O desejo quer distância.
Quer a curva não vista,
a pele ainda segredo,
o nome que não se diz.
Ele vive no intervalo,
no quase toque,
no escuro.
O amor quer permanência.
Quer a verdade dos olhos,
a rotina dos gestos,
a alma em voz baixa.
Ele vive na entrega,
no cotidiano do corpo,
na nudez que não é mais pele.
E então,
quanto mais se ama,
mais se sabe.
Quanto mais se sabe,
menos se deseja.
Porque o desejo ama o desconhecido.
E o amor desvenda.
Mas —
há um lugar onde os dois se tocam:
um ponto de sombra,
onde mesmo o íntimo é estrangeiro,
onde o outro, por mais amado,
ainda escapa.
É nesse abismo
que o amor renasce como desejo,
e o desejo se curva diante do amor.
Não para possuir,
mas para perder-se,
outra vez,
no mistério de quem se ama.
Tamara T Guglielmi
Eu estou aqui, vagando no meio do meu vazio.
Você o iluminou, fez ele brilhar
Com seu amor e carinho.
Eu sinto sua falta…
Estou me perdendo na escuridão.
Eu preciso de você.
A chuva esconde minhas lágrimas por você.
Onde está você?
Eu te amo tanto.
Você me prometeu um “felizes para sempre”.
NA SOLIDÃO DO MEU AMOR
É vazio o desejo, o amor, e a alma.
Mas não há mágoas por estes sentimentos...
Em ti, o riso me faz paixão e acalma
O coração, sem quer me ver tormentos...
Vagueando tristezas por ter na palma
Das minhas mãos cansadas, os lamentos,
São por vezes dispersos aos intentos
Das mentiras que carrego dentro d'alma.
Perdido nas ilusões posso vir a morrer...
Mas de ilusão, mesmo morto, eu possa ter
Além-mundo o teu querer à minha verdade.
Moras ainda no vazio dos meus desejos,
De alma morta à minha boca são teus beijos...
Na solidão, meu amor, tu és saudade.
APENAS UMA CONVERSA
– Meu amor, o que você fez para que eu ficasse assim como estou agora?
– Minha querida, entenda que jamais fiz algo para influenciar, decisivamente, em suas ações e, portanto, você sempre agiu dentro de suas próprias vontades pessoais:“Portanto, se hoje você está muito feliz, quem merece os méritos é só você, porém, se a infelicidade é a sua companheira, digo-lhe, a responsabilidade é toda sua”!!!
– E, entenda: “A felicidade ou a infelicidade, na grande maioria dos casos, é algo que surge de dentro para fora e, mais raramente, de fora para dentro das pessoas”!!!
Pedro Marcos
Carta a um Amigo
Ah, meu amigo, se eu te dissesse
Nessas boas, nessas preces,
O amor que eu perdi…
Ah, que solidão me bate,
Cada vez que passei aos bares,
Sem sequer dizer por quê.
Ah, que tristezas vêm nas rezas,
Nas vertes, nas sentirezas,
Que passaram sem me ver…
Ah, meu amigo, por que choras?
Se hoje não é hora,
Nem o dia pra sofrer.
Vê o dia como é lindo —
O tempo vem sorrindo,
Sem pedir pra reviver.
Ah, chora agora, meu amigo,
Mas vê que estás comigo,
E não com um qualquer.
Ela já não te quer — então conversas comigo —
E afoga-te nos bares,
E nos pares que mandei.
Estou longe, meu amigo,
Queria estar contigo…
Mas agora não poderei.
Viajei, a trabalho,
Pra longe e no atalho —
Mas no fundo, não viajei.
Sente a solidão que sinto,
Analisa com carinho:
Toda vez que compus,
Havia um pouco de mim contigo,
Num abraço, num vizinho,
Ou num pranto que reluz.
Chorei mesmo, meu amigo,
E embora não esteja certo
De uma união enfim,
Ela sempre vem e chama,
Pede cama, pede drama —
Mas eu nego, pois em mim,
Vejo o sol da esperança
Como a fé de uma criança,
Que renasce por te ver.
Ah, chora agora, meu amigo,
Mas lembra: estás comigo,
E não com uma mulher.
Ela já não te quer — esquece —
E afoga-te nos bares,
E nos pares que mandei.
Ah, que composição bonita,
Essa tal é minha vida,
Que despista o meu amor.
Hoje estou longe, meu amigo,
Mas, embora, eu te ligo —
Você não entendeu…
Ah, que bom estar contigo,
Cada canto, cada abrigo,
Cada livro que compus.
