O amor não tem tempo e nem duração
Caminhar
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Não queira o tempo
Tirar tudo que nos deu...
Todo esse brilho no olhar
Que não se pode ofuscar.
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Se o amor fosse um destino
Eu nunca iria lá chegar,
Mas é caminho que se encontra
Pra sempre junto caminhar...
.
Se vou com ela pela vida
Não me apreço pra chegar...
Só me importa ela e eu
E a vida inteira pra se amar.
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Edney Valentim Araújo
Desamor
Procurei e não te vi ao meu lado,
Vaguei pelas ruas em vão.
O tempo é longo sem você, sem teu mor.
Sinto a vida esvaecendo aos pouco.
Preparei a melhor roupa,
Vesti-me desse amor todinho por você,
Para me ver em teus olhos,
E ganhar a tua atenção.
Nas ruas da solidão
Eu procurei pelo teu coração.
Só encontrei recordações,
O que foi e já não é mais.
Desfolharam-se as flores,
Adormeceu a sementinha.
Estou perdido nesse amor há tanto tempo
Que já não sei o caminho de volta ao seu desamor.
Edney Valentim Araújo
O tempo
Ah!...o tempo.
O tempo que não passa para quem ama.
Saudades, lembranças, sonhos e recordações,
Momentos vividos... momentos sofridos... Saldos de alegria.
O tempo que torna essa estrada longa e solitária sem você.
Só quem ama sabe que o tempo não passa,
Nem para esquecer, nem para ser esquecido.
Ah! O tempo nestes corpos amortecidos,
Se opondo ao amor rejuvenescente da alma vivente
Enquanto ele nos prepara o último sono.
Ah!...o tempo,
Que para o amor não é mais que uma fração momento.
Esse tempo que é sempre de amar você.
Edney Valentim Araújo
Na maior parte do tempo, não consigo esquecer o seu rosto.
Tenho que considerar uma coisa;
Você é o livro que sempre imaginei ler.
Sobre o tempo sempre afirmo: ele é antecipadamente perdido se não planejarmos o futuro; no presente ele é fugaz se não prestarmos atenção no seu passar e o desperdiçarmos; e ele ainda pode se tornar uma triste memória se lembrarmos de como deixamos passar desatentamente.
Esperar não é perder tempo, é o fruto de uma escolha de quem prioriza o que é eterno e não o que é passageiro.
Com o tempo descobri que as mulheres não precisam ser entendidas, e sim amadas.
Contudo,concluo que o amor excede todo entendimento. Fala por si só, mesmo não sendo coerentemente descrito em meras palavras.
Não sei se a vida se recicla.
Não, talvez não. Mesmo se
após um tempo de reflexão
decidimos mudar nossa vida,
seremos sempre nós mesmos
no fim. Mudados, mas nós. Com
todas as marcas e cicatrizes
para que não nos esqueçamos
do que fomos.
Eu tinha tudo e ao mesmo tempo não tinha nada; tudo pois você era o meu mundo, e nada porque não éramos um.
🥂❤🥂
A significância do que estamos vivendo não permite que vejamos a velocidade que o tempo estar passando, porque cada dia aprendemos um pouco mais sobre o que é o amor recheado de felicidade
Te amo!😍
VESÚVIO
Não importa quanto tempo passe
Se uma paixão não tiver se esvaído
No sacrossanto leito da cumplicidade
Se ainda não se consumiu no frio da ausência
Cedo ou tarde ela ressurge como um Vesúvio
Com mais força, mais dolorida, sem calma e paciência.
A quem devemos a vida nos escravizamos facilmente
Quando somos pegos como vítima da paixão
Entregamos tudo nas mãos da criatura amada.
Nos redemos ao objeto dos nossos mais secretos desejos
A paixão é o encantamento mais sublime
Que acontece entre duas almas.
Fenômeno que descobrimos,
Mas que nunca dominamos
Nem entendo como surge.
Nem de onde vem esta vontade indomada,
Que às vezes dorme por décadas
Mas que de repente explode.
E arrebata o ser ferido ao inexorável conflito
Que mais uma vez fica sem saber o que fazer.
Se escolhe morrer sozinho e consigo levar seu mal eterno
Ou se dessa vez mergulha no fogo impávido da paixão
Evira fósseis de pompeia.
Tempo perdido que não volta mais.
Aqui sozinha no meu quarto e ninguém mais.
O clima lá fora está frio.
Névoas a esvoaçar, mas não me importo com a neblina já que é assim a me agradar.
Apesar da algidez do dia ouço cachorro latindo, crianças gracejando, gangorra da praça a ranger.
E eu aqui pensando o que poderia ser melhor sem meu aparecer.
2014 (o tempo não cura tudo)
nada irá curar a dor da saudade de você
o buraco que ficou desde que você partiu
a dor da sua ausência ...
o saber de nunca mais poder ouvir a sua voz
ou sentir o seu toque
minha lágrima não caiu quando você partiu mas por dentro eu desmoronei
mesmo quebrada em mil pedaços eu permaneço aqui
mas eu nunca mais serei a mesma
Caminho da Felicidade
O tempo passa de repente,
Infelizmente não podemos acompanhar,
Envelhece a matéria e capacita à mente,
Dando-nos paciência e ensinando a amar.
Na vida louca que vivemos,
Queria poder o tempo parar,
Para corrigirmos os erros que cometemos,
E o nosso próximo podermos perdoar.
Não permita a sua mente te maltratar,
Busque uma vida com qualidade,
Amando seu semelhante sem enfeitar,
Nunca omitindo a pura verdade.
A vida muita das vezes nos apronta,
Tirando-nos a vontade de amar,
A nós pode parecer uma afronta,
Pelos propósitos de Deus não interpretar.
Tudo que fazemos é pela felicidade,
Mas nem sempre podemos alcançar,
Por termos um coração cheio de maldade,
Com dificuldade para nos libertar.
Sempre a Deus tudo nós pedimos,
E pouco nos lembramos de agradecer,
Será que um dia nós redimirmos?
E a nós mesmo conseguiremos convencer?
Encarando uma nova realidade,
Lutando muito para entender,
Que o caminho da felicidade,
Só Deus poderá nos conceder.
Du’Art 11 / 02 / 2016
Fazia tempo que não chorava...
Fazia tempo que as lágrimas em minha face não derramava...
Fazia um bom tempo que eu não precisava limpar as minhas lágrimas, nem muito menos chorar minhas mágoas.
O desprezo do amor é um pesadelo que causa dor...
As lamúrias da alma se manifestam em soneto torpe de um sonho que virou pesadelo.
Capítulo XVIII –
CARTA QUE O TEMPO RASGOU.
Livro: NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Joseph bevouir - Escritor.
“Nem toda carta enviada busca destino. Algumas apenas desejam ser lidas pelas mãos do esquecimento.”
— Joseph Bevoiur, manuscrito recolhido ao lado de um relicto de piano sem teclas.
Camille Marie Monfort,
Perdoa-me por ainda escrever.
É que há sons que não cessam —
mesmo quando o mundo silencia.
E há nomes que continuam exalando perfume,
mesmo quando já se foram há muitas estações.
Esta noite, enquanto as janelas se recusavam a refletir o luar
e os espelhos evitavam meu rosto,
ouvi pela décima vez ou milésima aquela gaita de fole espectral.
Sim, Camille…
a mesma que ecoava nas colinas do meu delírio,
com sua melodia lancinante,
como se um fantasma pastor estivesse a ensaiar seu lamento
por um rebanho que jamais existiu.
Mas hoje, ouvi algo mais.
Ouvi o acompanhamento insólito
de um piano lírico porém, não qualquer piano.
Não, Camille…
Esse não tocava notas,
mas sons secos,
golpes vazios de teclas que não mais se movem.
E então perguntei, para o teto da noite,como um exorcista cansado:
_Quem executa essa gaita de fole tão covardemente ao amor
que, até é acompanhada por sons secos vindos das teclas de um piano lírico
quando esse nem por anacronismo poderia assim existir?
Não recebi resposta, como era de se esperar.
Talvez fosse tua sombra que ali dançava.
Ou talvez e essa é a hipótese que me fere seja apenas minha culpa tentando compor uma sinfonia
com os restos do que não vivi contigo.
Fica, então, esta carta não como súplica,não como epitáfio,mas como o último gesto de um homem que aprendeu a sofrer com elegância,à tua imagem e semelhança a ti, tão somente a ti mesma.
Não peço que me leias.
Peço apenas que, caso a brisa leve este papel aos teus pés etéreos,não o pises.
Pois cada palavra aqui escrita
ainda traz o peso do meu nome
e a leveza do teu.
- Joseph Bevoiur
(ainda ajoelhado entre ruínas, onde o amor se transforma em som que ninguém ouve.)
