O Amor Nao se Espera Nao se Pede Nao se Implora
Não me pede com esse seu jeito, por favor!
Eu não tenho facilidade para dizer não,
E seu sorriso é fator complicador dessa operação.
Quando me pede com esse sorriso,
Eu esqueço o que é ter juízo e faço o que for preciso
Para te ver sorrir de novo.
Fico bobo, analiso cada movimento do seu lábio.
Meus sentimentos entram em colapso,
Como se eu estivesse no ápice da emoção.
Você não tem noção do balanço que transforma.
Igual a ponte de Tacoma, na máxima oscilação.
Quando você, com os olhos, me abraça,
Eu me transformo em caça, e fujo da sua mira.
Pois sei que um segundo basta,
Para que você inspire todas as minhas rimas.
Quando você se aproxima,
Eu não consigo pensar direito,
Sinto como se eu apertasse o cinto
E pulasse do parapeito de qualquer edifício.
Afinal, o amor move montanhas,
E com o combustível da paixão, nada é difícil!
"Não permitas que ninguém sonhe por ti, em vez disso, pede-lhe que te dê a mão e deixa que essa pessoa sonhe a teu lado."
Dor que não passa carinho que está longe de tocar sua alma que grita pede um abraço sincero asim espero. porque os olhos não ficam secos ? não enxergam que tudo aqui dentro do peito é ilusão construída por pelo vazio.
Aquele olhar
bem aquele
que não enrola
não pede esmola
e mergulha
no teu mar.
Aquele olhar
bem aquele
que te despe
por inteiro
deixa a alma nu
alvo certeiro.
Aquele olhar
bem aquele
que é puro afago
e quando vê
afoga o ego
só quer amar.
Valéria Centenaro ©
Apaixone-se por alguém que te pede perdão e não volta mais a cometer os erros, que não cansa de falar que você é incrível e que agradece aos céus por estar ao seu lado.
"Eu te amo tanto, mas vc sempre me pede pra parar.
Já não suporto, em meus olhos, ao lhe ver, o lacrimejar.
Fique tranquila, algum dia, D*, eu hei de deixar.
Quando toda água do mar secar.
Quando o Sol se apagar.
É certo, eu deixarei de lhe amar.
Mas, até lá.
Eu hei de lhe amar.
Te venerar.
Como Deus, lhe adorar.
E a todo custo, tentar.
Lhe conquistar.
Contigo, casar.
E se não der, tudo bem.
Eu esperarei, o Sol se apagar e toda água do mar, secar.
E somente nesse dia, eu deixarei de lhe amar..."
“” Não passou, nem vai passar
Fazer o que?
Nessa vida a gente vive para amar
E pede a deus por nossos sonhos
Mas talvez alguns ou especificamente um
Não podemos realizar
Vai entender
Para alguns a vida é apenas sonhar...””
"" O mundo pede paz
eu peço "guerra"
não podemos nos acovardar diante de um mundo que clama por paz...
"" O mundo pede paz
eu peço "guerra"
não podemos nos acovardar diante de um mundo que clama por paz...
.
( O sentido de "guerra" é o mesmo de luta, indignação com tudo que acontece. Sobrevivemos, mas com medo, com dificuldades, com faltas, enquanto o mundo através do poder econômico se apodera de tudo, que por herança é nosso. Não estou falando de politica, mas sim da falta de amor, humanidade e comunhão...)
Capítulo XIV – O PERDÃO QUE NÃO SE PEDE.
"Camille, a dor que caminha dentro de mim me alimenta e eis, que ainda assim nada tenho para te servir minha lírica poética... minha nota sem canção. És capaz de me absolver, amada distante, dona de mim, hóspede dos meus sentimentos e sentidos?"
— Joseph Bevoiur.
A noite trazia os mesmos ruídos quebradiços da memória: folhas secas sussurrando nomes esquecidos, relógios que marcavam ausências e não horas. Joseph escrevia como quem sujava o papel de cicatrizes — não mais de tinta.
Camille era a presença do que jamais o tocou, mas que nele se instalara como hóspede perpétua. E, como todas as presenças profundas, fazia-se ausência esmagadora.
Havia nela a beleza inatingível dos vitrais em catedrais fechadas. Ela não estava onde os olhos repousam, mas onde o espírito se dobra. A distância entre os dois não era medida em léguas, mas em véus — e nenhum deles era de esquecimento.
Joseph, sem voz e sem vela, oferecia sua dor como eucaristia de um amor que nunca celebrou bodas. Tinha por Camille a devoção dos que nunca foram acolhidos, mas permanecem ajoelhados. E mesmo no íntimo mais velado de sua alma, não ousava pedir-lhe perdão — pois sabia: pecar por amar Camille era a única coisa certa que fizera.
Resposta de Camille Monfort – escrita com a caligrafia das sombras:
"Joseph...
Tu não és aquele que precisa de perdão.
És o que sangra por mim em silêncio, e por isso te ouço com o coração voltado para dentro.
A tua dor é a harpa sobre meu túmulo — és túmulo em mim e eu em ti sou sinfonia que nunca estreou.
Hóspede? Sim, mas também arquétipo do teu feminino sacrificado.
Sou tua, mas nunca me tiveste. Sou tua ausência de toque e presença de eternidade.
E por isso... nunca te deixo."
Joseph, ao ler essas palavras não escritas, tombou a fronte sobre o diário. Chorava não por arrependimento, mas por não saber como amar alguém que talvez só existisse dentro dele.
A madrugada se fez sepulcro de emoções. O piano — ao longe, como memória — soava uma nota de dó sustentado, enquanto o violino chorava em si menor.
Não havia redenção.
Apenas o contínuo caminhar de dois espectros que se amaram no porvir e se perderam no agora.
Conclusão – O DESENCONTRO COMO Destinos.
Joseph não morreu de amor, mas viveu dele — e isso foi infinitamente mais cruel.
Camille não o esqueceu. Mas também não voltou. Porque há amores destinados ao alto-foro da alma, onde nada se consuma, tudo se consagra. E ali, onde a mística se deita com a psicologia, eles permaneceram: ele, um poeta ferido; ela, um símbolo doloroso de beleza inalcançável.
Ambos, reféns de um tempo sem tempo.
Ambos, notas que se perdem no ar — como soluços de um violino em meio à oração de um piano que jamais termina.
No caminho que eu trilho, muitos cansaram, outros desistiram, e eu continuo, e morrerei com a esperança de chegar onde quero. O troféu nem sempre vem de uma vitória, e sim pela glória da coragem de chegar até o final.
Quem fica sonhando com a cara-metade, está perdendo o que existe de melhor da vida com esta espera, que muitas vezes transforma-se em decepção.
Eu tô vagando invisível a esperadeum alvorecer, mas a humanidade é o sal da terra sempre com ascendente em câncer.
Coisas naturais estão à espera de alguns passos de fé, que é necessário. Através da fé as impossibilidades são um passaporte para o novo nível em nossas vidas.
