O Amor Nao se Espera Nao se Pede Nao se Implora
Eu não sei se vale a pena
Aceitar esse teu jeito
Todo mundo tem defeitos
Por favor não estou querendo te julgar
Somos muito diferentes
E por mais que a gente tente
A cabeça dá um nó
E vai ficar pior se a gente não parar
Vai doer
Mas não tem jeito fácil de terminar
Vou sofrer
Mas te amo e não quero te machucar
Não fique assim
Eu também estou tentando ser forte e não chorar
Olha pra mim
Vai ficar tudo bem quando a dor passar
Vai ser sempre a primeira namorada
E esse amor não vai sair de mim por nada
E nem tente se afastar de mim
Vai ser muito ruim se eu não puder te ver
É normal que a gente tenha se enganado
Nossa história aconteceu no tempo errado
Eu não sou bom em me despedir
Mas é melhor eu ir pra não me arrepender
Tente entender....
Para minha rede de apoio,
Eu queria dizer tudo de forma simples, mas aprendi que o que não é dito não pode ser compreendido. Então deixo que essas palavras saiam do lugar mais profundo de mim — daquele canto silencioso onde a dor se recolhe, mas também onde nasce a gratidão.
Hoje, eu reconheço que transbordei. Transbordei porque consegui captar, acolher e cultivar a amizade de vocês. E isso, para mim, é raro. É precioso.
Eu espero um dia conseguir retribuir minimamente — mesmo que seja com pequenas demonstrações, pequenos gestos, algum resultado que mostre que o cuidado de vocês encontrou abrigo em mim.
Eu agradeço a cada um de forma individual, porque cada pessoa aqui teve um papel único na minha trajetória.
E por mais que eu busque, não existem palavras capazes de traduzir o tamanho da minha gratidão.
Eu também peço desculpas por ainda não conseguir expressar alegria do jeito que gostaria.
Ela existe — ela vive aqui dentro —
mas está contida, presa em uma parte de mim que ainda está tentando despertar.
Um dia, eu já transbordei sorrisos pelos olhos, pelos abraços, pelo jeito de falar.
Hoje, meu corpo está anestesiado, cansado, tentando se recompor.
Mas quero que saibam: mesmo no silêncio, mesmo na ausência do brilho que eu já tive,
aqui dentro ainda existe um coração profundamente agradecido.
Obrigada por não desistirem de mim. Obrigada por ficarem.
Atraindo olhares
Atraindo olhares não é sobre ser vista, é sobre revelar o que muitos passam sem notar. É fazer o mundo pausar diante da sua arte — a sua terra, o seu povo, a sua história, a sua verdade. Cada imagem é um convite silencioso: chegar mais perto, sentir mais fundo, reconhecer-se nos detalhes que você eterniza. Porque fotografar, para você, é mais do que capturar a cena — é despertar memória, movimento e pertencimento em quem olha.
Eu estarei na plateia, torcendo por você, mas você não me verá. Vibrarei por cada conquista sua. Vagarei como uma sombra em meio a multidão, mas ninguém me verá. Siga as palavras que um dia eu te disse e você alcançará o seu mais alto sonho. Você não imagina a dor que eu estou sentindo, você nunca me percebeu... e assim continuará. Eu não vou insistir, mas eu estarei na plateia e você nunca me verá...
A crise consiste precisamente no fato de que o velho está morrendo e o novo ainda não pode nascer. Nesse interregno, uma grande variedade de sintomas mórbidos aparecem.
A diferença entre o vencedor e o perdedor não é a força nem o conhecimento, mas, sim, a vontade de vencer.
O que não escrevi, calou-me.
O que não fiz, partiu-me.
O que não senti, doeu-se.
O que não vivi, morreu-se.
O que adiei, adeu-se.
Devocional
Hoje, uma palavra na minha devocional me atravessou. Não como conforto imediato, mas como espelho. Ela trouxe à memória cenas de injustiças — aquelas que vemos acontecer entre pessoas, aquelas que nos atingem diretamente e até aquelas que apenas assistimos à distância. Cobranças excessivas, falácias disfarçadas de verdades, julgamentos lançados com facilidade. E quase sempre reagimos com indignação. Achamos absurdo. Injusto. Condenamos quem condena.
Mas, nesse movimento, algo me foi revelado: eu esqueço de olhar para a pessoa que mais me julga.
Sou eu.
Sou eu quem mais me cobra. Quem mais aponta meus erros. Quem revisita falhas antigas como se fossem sentenças eternas. Sou eu quem, em vez de reconhecer qualidades, insiste em enumerar defeitos. Quantas vezes fui carrasca de mim mesma? Quantas vezes fui juíza severa, algoz silenciosa, aplicando penas sem direito a defesa?
Eu não me deixo descansar. Não me concedo pausa. Não me permito respirar antes mesmo que qualquer ataque externo exista. Muitas vezes, o tribunal já está armado dentro de mim, e a sentença já foi proclamada antes que alguém diga qualquer coisa.
Carrego um dilema interno diário: julgo como erro aquilo que talvez seja apenas humanidade. Trato processos como fracassos. Transformo aprendizado em culpa. E vivo me antecipando à dor, como se isso me protegesse — quando, na verdade, só me cansa.
Essa reflexão não nasce para me absolver sem consciência, mas para me lembrar que justiça também começa no modo como me trato. Que misericórdia não é permissividade, é entendimento. E que talvez o maior ato de fé seja aprender a silenciar essa voz acusadora e permitir que a graça — inclusive sobre mim — tenha espaço para existir.
Hoje, mais do que apontar injustiças no mundo, eu escolho observar como tenho sido comigo. Porque, muitas vezes, a batalha mais dura não é contra os outros — é contra a forma como aprendi a olhar para mim mesma.
13 de Janeiro 2026
Há um julgamento acontecendo o tempo todo.
Não na praça, nem nos tribunais,
mas dentro.
Apontamos o dedo para o mundo
e, quando ninguém vê,
erguemos o martelo contra nós mesmos.
Condenamos erros, falhas, atrasos, silêncios,
como se fôssemos obrigados a acertar sempre.
Mas que sociedade se constrói
quando cada um aprende a ser
o próprio algoz?
Que mudança é possível
se a primeira relação consigo,
já nasce em guerra?
Talvez transformar o mundo
comece por um gesto quase invisível:
diminuir a dureza do julgamento interno,
reconhecer a humanidade no outro
porque ela foi, antes, reconhecida em si.
Mudar a si não é se absolver de tudo.
É aprender a julgar com consciência
e viver com mais responsabilidade
e menos crueldade.
Sou como um livro. Há quem me interprete pela capa. Há quem leu e não gostou. Há quem não entende. Há quem leu e se apaixonou.
Por que a gente insiste em colher aquilo que não plantamos? Quer ganhar sorriso, dinheiro, elogio, amizade, oração e presentes? Então DÊ!
A amizade é a coisa mais difícil do mundo de se explicar. Não é uma coisa que se aprende na escola. Mas, se você não aprendeu o significado da amizade, na verdade você não aprendeu nada.
