O Amor Nao Morre apenas Adormece
Pequena notavél
Ela é comum e mais uma na multidão. Insegura, tem medo que seus sonhos não se realizem. Mas sua vontade de lutar é especial. Os amigos a adoram, só não gostam quando está carente. Fica mole e pedindo colo. Nada parecido com aquela menina cheia de si e segura assim que suas conquistas começam a figurar no horizonte. Complicada? Ela nunca quis ser fácil de entender. A não ser quando ela se descomplica pra alguém. Estar só, às vezes, é alívio. Encontrar um amor? Mais um sonho. Pode ser numa esquina, abrindo a porta, lendo um livro no parque, ou em qualquer uma das suas atividades de mulher independente e de casca grossa. Comum? Sim. Como ela existem milhares de mulheres, mas não é por causa disso ela não pode ser chamada de Notável. Pequena, cabe num abraço apertado, num sonho planejado, num salto bem alto, numa frase do Caio, num verso do Tom, num gesto raro, num livro bom, num diferente penteado, numa roupa provocante, numa única solidão, no fundo de uma taça de champagne. Só não consegue caber numa única definição.
Quando as coisas não estão boas do seu lado, tudo o que você deve evitar de ouvir são conselhos de pessoas que têm medo de vencer na vida.
Medíocre é aquele que não faz nada para mudar a própria vida, mas se incomoda com a mudança que você faz na sua.
Arrume suas malas, porque dessa vez é você quem vai embora, e não por livre e espontânea vontade. Te obrigo a sair da minha vida. Vai logo, porque eu já tô mais do que decidida, vai lá procurar em outras, o que você só encontrou em mim, vai lá quebrar a cara, enquanto eu concerto a minha. Chega desse mal de amor, chega de ser mal-amada. Vivendo em uma situação que é cômoda pra você, e insuportável pra mim. Não dá. E por favor não volte nunca mais. Porque de todas as vezes que eu disse adeus, essa foi a mais sincera. E não estou enfurecida não, o nome disso é mágoa, cansaço. Você me cansou. Parabéns! Conseguiu a coisa mais difícil do mundo, me deixar indisposta, ao ponto de desistir. Vai lá, conhecer tudo que ilude teus olhos, mas não o teu coração. Vai mesmo, pra você descobrir o quanto as coisas perderam seus valores, e quem sabe você não descobre o meu. Vai embora, e me deixar ter o que você não foi capaz de me dar, a felicidade. Coisa simples que você nunca soube fazer. Sem muitas longas despedidas, sem pedidos de desculpas, e promessas que são quebradas horas depois. Entenda por favor, e descubra por aí o que é amor. Porque você é o tipo de cara de coração vazio, que precisa de muitas mulheres pra se preencher.
Quando a raiva não passa, ela passa para você.
Remoer, moer de novo, triturá-la em pedacinhos é certeza de contaminar tudo ou boa parte do seu tempo, da sua vida.
A raiva não resolve problemas, não revida a ofensa, não traz de volta o que se perdeu.
A raiva não revida, não vinga e não dá nenhum alivio, pelo contrário, vive ao seu lado, na sua cabeça como um pesadelo que não termina nunca.
A raiva que a gente não esquece, tortura todos os dias, é um problema que não acaba, uma dor que não passa.
É muito difícil esquecer a raiva, mas o remédio é caseiro. Quando ela vier mais uma vez de mansinho lembre-se de que o premio ou o castigo das pessoas é serem como elas são.
O tempo é o remédio contra a raiva, tome-o a seu favor.
Para obter conhecimento, não é necessário humilhar, pisar ou denegrir a imagem de alguém, pois o portão do conhecimento se abre àquele que busca, se dedica e se empenha na vivência das experiências e do aprendizado adquirido.
Dia após dia.
Não atrás de não.
Aos poucos Deus me proporciona novas alegrias.
E vai acalmando meu coração.
Simplesmente acordei precisando da sua companhia; olhei pra todos os lados, não te vi...
[...] senti vontade de chorar...
Feliz dos casais que têm suas brigas por razões justas, não fúteis. Que encaram suas diferenças, que aprendem a conviver com isso, aceitando e fazendo das reconciliações um aprendizado que intensifica o respeito e os sentimentos. Que seja natural, equilibrado, sem exageros, porque eis um mal necessário para renovar e proporcionar bons momentos.
Se eu fosse dar um conselho para o meu velho eu,
não seria que não ouça mais tal música por trazer lembranças.
Mas que ouça ela até as lembranças se tornarem frescas e novas.
A inveja não chega até mim. Sei que sou melhor que isso. Isso é um sentimento ruim, que não faz parte de mim.
As pessoas ficam mais impressionadas com o que as pessoas fazem,não com o que dizem.
Ralph Waldo Emerson, resumiu de forma sucinta essa sensação: "O que você é grita tão alto em meus ouvidos que mal posso ouvir o que está dizendo."
Você pode ter tudo! Mas não ao mesmo tempo.Isso é um problema... Dentre tantos prazeres, a dor: dentre tantas coragens, o medo... Escolhas Baby !
Não desanimes pela incapacidade de dissipar a obscuridade deste mundo.
Acende tua vela e segue adiante.
Há momentos na vida que é melhor não aparecer. É bom ficar quieto e deixar que os outros se destaquem. Não por incompetência, mas por resguardo. Não por inferioridade, mas por bom senso. Não por medo, mas por zelo. O anonimato é o lugar ideal para se gerar projetos.
O Mal em MimNão sou capaz de explicar a sensação do mal em mim; representava, nesse período da minha vida de que falo, a fonte de uma angústia inexprimível. Os homens constroem teorias estranhas sobre o bem e o mal, sobre os castigos e as recompensas; procuram assim a verdade que nunca em vida poderão saber.
Foi muito bom para mim e para a minha família o facto de eu ter sempre ficado em casa e conservado sem esforço o meu antigo modo de ser calmo até aos quinze anos. Nessa altura, porém, mandaram-me para uma escola longe da minha casa, onde o ser latente em mim que tanto temia despertou e começou a agir e a insinuar-se na vida humana.
Quando digo que sentia haver muito mal dentro de mim, não quero dizer que estivesse desde sempre condenado a uma vida de infâmia ou de vício. Quero dizer, porém, isto — que havia em mim uma forte atracção por todas as coisas censuráveis que assediam o homem: podia controlar ou podia satisfazer esta atracção, mas uma vez satisfeita, mesmo só um pouco, era provável que eu nunca mais me pudesse controlar. Resolvi satisfazer essa atracção, e a partir desse momento, dava-me um prazer enorme explorar sempre novas espécies de mal.
Fernando Pessoa- manuscrito, original em Inglês (1904-1908)
