O Amor Nao Morre apenas Adormece
E agora vou-me, como outros crussificados se foram. E não penseis que estamos cansados da crussificação. Precisamos, ainda, ser crussificados por homens maiores em maiores terras e em maiores céus.
'Sou minha própria paisagem; Assisto à minha passagem, diverso, móbil e só, não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo como páginas, meu ser. O que segue não prevendo, o que passou a esquecer. Noto à margem do que li o que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.'
Não posso desfazer a história e tampouco apagar os erros... A única coisa possível é continuar apontando o lápis para escrever o restante que ainda falta.
Não sei fingir. Abraço minhas vontades, mesmo que a minha cara fique roxa de tanto apanhar. Cumpro minhas promessas, mesmo que me doa. Não brinco com os outros para me distrair, tampouco dou uma de boa samaritana para depois me esconder atrás da moita. Isso não. Por isso, digo e repito: gosto de gente de verdade. Se você é assim, por favor, senta aqui e vamos conversar.
Não tem jeito de ser verdadeiramente notável neste mundo. Estamos todos impalados nas curvas da condição.
Eu ainda não tenho condições de dizer o que aconteceu comigo, porque eu tenho medo de empobrecer o que eu vivi ali.
Não sou um cara perfeito escrevendo para pessoas perfeitas. Sou um cara imperfeito, escrevendo para pessoas como eu: apaixonadamente humanas!
“É um cara que não tem noção de como você gostaria de estar ao lado dele num final de semana qualquer.”
Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo. Retende o bem.
A pessoa mais inteligente é aquela que sabe que não sabe.
O verdadeiro conhecimento vem de dentro.
Quem sabe o que é certo, acaba fazendo a coisa certa.
Devemos ter muito cuidado para não emitir uma opinião demasiado favorável de um homem que acabamos de conhecer; pelo contrário, na maioria das vezes, seremos desiludidos, para nossa própria vergonha ou até para nosso dano.
Para mim, o órgão do Fotógrafo não é o olho (ele me terrifica), é o dedo: o que está ligado ao disparador da objetiva, ao deslizar metálico das placas (quando as máquinas ainda as tem). Gosto desses ruídos mecânicos de uma maneira quase voluptuosa, como se, da Fotografia, eles fossem exatamente isso - e apenas isso - a que meu desejo se atém, quebrando com seu breve estalo, a camada mortífera da Pose.
E o que dizer aos que nunca dizem o que querem dizer?
Dizer que não sei o que dizer por não saber ao certo o que dizem?
